quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Mosaico de Sombras

Autor: Tom Harper
Editora: Editorial Bizâncio
Número de páginas: 350

Constantinopla, 1096. Bizâncio, o maior Império da Cristandade, corre o risco de ser destruído quando uma mão misteriosa dispara uma flecha ao coração do imperador. Falha por pouco e o pânico estende-se pelo palácio imperial: aniquilado o imperador, Bizâncio cairá.
Demétrio Askiates, um ex-mercenário e caçador de recompensas ao serviço do império, é contratado para descobrir o criminoso e evitar que cumpra o seu funesto propósito. O veterano Demétrio penetra num mundo desconhecido, um mundo de príncipes, escravos, eunucos e mercadores onde terá de deslindar uma imensa trama de intrigas.
Dos bairros mais recônditos às torres douradas do palácio imperial, do hipódromo às cúpulas sublimes da caterdral de Santa Sofia, Demétrio abre caminho por entre um perigoso labirinto de traições e enganos antes que seja tarde demais e as ruas se tinjam de sangue.

Alguém tenta matar o imperador com uma arma desconhecida e é necessário saber quem está  por trás deste acto vil. Demétrio é chamado para descobrir quem são os culpados e vê-se enredado nas intrigas da corte. Ao longo da sua busca pelos culpados, Askiates vai conhecer os "grandes" do império e ter de voltar a conviver com o submundo de Constantinopla, numa corrida contra o relógio para evitar a queda, não só de uma cidade mas, também, de um império. Para além disso, os bárbaros estão à porta da cidade e preparados para uma guerra. Pelo meio irá descobrir o amor ao lado de uma mulher invulgar para o seu tempo e que a amizade está onde menos se espera.
Não é o que eu estava a espera. Não perde o ritmo e está repleto de cenas de acção sendo por isso uma leitura fácil e que entretém mas para quem está à espera de um mistério de perder o ar e descrições magníficas da bela Constantinopla é melhor esquecer isso. As descrições são quase nulas e não são a especialidade do autor nota-se, o que é uma pena, já que com tal cenário, espera-se algo de arrebatar, o que não acontece, chegando ao ponto de esquecermos em que cidade se passa a acção. Como romance histórico também não encanta, faltando-lhe pormenores, o que causa, por vezes, um certo desnorteamento quanto à época em que se situa.
Quanto ao grande mistério, parece que a dada altura perde importância e que afinal não era assim tão grande ao que se junta um final demasiado óbvio. E Demétrio é a verdadeira desilusão. Para ex-mercenário parece que pegar numa espada e andar em escaramuças ou ter alguma actividade do submundo não é muito habitual, o que a mim não parece nada de mercenário, para além de que, para quem nos é apresentado como um grande cérebro, não parece ter muito de génio mas enfim. Parece faltar algo às personagens e que nos escapou qualquer coisa pelo meio que, definitivamente, não estava lá.
Isto é a minha opinião mas não desistam do livro por isso. Tem uma acção corrente, sem cenas maçadoras, para quem quer uma leitura leve vale a pena tentar mas não peguem nele com muitas expectativas.

3/7


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