domingo, 31 de julho de 2011

Aquisições do Mês

 Este mês decidi aproveitar os descontos que encontrei:
- O Mago - Aprendiz, Raymond E. Feist (com 40% de desconto mais um vale de dez euros);
- Um Amor Quase Perfeito, Sherry Thomas (com 20% de desconto)
Fogo, Kristin Cashore (com 10% de desconto)

- No passatempo da Presença, "Marés Vivas", adquiri Num Vento Diferente, Ursula K. Le Guin;
- No blogue As Histórias de Elphaba, ganhei Desculpa, mas quero casar contigo, Federico Moccia

sábado, 30 de julho de 2011

Opinião - A Rapariga do Capuz Vermelho

Autor: Sarah Blakley-Carwright
Editora: Editora Objectiva (Suma de letras)
Número de páginas: 240

Sinopse
O coração de Valerie está dividido. Os pais querem que ela case com Henry, o filho do ferreiro, um rapaz gentil. Mas Valerie está apaixonada por Peter, um jovem lenhador de espírito independente e misterioso. O mundo está contra eles, mas os dois jovens apaixonados não imaginam viver um sem o outro e estão dispostos a lutar por isso. Tudo muda quando a irmã mais velha de Valerie aparece morta. Suspeita-se do Lobo, uma criatura temível que assombra a floresta em redor da aldeia. É com horror que os habitantes da aldeia descobrem que durante o dia o Lobo assume forma humana e pode ser qualquer um deles. O perigo está à espreita e ninguém está a salvo. As vítimas do Lobo não param de aumentar e Valerie começa a suspeitar que o Lobo pode ser uma pessoa muito próxima de si. Ela é a única que consegue ouvir a voz da criatura. E a mensagem do Lobo é muito clara: se Valerie não se render antes de a lua de sangue desaparecer do céu, todos os que ela ama morrerão.

Opinião
Conhecem aquela sensação quando olham para a capa de um livro e pensam "uau! deve ser mesmo giro!" e compram-no cheios de expectativas, sem pensar duas ou três vezes, porque se apaixonaram pela capa e pela sinopse? Isto foi o que eu senti quando comprei este livro. Uma versão mais adulta do Capuchinho Vermelho que tinha ar de que estava mais do que fantástica e me ia proporcionar uns belos momentos de leitura. Foi uma desilusão tão grande, sinceramente, foi até o livro que mais me desiludiu. E foi um daqueles livros que me fez odiar a autora por aquilo que ela fez a uma história tão cheia de potencial!
Temos o cenário perfeito, os ingredientes certos, um elenco adequado, as bases para um livro de "arrepiar" estavam todas lá e nenhuma foi aproveitada. A autora perdeu-se no meio de toda a informação que lhe foi dada e não conseguiu pegar nela para criar um bom livro. E isso é o mais irritante, é que podia ser um bom livro!
Enquanto podia ter criado algo diferente baseado em algo que todos conhecemos, não, encontramos mais um Crepúsculo, diferente é certo, mas com demasiadas parecenças que me desagradaram. E aquilo que é menos compreensível é a forma como a autora quer tornar Valerie em mais uma Bella tonta. Valerie, Peter, qualquer um deles, tinha todo o potencial para se tornarem personagens construtivas, em constante evolução que podiam ter alterado toda a história mas em vez disso encontramos personagens "sem alma", diálogos perdidos e sem qualquer emoção e quando parece que ela vai alterar o rumo e a coisa vai melhorar, a acção regride e lá se vai a esperança.
Outro facto de se salientar é o da edição portuguesa não ter todos os capítulos do livro, vá-se lá saber porquê, faltando nada mais, nada menos do que dez capítulos (a contar com aquele que temos de vir ler à internet). Uma grande falha que impossibilita o leitor de conhecer toda a história e claro é sempre desagradável pagar um livro para depois descobrirmos que falta metade dele. Quero que tenham em atenção que me falta assim ler nove capítulos e pode ser que sejam mesmo esses os melhores de todo o livro, não sei mas também já perdi o entusiasmo para descobrir.

2/7 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Booking Through Thurday - Coruja

Até que horas já ficaste acordada para ler um livro? Ficar acordada a ler um livro até tarde é normal para ti?

Bem, aqui está uma coisa que é absolutamente normalíssima para mim... não dormir para ler. Já foram muitas as "directas" que fiz porque não consegui largar um livro até acabar de o ler. E estou a falar de "directas" em que não dormi mesmo! Acabava o livro por volta das seis da manhã, fazia a minha rotina normal como se tivesse acabado de acordar e ia para a faculdade.
Nas férias então é habitual mas neste caso já posso dormir depois de ler. Se for daqueles dias mesmo de insónias sou capaz só de me deitar lá para as oito, nove da manhã (já aconteceu as onze mas foi só uma vez). Isto acontece se for um daqueles livros que eu queria imenso (de certeza que vai acontecer quando tiver o Dança com Dragões nas mãos) ou se fizer maratonas de sagas (que já não faço há algum tempo e já tenho saudades) ou se estiver mesmo com insónias.
Também sou uma pessoa noctívaga, deve ser por isso que tenho tanta facilidade em fazer tal coisa, mas a noite é a minha altura preferida para ler por isso aproveito sempre que posso para ler um livro noite dentro.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Opinião - A Usurpadora

Autor: José Frèches
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 423

Sinopse:
A trilogia A Imperatriz da Seda é um romance de aventuras, de religiões, de fascinante descoberta da diferença. Em A Usurpadora, o volume que encerra a trilogia, muitos acontecimentos esperam, ainda, os nossos heróis: a jovem Umara, que recusa confessar onde estão os inestimáveis «Olhos de Buda», é sequestrada pelo chefe máximo do budismo chinês; a bonita chinesa Lua-de-Jade é raptada e depois vendida a um sultão riquíssimo...
Adorados por milhares de peregrinos que vêem neles a reencarnação de um casal mítico, os pequenos Gémeos Celestes, que foram levados para a China pela Rota da Seda, são mimados pela Imperatriz, «a tia Wu», que trata deles sempre que os assuntos de Estado e as extravagâncias eróticas lhe deixam algum tempo livre.
No dia em que por efeito da magia da Rota da Seda, os caminhos convergirem para a Corte da China, a imperatriz triunfará e todos os heróis poderão, finalmente, assumir os seus amores, ou a sua fé, à luz do dia.


Opinião
 Neste último volume da trilogia de José Frèches sobre a dinastia dos Tang e as questões religiosas e políticas que assolaram a China do Centro durante o século VIII d. C., assistimos, finalmente, ao culminar das aventuras dos protagonistas que chegam ao final da sua demanda por amor, compreensão, poder e união.
Mais, uma vez, o autor apresenta-nos uma escrita cuidada e irrepreensível, onde é evidente a atenção aos pormenores, construindo uma história concisa de qualidade sobre um tema não muito debatido e, por vezes, esquecido como é a história da China. O facto de pudermos por esta leitura entender, não só, o sistema político da China como o papel do Imperador e das Cem Famílias na administração imperial, a relevância da seda para a economia e o seu simbolismo de poder e riqueza, tornando-se base para  tratados de paz ou de guerra e, acima de tudo, a multiplicidade e divergência entre as várias religiões, clandestinas e oficiais,  que dominavam a China e suas fronteiras,as mentalidades e aqueles que escreveram a História, torna-a uma leitura tão enriquecedora quanto estimulante e, em termos históricos, diferente.
Aqui as personagens são tão humanas quanto nós mesmos, mostrando que poucos são aqueles que atingem a perfeição do «nirvana», e que muitas vezes, a alma humana não resiste aos poderes materiais. Um exemplo da realidade chinesa desta época, sendo o melhor exemplo, aquela que é a personagem central desta trilogia e que interliga em si todas as outras, a imperatriz Wuzhao. Sinónimo de tudo aquilo que o ser humano é capaz pelos seus sonhos, no bom e no mau, Wu é a tal personagem que amámos e odiámos e que nos marca pelos seus actos. Numa história tão bem construída como esta, não é só a imperatriz que nos conquista. Os dois casais da trama, Umara e Cinco-Defesas, Ponta de Luz e Lua-de-Jade, representam o que o poder do amor é capaz de fazer e até onde pode ir sem nunca desistir.
O que surpreende e parece bastante estranho é que, apesar do grande espaço geográfico em que a trilogia decorre, (quase) todas as personagens se conhecem! O que aparenta algo forçado e pouco imaginativo e é capaz de enervar. Outro dos problemas é haver demasiada informação a assimilar o que torna difícil a sua leitura, principalmente, quando a informação aparece do nada e nos deixa baralhados e a pensar se nos esquecemos de ler alguma coisa.
É uma leitura forte que deve ser seguida por quem aprecia este tipo de leitura e, para quem gosta da história do oriente asiático, uma trilogia a não perder.

5/7

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Opinião - Despertar do Crepúsculo

Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 400

Sinopse:
Prendas de Winsol 
Daemon, Príncipe dos Senhores da Guerra de Joias Negras de Dhemlan, está ainda a adaptar-se ao seu primeiro ano de casado com a sua Rainha Feiticeira, Jaenelle. Porém, com a aproximação da celebração do Winsol que se prolonga por treze dias, Daemon tem de lidar com demasiadas solicitações ao mesmo tempo que se assume como anfitrião da sua admirável família.

Cambiantes de Honra
 

Ainda a recuperar da provação que a deixou ferida e furiosa, Surreal regressa a Ebon Rih sob as ordens do Príncipe Lucivar. Quando o seu antigo amante Falonar desafia impiedosamente a autoridade da família à qual ela pertence, Surreal poderá, por fim, sucumbir às trevas que ardem no seu âmago.

Família
 

Quando alguém arma uma cruel cilada à Rainha Sylvia e aos seus filhos, as sequelas consomem por completo as vidas da família reinante de Dhemlan. Terão de desvendar a identidade do Senhor da Guerra conhecido somente como Sem Rosto antes que regresse para terminar o que começou.

A Filha do Senhor Supremo
 

Após a perda das duas pessoas mais importantes da sua vida, Daemon assumiu o papel de seu pai, Saetan, como Senhor Supremo do Inferno, construindo um muro em redor do seu coração. Porém, ao estabelecer inadvertidamente uma nova relação, bastará ela para o libertar da sua vida desprovida de amor?


Opinião:
Confesso que esta é a opinião mais difícil que fiz até hoje. O mundo das Jóias Negras tornou a sua escritora a minha preferida e as suas personagens são como "velhos amigos" que eu vou adorar até ao resto dos meus dias sendo me impossível imaginar que este foi o último livro (pelo menos por uns bons tempos). Não interessa porque a história não vai voltar a ser a mesma e para mim esta é a definitiva despedida às minhas Jóias tal como as conheci. E, acreditem, eu quero mesmo acreditar no "até já".
Com este livro é o meu lado sentimentalista que vem ao de cima e não consigo especificar os vários sentimentos que me assaltaram ao longo desta leitura, só posso dizer que foram bastante contraditórios. Que ele é único e imprevisível, isso podem ter a certeza mas acho que nunca vou puder especificar se o amei ou se o odiei e isso lembra-me porque é que a história destas personagens se tornou parte da minha vida e tomou um lugar especial na minha estante. Nunca conseguiria prever que Bishop tomasse este rumo mas lá está, foi sempre isso que eu adorei nela. A sua escrita magnífica e ter criado este mundo e estas personagens com tal mestria que me conquistaram o coração à primeira. Agradeço-lhe por isso todos os dias.
 Os dois primeiros contos trouxeram uma saudade imensa, os dois últimos levaram as minhas emoções ao rubro, acho que nunca senti tanto na leitura de um livro. É a maneira como a história é contada, as relações familiares e de amizade que se criaram através de tão inimagináveis situações, a complexidade de todos aqueles que fizeram parte deste mundo, é a maneira como Anne nos arrasta e agarra a cada palavra. Faz-nos sorrir, chorar, rir e sentir ódio e raiva até ao âmago e nunca nos aldraba, conta-nos a verdade nua e crua. Estes quatro contos transmitem o espírito que os caminhos de Jaenelle, Saetan, Daemon, Lucivar, Surreal, e todos os outros, nos deram, "tudo tem um preço".
Talvez já fosse um aviso que nada seria como estivéssemos a espera. Talvez tivesse mesmo de acabar assim. Não sei, o que eu sei é que nada substituirá este mundo no meu coração.

"Que as Trevas sejam misericordiosas"

7/7

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Booking Through Thursday - Repetições

Qual foi o primeiro livro que leste mais do que uma vez? (assumindo que há pelo menos um).
Qual o livro que já releste mais vezes. 


Os livros que li mais do que uma vez foram O Conde de Monte Cristo, Sandokan, o Tigre da Malásia, Os Três Mosqueteiros e As Mulherzinhas, dos oito aos onze anos. A partir daí, perdi a conta as vezes que repeti a colecção toda do Harry Potter e os Mundos Paralelos até atingir os dezasseis anos. Nessa altura fiquei  vidrada em Sandra Carvalho e Anne Bishop, que reli "milhões" de vezes e sei que houve uma altura em que estava completamente apaixonada (e ainda estou) pelo Na Corda Bamba de Joanne Harris.
Qual deles é que li mais vezes é que não faço a mínima ideia. Foram livros que me marcaram em épocas diferentes da minha vida tal como tantos outros mas estes, tenho a certeza que foram os mais lidos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Opinião - A Corte do Ar

Autor: Stephen Hunt
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 512

Sinopse:
Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado. Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida. É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga.

Opinião:
Este é o primeiro livro de Ficção Científica, ou melhor, de steampunk que leio. Não sou fã do género mas não faz mal nenhum experimentar e tem-se falado tanto do autor e as opiniões ao livro têm sido tão boas que aproveitei então para dar o meu primeiro passo neste género/sub-género.
Engraçado que este foi o livro que demorei mais tempo a ler (não devido ao livro mas a factos exteriores a ele), o que levou a que eu pudesse digerir melhor a informação nele contida do que se o tivesse lido em menos tempo, facilitando a minha leitura e compreensão dele. Porque A Corte do Ar não é um livro para "meninos". É preciso digerir a sua mensagem e entender as subjectividades que nele se encontram. Não é apenas a história de duas crianças que, não sendo aparentemente ninguém, vão salvar o mundo. É a história do Mundo com as suas mensagens políticas, religiosas e filosóficas disfarçadas de simples demanda.
Não é um livro que se entenda à primeira e é preciso estar muito atento à cada parágrafo e capítulo para o entender. Escusado será dizer que adorei a sua complexidade com os seus múltiplos ritmos e rituais. A escrita de Stephen Hunt é alucinante proporcionado-nos uma leitura que nunca pára,fazendo-me lamentar de cada vez que fui obrigada a interromper a sua leitura (que foram mesmo muitas!).
Quanto às suas personagens, são todas fascinantes e impossíveis de esquecer, nota-se que existiu um cuidado extremo na sua criação mas não posso deixar de "bater palmas" a uma em específico: Oliver Brooks. Se o livro em si é complexo, Oliver é o ainda mais e a sua transformação ao longo do livro é tão espantosa que não há como não nos rendermos.
Adorei e fiquei fã, senão do género, pelo menos de Hunt e juro-vos que se se atreverem a pegar nele, não se vão arrepender.

6/7


terça-feira, 19 de julho de 2011

Opinião - Eterna Paixão

Autor: Gwyn Cready
Editora: Livros d'Hoje
Número de páginas: 399

Sinopse:
A historiadora de arte Campbell Stratford está prestes a tornar-se na nova directora executiva do famoso Carnegie Museum of Art, em Pittsburg. Para que tal aconteça está dependente do contrato de um livro.
Tendo em conta que o seu grande amor no mundo da arte são os artistas do século XVII, Cam resolve escrever uma biografia ficcionada escandalosamente sexy e reveladora, sobre um dos importantes artistas desse período, Anthony Van Dyck.
Ao fazer algumas pesquisas na Internet sobre o tema é fortuitamente «enviada», como se de uma máquina do tempo se tratasse, para o ateliê de um outro artista menos importante, Sir Peter Lely, um pintor da corte de então, por quem decide ser retratada e com quem se envolve numa noite de arrebatadora paixão...
Ainda tentando perceber como se controla esta mudança no tempo, e ainda sobre o efeito do fogoso e fugaz envolvimento com Sir Peter, Campbell regressa a casa e descobre que o seu amante do passado a traiu revelando ao Grémio Executivo, uma entidade que visa preservar a imagem dos artistas já falecidos, que planeia escrever um livro escandaloso sobre a vida de Van Dyck. Mas antes que se possa virar contra o seu amante, Sir Peter aparece de surpresa no futuro e transforma a sua vida no século XXI num verdadeiro caos.

Opinião:
Este livro foi um daqueles casos em que me apaixonei só de olhar para a capa e,depois de ler a sinopse, não resisti a trazê-lo para casa. Não me arrependi um só minuto!
Gwyn consegue envolver-nos numa aventura deliciosa em que o passado e o presente se misturam de uma forma irracionalmente quase perfeita e nos faz desejar estar no lugar da Campbell. Divertida, genial, louca, ambiciosa e corajosa, Cam encantou-me da primeira à última página arrancando-me umas boas gargalhadas e conseguiu só irritar-me numa cena, parece que as vezes até as mulheres mais inteligentes conseguem ter momentos estúpidos, o que não deveria acontecer mas sabe se lá porque a maioria das autoras faz as personagens femininas ficarem "perdidas" quando se trata de homens mas enfim, no geral, é a protagonista moderna perfeita. O Peter Lely é fantástico, adorei-o em cada capítulo. É a personagem mais bem conseguida da história e parece encaixar tanto na sua antiga Londres como no século XXI como se pertencesse a ambas.
Tenho pena que a história decorra em tão pouco espaço de tempo na Londres do século XVII, pois foram as cenas mais bem conseguidas do livro já que quando "regressamos" aos nossos dias parece que a história começa a ter elementos a mais completamente desnecessários e há mesmo certos pormenores que nos são dados a saber do nada e que não encaixam (atentem na relação da Cam com a Anastasia). Depois há aqueles momentos em que até nos esquecemos que houve uma viagem no tempo no decorrer da história e nem nos lembrámos que o Pete veio do passado.
O conceito do Grémio Executivo devia estar mais bem explicado. Senti-me um bocado confusa quanto ao porquê, como e quando é desta entidade e acho que ao estar mais explicitado teria dado um ar mais interessante a história. Ah, e não pensem mais no Van Dyck, não vale a pena.
 No geral, é um livro fantástico para nos fazer sorrir e tem um final absolutamente lindo. Diverti-me imenso com esta leitura e tive muitos momentos ternurentos.

6/7

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Opinião - Glória Mortal

Autor: J. D. Robb (pseudónimo de Nora Roberts)
Editora: Edições Chá das Cinco
Número de páginas: 256

Sinopse:
A primeira vítima foi encontrada num passeio à chuva. A segunda foi morta no próprio apartamento. Eve Dallas, tenente da polícia de Nova Iorque, não tem dificuldade em ligar os dois crimes. Afinal, ambas as mulheres eram bonitas, famosas, e as suas vidas e amores glamorosos enchiam as capas das revistas. As suas relações íntimas com homens poderosos dão a Eve uma longa lista de suspeitos, incluindo Roarke, o seu próprio companheiro. Como mulher, Eve tem toda a confiança no homem que partilha a sua cama. Mas como polícia, é sua obrigação seguir todas as pistas... investigar todos os rumores escandalosos... explorar todas as paixões secretas, por mais obscuras que sejam. Ou perigosas!

Opinião:
Numa futura Nova Iorque, a tenente Eve Dallas vive para o seu trabalho e luta todos os dias contra o trauma de infância que levou à sua escolha profissional e que a tornou uma das melhores polícias da sua cidade. Mas agora que Roarke, o perigoso e belo multimilionário entrou na sua vida, Eve sabe que pode magoar-se.
Este Glória Mortal tem todos os "ingredientes" habituais de Nora Roberts, romance e suspense em doses que, juntas, criam um romance policial capaz de satisfazer tanto fãs do romance puro como os fãs de policiais e, onde a autora consegue mostrar as suas maiores qualidades de escritora.  Mas sinceramente soube-me a pouco. Parece que como J.D. Robb, a autora bestseller não me consegue encher as medidas como faz normalmente e este livro em específico não me deixou convencida. Parece que falta um certo "brilho" a acção, ao crime em si e ao próprio vilão. Já li muitas obras da autora e sei que é capaz de muito melhor.
Por exemplo, uma coisa em que Nora ou J.D. Robb é fantástica é a criar personagens e Eve e Roarke são sem dúvida um dos melhores casais que a autora criou. É a força destas duas personagens que consegue agarrar a história e dar-lhe vida própria, escondendo a tal falta de "brilho" que este livro apresenta.
A complexidade da personalidade da tenente e o mistério que envolve o multimilionário criam uma relação apaixonante que vai crescendo ao longo destes livros. Neste volume a relação ainda vai no início e ambos ainda estão a tentar lidar com as diferenças que existem entre os dois. É maravilhosa a maneira como pudemos observar estas duas personagens com personalidades tão fortes que não sabem lidar com os sentimentos que sentem, permitindo-nos conhecer um lado mais frágil e inseguro de ambos.
Não é um dos meus livros preferidos da Nora ou mesmo de J.D. Robb, mas não deixa de ser um bom livro e vale a pena nem que seja para assistir ao desenrolar da relação dos protagonistas.


5/7

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Booking Through Thursday


Há tantas biografias de má qualidade … preferes ler uma biografia de pouca qualidade escrita sobre uma vida fascinante, OU uma biografia de excelente qualidade escrita e absolutamente maravilhosa sobre uma vida não tão interessante? 

Não tenho por hábito ler biografias e, na maioria, as que leio são de figuras históricas devido ao meu curso e utilizo-as não só como "leitura de lazer" mas também como forma de estudo logo sou "obrigada" a ser rigorosa com as minhas escolhas, tendo de ter em atenção a sua qualidade e veracidade dos factos, o autor, etc..
É claro que mesmo com uma excelente qualidade a biografia pode ser aborrecida se for de determinada personagem, e outras vezes é sobre a personagem mais interessante que se possa imaginar mas em qualquer dos casos, tenho de ter uma atenção mais concentrada na sua leitura do que teria numa leitura só de "entretenimento". Claro que se se der o segundo caso, tenho o ponto extra de me divertir enquanto estudo, o que é sempre um ponto favorável e ajuda bastante no estudo, diga-se de passagem.
De resto é raro comprar uma biografia e não é realmente a minha leitura de eleição.



domingo, 10 de julho de 2011

A estante nova do quarto novo






Quarto novo e, finalmente, uma estante nova e decente onde consegui colocar a maior parte dos livros *.* (e ainda há lugar para os que hão-de vir!)

Aquisições do Mês



Atrasadas mas aqui estão as minhas compras de Junho (segunda imagem):

Jovens Rebeldes Edith Wharthon
O Monte dos Vendavais Emily Brontë
Jane Eyre Charlotte Brontë
Uma Grandiosa e Terrível Beleza Libba Bray
O Alquimista Michael Scott
 
Destaque para O Despertar do Crepúsculo  de Anne Bishop, o qual eu estou louca para ler!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Falta de Tempo

Não, eu não desapareci. Infelizmente o tempo para as leituras e para o blogue não tem sido muito. Exames da faculdade, a mudança para a casa nova, as aulas de condução e mais umas milhentas coisas têm ocupado o meu tempo mas espero em breve regressar com as críticas (mais que atrasadas), as aquisições deste mês e, espero eu, com uma nova leitura (a culpa não é dos livros!).

Até breve

Girl in Chaise Longue