segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aquisições do Mês

As minhas aquisições de Outubro foram no meu ver de muita qualidade =D

As Mentiras de Locke Lamora Scott Lynch
Acácia-Ventos do Norte David A. Durham
 Oferta:
A Vingança do Assassino Robin Hobb
Em 2ª mão:
Presságio de Fogo Marion Zimmer Bradley

 Graceling-O Dom de Katsa  Kristin Cashore


Para a faculdade adquiri:
Artur, Rei dos Bretões Daniel Mersey
O Maravilhoso e o Quotidiano no Ocidente Medieval Jacques Le Goff

sábado, 29 de outubro de 2011

Opinião - A Rainha Vermelha

Título Original: The Red Queen
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização Editora
Número de páginas: 408

Sinopse
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.


Opinião
A minha paixão por esta escritora iniciou-se com o primeiro volume desta trilogia, A Rainha Branca. A Guerra das Rosas, é um dos meus temas preferidos da Idade Média e a retratação que Philippa fez de uma famílias antagonistas através de uma das protagonistas mais magníficas que tive o prazer de conhecer, deixou-me extasiada.
Não fosse só a sua escrita detalhada e apaixonada que nos envolve directamente na história, fazendo-nos querer tomar um lado na contenda, também o seu cuidado com os pormenores históricos e para que a parte romanceada encaixe na perfeição com a realidade conquistam qualquer amante de História. Como se não bastasse, a sua maneira de nos dar, através das páginas, uma personalidade e uma história a estas personagens reais, obriga-nos a oferecer a nossa simpatia para com a sua causa, a querer acreditar nas suas razões, a odiar os seus inimigos.
Iniciar este livro foi à partida uma aventura para a qual já me achava preparada e para a qual já estava preparada para gostar mas tive uma pequena surpresa quando comecei. O ódio visceral que senti por Margarida Beaufort e a admiração que senti pela sua louca determinação mudaram toda a minha visão deste livro. Uma única personagem pode modificar a nossa forma de ver um livro inteiro e, esta foi uma daquelas protagonistas que consegue mesmo dar-nos a volta ao estômago e à mente.
E é aqui que se vê o talento de alguém que nos conta uma história sobre algo que já aconteceu e sobre pessoas que já viveram. Esta é daquelas que não mente. Em vez de nos apresentar uma boazinha e “pobre coitada”, a escritora dá-nos a realidade, correndo o risco de odiarmos o livro por causa da dita, que afinal é fanática e intransigente. Por causa dela, apeteceu-me bater com o livro em alguém e provocou-me algum custo na leitura que acabei por conseguir superar.
Mas mesmo com uma protagonista tão odiosa, a forma como Gregory leva-nos ao outro lado da Guerra dos Primos acaba por impedir que nos afastemos do livro, pois quando uma escrita é tão soberba, não há como tirar os olhos dela. E mesmo a própria Margarida e tudo e todos os que a rodeiam acabam por nos segurar, não da forma persuasiva do livro anterior, mas de uma forma desesperada, como se cada um dos livros reflectisse em si a personalidade daquelas que o protagonizam.
Por isso, apesar de não me ter deliciado da mesma forma que o primeiro livro desta série, A Rainha Vermelha foi uma surpresa viciante.
Através da sua forma única para contar a história de uma Guerra que mudou um país e o tornou no que é hoje, Philippa alicia-nos para uma leitura intensa, única e de uma beleza prodigiosa. 

6*

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Booking Through Thursday - Difícil

Qual foi o livro mais difícil/desafiante que já leste? Valeu a pena o esforço? Leste-o por escolha própria ou foi por obrigação?
Neste caso vou ter de escolher três livros, que foram obrigatórios e lidos já na faculdade. Dois deles são as epopeias de Homero: a Odisseia e a Ilíada. Os meus sentimentos quanto a estas duas obras divergem: em três anos de faculdade já repeti a leitura das duas mais de duas vezes e posso dizer que só hoje consigo lê-las com mais algum conhecimento, sendo mais que uma miríade de versos sem sentido, acabou por se tornar uma leitura que me dá prazer e que já entendo! Mesmo assim, tenho a certeza que todas as vezes que voltar a pegar-lhes vou descobrir mais coisas novas.
Depois do desafio posso dizer-vos que uma delas se tornou essencial: a Ilíada. Ambas valeram o esforço mas esta tem um lugar muito especial na minha estante.
O terceiro é um livro que não consegui terminar, faz-me dores de cabeça, irrita-me e que me faz querer bater no senhor por mais génio que ele seja. E só de pensar que daqui uns meses vou ter de voltar a olhar para ele causa-me náuseas: A Natureza e os Gregos seguido de Ciência e Humanismo de Erwin Schrödinger. Não sei se algum dia o vou conseguir entender mas se conseguir passar das primeiras cinco páginas vai ser uma grande vitória.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Teaser Tuesday (3)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Chegou até Fogo como a onda mais gentil vinda do oceano profundo da consciência dele. Ela ficou quieta, e absorveu-a, e dominou os seus próprios sentimentos;pois o facto de que Brigan estava a libertar-lhe um sentimento, o primeiro sentimento que alguma vez lhe dera, deixou-a desordenadamente feliz."
p.233, Fogo,Kristin Cashore

Rubrica original do blog Should Be Reading

Divulgação - Novidades Bertrand

 Sinopse
Para escapar ao anonimato de uma vida comum, à solidão da escrita e ao esquecimento dos futuros leitores, o narrador de Uma Mentira Mil Vezes Repetida inventou uma obra monumental, um autor - um judeu húngaro com uma vida aventurosa - e uma miríade de personagens e de histórias que narra entusiasticamente a quem ao pé dele se senta nos transportes públicos. Assim vai desfiando as andanças literárias de Marcos Sacatepequez e o seu singular destino, a desgraça do Homem-Zebra de Polvorosa, o caos postal de Granada, a maldição do marinheiro Albrecht e as memórias do velho Afonso Cão, amigo de Cassiano Consciência, advogado e proprietário do único exemplar conhecido de Cidade Conquistada, a obra-prima de Oscar Schidinski. Enquanto o autocarro se aproxima de Cedofeita, ou pára na rua do Bolhão, quem o escuta viaja do Belize a Budapeste, passando pelas Honduras, por estâncias alpinas, por Toulon ou por Lisboa. Mas se o nosso narrador não encontrou a glória - senão por breves momentos e na mente alheada de quem cumpre uma rotina - talvez tenha encontrado o amor. Ou será ele também inventado?

Sinopse
Ema, uma menina de Lisboa, é a filha mais nova de uma família burguesa, que, no período da Revolução, se vê obrigada a mudar-se para uma propriedade no campo. Conhecendo todos os segredos da terra, Ema tem o dom de comunicar com a vida e os outros de forma misteriosa e especial. Com o fim da idade da inocência, a sua felicidade, no entanto, só é plenamente conseguida depois de satisfazer o seu desejo de maternidade.
Felismina, uma rapariga pobre, anormalmente recatada para a época, cresce nos arredores de Lisboa. Educada por uma mãe cruel e manipuladora, consegue libertar-se das amarras da sua vida de miséria. Sai de casa, muda de identidade, passa a chamar-se Mi Sores, e o seu aspeto, outrora macilento e triste, passa a ser sofisticado e luminoso.
O destino destas duas mulheres cruza-se inesperadamente quando o bebé de Ema é raptado. O pesadelo vivido pela mãe desencadeia uma teia de mistérios e revelações surpreendentes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Divulgação - Eventos Bertrand


Divulgação - Novidades ASA


Recriar pode ser importante para manter a história viva

Sinopse:
Estou com medo. Com medo de cair e não conseguir parar. Com medo de nunca vir a fazer amor com uma rapariga. Com medo de ser cobarde. Com medo de estarmos encurralados. Com medo de podermos ser apanhados. Com medo de que seja o meu fantasma que ali está parado, à minha espera ao fundo das escadas. Que seja só isto – tudo o que resta da minha vida.”
Petervan Pels e a família estão escondidos com os Franks, e Peter vê tudo com um olhar diferente. Como será ser-se obrigado a viver com Anne Frank? Odiá-la e depois dar por si apaixonado por ela? Saber que se é tema do seu diário dia após dia? Como será ficar sentado à espera, olhar por uma janela enquanto outros morrem e desejar estar a combater?
O diário de Anne termina a 4 de Agosto de 1944, mas, nesta história imaginada, a experiência de Peter continua para além da traição e chega aos campos de extermínio nazis.
“Está aí alguém?”, pergunta ele. “Está alguém a ouvir?"
Nós devíamos estar.

Biografia:
Sharon Dogar nasceu em Liverpool, no ano de 1962. É psicoterapeuta de crianças e vive em Oxford com a família. Descobriu o diário de Anne Frank quando era criança e, de novo mais recentemente, quando a filha começou a lê-lo.
Durante a pesquisa e a escrita deste livro, a autora passou várias horas a absorver a atmosfera do Anexo.
Este é o seu terceiro romance para jovens-adultos, que segue os títulos Waves (2007) e Falling (2009).


Sharon Dogar acredita que eles tiveram uma relação, que ele gostou dela … e você, quer formar uma opinião pessoal e voltar a reviver esta história?