quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aquisições NOVEMBRO

Hoje quando vou a reunir os livrinhos que comprei em Novembro para a foto da praxe é que me dei conta de que me tinha esticado este mês...ups!
Quer dizer, dois foram prenda de anos, um foi oferta, dois foi numa promoção conjunta e os restantes foram comprados nas Feiras dos Livros da Gare do Oriente a preços engraçados. Por isso, não me portei assim tão mal, certo?
Já agora quero aproveitar para agradecer, mais uma vez, ao Professor Dr. António de Macedo pela sua oferta.
Bem desde que ninguém tenha dado conta, posso ainda ter o Natal salvo, por isso, chiuuuuu!


Oferta:
O Sangue e o Fogo António de Macedo

Prendas de anos:
Os Pilares do Mundo Anne Bishop (opinião aqui)
Tormento Lauren Kate (opinião aqui)

Promoção conjunta (€10):
Requiem Robyn Young
Cruzada Robyn Young

Feira(s) do Livro:
A Árvore do Verão Guy Gavriel Kay
O Feiticeiro de Terramar Ursula Le Guin
Os Túmulos de Atuan Ursula Le Guin
O Outro Lado do Mundo Ursula Le Guin
 O Espelho Negro Juliet Marillier

 

 




terça-feira, 29 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (8)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"(...):Quando o Amor me desterrou, foi a Crueldade que se apiedou de mim."
p. 23, O Dardo de Kushiel, Jacqueline Carey


Rubrica original do blog Should Be Reading

Quem Faz Anos Hoje?

Parece-me que o mês de Novembro é bastante propício ao nascimento de grandes escritores! Hoje comemora-se o aniversário daquela que é a criadora da personagem com quem mais me identifico e que me marcou muito não só como leitora mas também como pessoa. Falo-vos de uma das escritoras mais intemporais e adoradas de sempre...

Louisa May Alcott

Biografia
Nascida em Germantown, Pensilvânia no dia 29 de Novembro de 1832, Louisa foi criada pelos pais, o filósofo/professor Bronson Alcott  e a cristã-praticanta, Abigail May, juntamente com mais três irmãs, Anna, Elizabeth e May, e terá sido a sua vida e experiências que a terá levado a escrever As Mulherzinhas. A personagem Jo March terá sido baseada em si mesma, uma vez que a escritora era uma "maria-rapaz" na infância. No decorrer desta, em Boston e Concord, terá convivido com vários intelectuais, como Emerson, cuja biblioteca ela visitava assiduamente, ou Thoreau, com quem fazia excursões pela natureza. 
A sua paixão pela escrita terá começado cedo, uma vez que Louisa tinha uma imaginação muito fértil e dada a melodramas. Ela e as irmãs representavam as suas histórias para os amigos (onde é que nos já vimos isto?) e a jovem fazia questão de representar as personagens mais estranhas como os fantasmas, vilões, rainhas loucas (também já vi isto nalgum lado...).
Quando aos 15 anos a pobreza afectou a sua família, Louisa decidiu dedicar-se a qualquer trabalho que lhe oferecessem para ajudar a sua família. Numa sociedade que dava tão poucas oportunidades às mulheres, foi professora, governanta, criada, costureira, durante anos fez qualquer trabalho que encontrasse.
Apesar de só ter publicada a sua primeira obra aos 22 anos, a sua carreira como autora já havia começado à algum tempo com a poesia e alguns contos. Flower Flabes pode ter sido o seu primeiro livro mas o marco da sua carreira foi Hospital Sketches, baseado nas cartas que havia escrito enquanto enfermeira em Whashington D.C. durante a Guerra Civil.
Aos 35 anos, após um pedido do seu editor, Thomas Niles, acedeu a escrever uma história para raparigas. Nasceu As Mulherzinhas. Escrito em dois meses no ano de 1868, a escritora havia-se baseado na sua experiência de vida e das irmãs, situando a história na Nova Inglaterra da Guerra Civil. Jo March marcou a literatura americana como a primeira heróina adolescente que luta pela sua individualidade, com uma personalidade vincada, longe do estereótipo americano dessa época.
Escreveu 30 livros e contos. Morreu no dia 6 de Março de 1888, dois dias após a morte do pai. Foi enterrada no cemitério Sleepy Hollow em Concord.

Bibliografia
1855 - Flower Fables
1863 - Hospital Sketches
1864 - The Rose Family
1865 - Moods
1867 - Morning-Glories and Other Stories
1867 - The Mysterious Key and What It Opened
1868 - Little Women (As Mulherzinhas)
1869 - Good Wives ( Boas Esposas)
1870 - An Old Fashioned Girl (Uma Rapariga à Moda Antiga)
1871 - Little Men  ( Homenzinhos)
1872-1882 - Aunt Jo's Scrap-Bag
1873 - Work: A Story of Experience
1875 - Beginning Again
1875 - Eight Cousins
1876 - Rose in Bloom
1877 - A Modern Mephistopheles
1877 - Under the Lilacs
1880 - Jack and Jill
1886 - Jo's Boys
1886-1889 - Lulu's Library
1888 - A Garland for Girls
1893 - Comic Tragedies Written by Jo and Meg

Eu e as suas obras
 Louisa May Alcott entrou na minha vida uma única vez, e por cá ficou. As Mulherzinhas marcou uma época e um tempo na minha vida. Li-o muito nova, devia ter uns 9 ou 10 anos, e adorei-o logo. Tanto que o tenho relido durante os anos que já passaram sempre que quero recordar quem fui, quem sou e quem quero ser. A Jo March é um símbolo da menina que era. As parecenças fazem-me sempre sorrir, mesmo após estes anos todos. Excusado será dizer que tenho esta edição do livro, uma ilustrada e, claro, o filme, que pôs a Winona Ryder num lugarzinho muito especial.
É uma daquelas histórias especiais que são inesquecíveis e ficam para sempre, daquelas que se passa às gerações futuras e que lemos quando queremos recordações. Por alguma razão, é um dos livros da minha vida.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quem Faz Anos Hoje? Parte II

Pois é! Há mais uma escritora que faz anos neste dia! Mas esta é uma das senhoras do romance paranormal, os seus livros tiveram direito a série e tudo! Estou a falar-vos da criadora de Sookie, Billy, Tahra e do meu querido Eric. Ela merece ou não os parabéns?

Charlaine Harris

Biografia

Depois de manter alguns empregos de baixo nível, teve a oportunidade de ficar em casa e escrever, tendo a sorte de duas das suas histórias serem publicadas pela Houghton Mifflin. Estas eram duas séries de mistério e tinham duas protagonistas algo estranhas: uma bibliotecária da Geórgia, Aurora Teagarden, que lhe valeu uma nomeação ao Agatha;  a outra, Lily Bard, sobreviveu a um ataque terrível e a sua história como ela aprende a sobreviver com as consequências desse ataque. Mas Charlaine não se ficou por aí. Uma outra heroína tem uma estranha habilidade. Harper Connelly, atingida por um raio e estranha, ganha a vida com o seu  dom de encontrar cadáveres.
Como nenhuma dessas séries teve um grande impacto  no mundo literário, a escritora decidiu escrever aquilo que sempre quis, a famosa série The Southern Vampire Mysteries, traduzida em terras lusas pela Saída de Emergência. Esta série rompeu as fronteiras do romance paranormal por apelar a todos aqueles que gostassem de boa aventura e, bem, diferente . A protagonista, Sookie Stackhouse, uma empregada telepata em Louisiana, amiga de vampiros, lobisomens e diversas outras criaturas estranhas, conquistou milhares de fãs em todo o mundo quer através, quer através da série televisiva True Blood.
A escritora vive actualmente em Arkansas com o marido, três filhos, três cães e um pato, e é ainda directora de uma igreja, membro da Mystery Writers of America, da Sisters in Crime, da American Crime Writers League e ex-presidente da Arkansas Mystery Writers Alliance.

Bibliografia

Série The Southern Vampire Mysteries
Dead Until Dark - (Sangue Fresco ) 2001
Living Dead in Dallas  - (Dívida de Sangue) 2002
Club Dead - (Clube de Sangue) 2003
Dead To The World - (Sangue Oculto) 2004
Dead as a Doornail -(Sangue Furtivo) 2005
Definitely Dead -(Traição de Sangue) 2006
All Together Dead -(Sangue Felino) 2007
From Dead To Worse -(Laços de Sangue) 2008
Dead And Gone -(Sangue Mortífero) 2009
Dead in the Family - (Segredos de Sangue) 2010
Dead Reckoning 2011

(Existem mais uma série de contos neste universo)




Série Aurora Teagarden
Real Murders
A Bone to Pick
Three Bedrooms, One Corpse
The Julius House
Dead Over Heels
A Fool and his Honey
Last Scene Alive
Poppy Done to Death


Série Lily Bard "Shakespeare"
Shakespeare's Landlord
Shakespeare's Champion
Shakespeare's Christmas
Shakespeare's Trollop
Shakespeare's Counselor


Série Harper Connelly
Grave Sigh
Grave Surprise
An Ice Cold Grave
Grave Secret


Não pertencentes a série
Delta Blues
Blood Lite
A Secret Rage
Sweet and Deadly


 Eu e as suas obras.
Da série Sangue Fresco traduzida cá pela Saída de Emergência, ainda só li os dois primeiros volumes, Sangue Fresco e Dívida de Sangue (opinião deste aqui). Comprei o primeiro pela altura do seu lançamento mas apesar de me ter proporcionado um bom momento de leitura não me puxou para comprar o resto da série. Mas como entretanto me tornei uma grande fã da série televisiva, decidi voltar a tentar, e o segundo livro já me puxou de outra maneira e espero continuar a leitura mas não para já. Já a série da HBO, como já devem ter percebido, essa sim conseguiu agarrar-me de uma forma  mais entusiasta, o que não é nada costume, porque normalmente eu detesto as séries e/ou os filmes baseados em livros. Mas esta foi uma excelente surpresa, principalmente o meu Eric *.*

Quem Faz Anos Hoje?

Hoje seria o 166º aniversário de um dos meus escritores de eleição, Eça de Queiroz. Para mim, um dos nomes mais sonantes e importantes da nossa literatura e, sem sombra da dúvida, um dos factores que me faz ter orgulho em ser portuguesa.

Eça de Queiroz

Biografia

José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845. Curiosamente (e escandalosamente para aquela época), foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima.
O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e do então delegado da comarca José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós. D. Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.
O pequeno Eça foi levado para casa de sua madrinha, em Vila do Conde, onde permaneceu até aos quatro anos. Em 1849, os pais do escritor legitimaram a sua situação, contraindo matrimónio. Eça foi então levado para casa dos seus avós paternos, em Aveiro, onde permaneceu até aos dez anos. Só então se juntou aos seus pais, vivendo com eles no Porto, onde efectuou os seus estudos secundários.
Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.
Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal. No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbrâ, Eça foi apenas um mero observador.
Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.
Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez. Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.
Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo. Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.
Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria. Foi na cidade do Lis que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba. Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878. Foi em terras britânicas que iniciou a escrita d` O Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros. No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.
Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.
Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.
Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal. Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.
Morreu em Paris em 1900.

Fonte

Bibliografia

A Cidade e as Serras
A Ilustre Casa de Ramires
A Relíquia
A Tragédia da Rua das Flores
As Farpas
Contos
Correspondência de Fradique Mendes
O Crime do Padre Amaro
O Mandarim
O Mistério da Estrada de Sintra
O Primo Basílio
Os Maias
Uma Campanha Alegre
Prosas Bárbaras
São Cristóvão

Eu e as suas obras
 Tudo começou com Os Maias. Como ia dar esta obra no 11º ano, decidi ler o livro durante o verão para me preparar. Eu já tinha tentado ler antes mas os primeiros capítulos, de tanta descrição, haviam-me estudado. Hoje não faço a mínima ideia do porquê. Passado esses capítulos iniciais entrei por completo na história de Carlos e Maria Eduarda, conheci o Ega (e que belo momento foi esse!), deliciei-me com a sátira e ironia do autor, ri as gargalhadas e desesperei. Quando chegou o início do ano lectivo andei desejosa que a professora chegasse rapidamente às aulas sobre a obra e depois, tive um lindo 19 *.*
Ainda esse ano li O Crime do Padre Amaro. A ironia de Eça está outra vez presente neste livro. Não é tão magnífico digamos como o anterior mas a imagem que transmite da sociedade portuguesa é mais uma vez escarninha e real, mostrando-nos mais uma vez a hipocrisia que abundava no século XIX.
Só mais tarde li A Tragédia da Rua das Flores. Foi o que menos gostei, talvez por me fazer lembrar em demasia Os Maias e não ser tão bom mas continua a ter aquele estilo inconfundível.
Entretanto, tenho ali na estante A Relíquia e Correspondência de Fradique Mendes e parece-me que tenho de ir a casa dos meus avós ver o que para lá há...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Booking Through Thursday - Agradecida(o)

Qual o livro ou autor estás mais agradecida(o) de ter descoberto? Já leste tudo o que escreveu? Releste? Porque os aprecias tanto?

Existem vários livros e autores que estou  agradecida de ter descoberto mas quando li o desafio desta semana só uma foi a primeira a vir-me a cabeça.
A minha adorada rainha da dark fantasy e criadora das personagens mais magníficas que tive a oportunidade de conhecer e dos mundos que preenchem a minha imaginação: Anne Bishop.
Para explicar a minha relação com Bishop tenho de vos contar como esta senhora ganhou um lugar de destaque na minha estante. Numa noite quente de Junho de 2007, esta menina estava muito chateada em casa porque a mãezinha e o tiozinho mais novo tinham ido sair e não a tinham levado (ela que queria tanto ir à Feira do Livro e não lhe tinham ligado nenhuma) que quando a mãe chegou, toda sorridente, e perguntou por ela porque trazia um saco para a mal-disposta, bem, lá fui perguntar o que era. Estão a ver a minha cara quando vi um saco da Saída de Emergência? Não, não estão. Mas antes que eu pudesse abrir a boca e reclamar, a minha rica mãezinha disse-me logo: "Estava um livro em lançamento na banca daquela editora que gostas muito, sabes e eu gostei tanto da capa que quando a senhora me disse que era o último livro de uma colecção, decidi trazer-te os três". Minha adorada mãe, que sempre teve tão bom gosto *.*
Exactamente, era a Trilogia das Jóias Negras inteirinha para mim! Excusado será dizer não devo ter dormido nessa noite e nas duas seguintes porque a li toda em tempo recorde, eu que já andava a namorar os livros à algum tempo de cada vez que ia a Bertrand, estava extasiada!
De tal forma, que reli essa mesma trilogia dezenas de vezes durante esse ano e daqueles que já passaram entretanto, e só uma escritora quase me arrebatou o coração como essa (uma história para outra altura), porque é difícil substituir aquilo que esta trilogia nos dá. Os seus cenários negros e arrebatadores, que têm tanto de mau como de bom, as suas histórias fortes contadas pela voz inconfundível de Anne. Ela tem uma forma de contar as suas histórias que nos arrebata e conquista, que nos tira a respiração e acelera o nosso coração, é como um vício que não pudemos largar nunca mais. E depois há as suas personagens. As suas personalidades fortes e desafiantes, as suas fraquezas e temores, tudo nelas nos faz querer saber mais. Daemon, Jaenelle, Saetan, Lucivar, Surreal, entre tantas outras, continuam a ter um lugar de preferência no meu coração de leitora.
Após esta trilogia, não perdi mais nenhum. Li todos os livros que foram traduzidos, pertencentes a este mundo, ao de Éfemera e, mais recentemente, o de Tir Alainn. Adoro-os a todos! Entro praticamente em histeria quando saí e tenho a necessidade de o comprar logo, logo e lê-lo o mais rapidamente possível.
Portanto, se estou agradecida? Obviamente que sim!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Teaser Tuesday (7)

Regras:

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"Garseano: Reservo a minha piedade para as verdades simples, mas transcendentes, do céu e da terra.
Mercador: E não será esta uma verdade simples e transcendente?
Garseano: Se fosses tu a responder, que dirias?"
 p. 38, O Sangue e o Fogo, António de Macedo
 
Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Opinião - Tormento

Título Original: Torment (Fallen #2)
Autor: Lauren Kate
Editora: Planeta Manuscrito
Número de páginas: 328

Sinopse
Quantas vidas é preciso viver antes de encontrar alguém por quem valha a pena morrer?
O inferno na Terra. É como Luce se sente por estar longe do namorado, o anjo caído Daniel.
Levaram uma eternidade a encontrarem-se e agora ele diz-lhe que tem de partir.
Afastar-se para perseguir os Proscritos – imortais que querem matar Luce. Daniel esconde Luce em Shoreline, um colégio na rochosa costa da Califórnia com estudantes estranhamente dotados: os Nefilim, filhos de anjos caídos e humanos.
Em Shoreline, Luce fica a saber o que são as Sombras e como as pode usar por serem janelas para as suas vidas anteriores.
Mas, quanto mais aprende mais suspeita que Daniel não lhe contou tudo. Oculta-lhe qualquer coisa… qualquer coisa perigosa.
E se ele lhe mentiu sobre o passado em comum?
E se Luce estiver na realidade destinada a ficar com outra pessoa?

Opinião 
Numa altura em que abundam as histórias de amor eterno entre um imortal e uma mortal e vice-versa, Lauren Kate conseguiu, com o seu bestseller Anjo Caído, que eu desse uma segunda oportunidade a este tipo de enredo. O facto de parecer ligeiramente diferente do que eu havia lido antes deste género (a Saga Luz e Escuridão) e a(s)  sua(s) capa(s) fantástica(s) fez com que comprasse o livro, gostasse e tivesse aguardado durante um ano, com alguma expectativa, este Tormento.
Ante de mais, quero explicar-vos o porquê de eu ter gostado do livro anterior. Não é que fosse um excelente livro, não é que não tivesse assim tantas parecenças com a dita saga abominável mas tinha uma história diferente. Uma história com “pés e cabeça”, um enredo suficientemente diferente para me deixar curiosa, umas personagens com um bocadinho mais de “sal”.
Sim, vendo bem eu ESTAVA realmente entusiasmada com este lançamento, porque no fundo, sou uma lamechas e ainda estou a espera de uma história deste género que seja boa, mesmo boa. E tive uma esperança enorme que fosse Fallen, essa história.
Pelos vistos, bem posso continuar a espera. Aliás, pela minha experiência, eu devia ficar-me pelos primeiros volumes deste tipo de sagas. Assim não me passava. Mas eu continuo a insistir, não se sabe bem porquê.
Passo a explicar-me. É que com um enredo até interessante, e que ainda tinha muito para dar, é quase inconcebível o que se passou neste segundo volume. Ou melhor, o que não se passou. São 300 páginas em que não acontece nada e em que o pouco que acontece não tem qualquer tipo de explicação, ou seja, até seriam cenas que teriam toda uma lógica se explicadas. Só que explicações são uma coisa que não existe neste livro.
Mas o que me desiludiu mesmo foi ver a Luce a ficar demasiado parecida com a Bella. A crise existencial dela faz muito mais sentido do que a desta última e ela tem uma personalidade muito menos irritante mas há parecenças, até podiam ter sido ignoradas mas irritaram-me. Porque não havia necessidade.
Mais, os novos elementos que a autora acrescentou não trouxeram nada de novo, só complicaram, além de que parece uma forma de ela estar a encher páginas para estar a vender livros e para aumentar a trilogia. Ela devia era ter desenvolvido a história dela, não estar a empatar.
Entenda-se, o livro não é mau. O que estou a querer dizer é que ele podia ter sido bom se a Lauren Kate não quisesse imitar a Stephenie Meyer e se se tivesse lembrado que estava no bom caminho para fazer algo melhor. Porque ele até tem alguns bons momentos mas eu não consegui apreciá-los pois não tinha nada a ver com aquilo que eu havia lido antes. Eu queria ler a história da Luce e do Daniel, não a da Bella e do Edward alterada.
Foi uma pena, sinceramente, mas aqui está mais uma prova que se escreve livros para se venderem, não para serem bons livros. Ainda bem que Paixão ainda vai demorar a sair cá, pode ser que até lá eu recupere para o conseguir ler.

3*

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Divulgação - Novidades Presença

María Pilar Queralt del Hierro reuniu em Mulheres de Vida Apaixonada uma seleção de biografias de mulheres de todas as épocas que se destacaram pelas suas vidas excecionais. Motivadas por verdadeira paixão, puseram os seus ideais acima da própria vida, enfrentando um destino trágico. Ao debruçar-se sobre a biografia de mulheres como Hipácia de Alexandria, Cleópatra, Inês de Castro, Joana d’Arc, Olympe de Gouge, Leonor de Távora, Isadora Duncan, Rosa Luxemburgo, Eva Braun, Diana de Gales, entre tantas outras, a autora oferece-nos uma visão abrangente da condição feminina e da sua evolução ao longo da História. 





Ao longo de trinta anos, Jonathan Stride, o carismático detetive que chefia a Brigada de Detetives da polícia de Duluth, foi assombrado por um crime do passado - o violento e incompreensível homicídio de Laura Starr. Mas quando Tish Verdure regressa à cidade na posse de novas provas e determinada a reabrir o processo para que o assassino da sua amiga de juventude seja punido, Stride ganha um novo fôlego e dá início a uma nova investigação. Em O Voyeur, o suspense adensa-se, o ritmo acelera e a adrenalina atinge níveis quase insustentáveis. Um romance noir, genialmente orquestrado, que vem confirmar Freeman como um grande mestre do thriller. 



Numa pequena povoação no Sul profundo dos Estados Unidos, Carson McCullers dá-nos a conhecer um trio de personagens pouco convencional. Miss Amelia Evans foi casada durante dez dias com Marvin Macy, o homem mais bem-parecido mas com o caráter mais instável da povoação, e desde aí tem estado sozinha à frente do seu próprio destino. Até um dia chegar à terra um anão corcunda que se afirma seu primo, roubando-lhe o coração e transformando a sua loja num café cheio de vida. Mas quando o marido rejeitado regressa ao fim de vários anos, inicia-se um estranho triângulo amoroso - e a vida no café nunca mais voltará a ser a mesma…

Booking Through Thursday - Género

Dos livros que tens, qual é a maior categoria/género? Também é a categoria que mais lês?

Bem, olhando para a estante e segundo o Goodreads, o género que eu mais leio é... Fantasia (surpresa, surpresa!).
E há dez anos é aquele que eu mais leio, graças a um rapazinho de óculos com um raio na testa, chamado Harry Potter. Pois é, parece que sou viciada em fantasia à alguns anos...ups!
 


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Opinião - Os Pilares do Mundo

Título Original: The Pillars Of The World (Tir Alainn Trilogy #1)
Autor: Anne Bishop
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de Páginas: 384

Sinopse
AS ÁRVORES AVISAM-NOS QUE ESTÃO EM PERIGO...

Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar... e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo...

Opinião
Reencontrar as personagens de Anne Bishop é mais do que uma sensação de deleite com misto de saudade. É um regresso ansioso e desesperado, longas horas de leitura seguidas, frustração por não puder continuar, acabar com um sorriso nos lábios e começar a suspirar pelo próximo momento de puro prazer.
Quando, ainda por cima, se trata de uma nova trilogia, de um novo mundo mágico, mais personagens fascinantes e todo um enredo desconhecido, é caso para eu entrar em histeria (o que pode ter acontecido por breves momentos) e, literalmente, devorar um livro.
Ou não fosse esta uma história que nos traz bruxas, fadas, uma espécie de Inquisição a la Bishop, tudo com uma pitada daquilo que difere a escrita desta escritora das demais, Os Pilares do Mundo são um exemplo belo de quando a imaginação não falta e, que mesmo que não se possa superar uma obra-prima, pode-se sempre dar o que de melhor temos.
Foi isso que a escritora aqui fez. Pode faltar a escuridão das Jóias Negras, a sua beleza mais intensa e profunda mas o primeiro volume de Tir Alainn é único no seu estilo e mostra, se calhar, um lado mais doce e encantado da autora, diferenciando-se de tudo o resto, tornando-se uma lufada de ar fresco para os fãs de Bishop que ainda fazem “luto” pelo fim da sua trilogia mais famosa.
É por ser diferente, por contar algo de novo, que a história de Ari me deliciou. Porque é sempre bom ver registos diferentes da nossa escritora preferida, para relembrar porque razão o é. Afinal, a sua escrita, seja a contar que história for, torna-a algo de sublime e há que manter a mente aberta, esquecer tudo o resto, e saborear a “inocência” deste livro para recordar a razão porque Anne Bishop é uma das escritoras mais aclamadas da fantasia.
Como se não bastasse todo um novo enredo, rodeado de magia antiga, lembrança de mitos, da devoção à Terra Mãe misturado com caças às bruxas, a sobrevivência de todo um povo e a vingança de alguns, existem também existem novas personagens para nos apresentarem este mundo. Como é típico da escritora, são exuberantes, apaixonadas, dementes, calmas, doces, vingativas, sábias, clementes, odiadas e adoradas, existindo para todos os gostos culturais e de personalidade.
Posso dizer que estou deveras encantada com todas elas, e o que sinto por elas faz-me recordar tudo o que sinto pelas outras personagens, não com tanta paixão e devoção, mas de uma forma mais calma desse amor. A verdade, é que Anne não me desilude, nunca.
Por isso, perder uma oportunidade para se voltarem, senão apaixonar, pelo menos deliciar pela escrita desta autora, é quase um crime, porque, sim, têm razão, não tem nada a ver com o mundo de que nos despedimos a pouco tempo, mas esse era insubstituível. Mas será que mesmo assim, vós bishopianas e bishopianos, querem mesmo perder uma oportunidade única de conhecer algo novo? 

7*

Teaser Tuesday (6)

Regras:

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"Mas, depois, os adoradores dos deuses do Céu, a tribo dos cavaleiros, os utilizadores do ferro, desceram à nossa terra; e quando as rainhas os tomaram como consortes, eles intitularam-se reis e exigiram o direito de governar. E assim os deuses e deusas se tornaram rivais;e chegou o tempo em que Tróia foi palco das suas disputas."
p. 9, Presságio de Fogo, Marion Zimmer Bradley

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fórum Fantástico 2011




Não faltes! É um evento que não vais querer perder...


 Vê qual é o melhor dia para ti ou então vem a todos =p
Programa do Fórum Fantástico 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Opinião - A Vingança do Assassino

Título Original: Assassin's Quest (Farseer Trilogy #3.1)
Autor: Robin Hobb
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 441

Sinopse
FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.
Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel... Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.


Opinião 
Após uma A Corte dos Traidores recheada de acção e intrigas, mistérios e revelações, e com um final de incertezas e mudanças, eis que retornei às aventuras de Fitz, através do penúltimo volume da saga, A Vingança do Assassino. Como o título indica, o nosso aprendiz de assassino regressa da sepultura para vingar os que mais ama, a sua terra e, aquilo que poderá ter perdido, a sua alma.
Num contexto mais introspectivo, antecedente do desfecho de A Saga do Assassino, assistimos a uma demanda solitária pela descoberta própria acerca do dever e da honra, da vingança e da lealdade, num ritmo mais intenso mas pessoal, como se precisássemos de conhecer profundamente Fitz para pudermos entender o final que aí se avizinha…
Para mim, que gosto sempre dos livros mais explicativos de uma série do que dos outros, este é o livro perfeito da história dos Seis Ducados. Para quem adora o Fitz, como eu, e não estava preparado para o final do livro anterior, é como uma dádiva. Entendê-lo é algo que se torna necessário depois dos últimos acontecimentos para que cada coisa volte ao seu lugar correcto, pois o filho de Cavalaria é a ligação entre todos eles, aquele que vai organizar o caos. Daí a transição presente neste livro estar personificada nesta personagem, também ele se encontra em transição.
Como disse a própria Robin à revista Bang!, “Os leitores que gostam dos meus livros são leitores que gostam de livros alicerçados em personagens”, e tem razão, pois se assim não fosse, ela não se podia ter dado ao luxo de fazer um livro como este, tão concentrado nos dilemas e buscas pessoais do protagonista.
               Mas também novas personagens nos surgem deste livro e que podem tornar-se importantes para o futuro do Bastardo da Manha. Personagens dignas da autora, com personalidades e histórias variadas e cada uma com o seu lugar no enredo, tornando-se todas elas essenciais para a demanda que se aproxima.
Para além disso, visitámos vários cenários ainda não visitados do mapa do reino dos Visionários, uns mais rurais, outros de passagem, existindo mais uma vez uma diversidade nas gentes e lugares.
Não há como após esta leitura negar que esta é uma saga da fantasia épica a não perder. Cada vez que revisito a escrita de Robin, volto a perder-me no seu cuidadoso mundo, tão bem construído e sempre tão surpreendente. Com momentos mais emocionais e psicológicos do que os outros, este é o livro que vai fazer-nos suspender a respiração para um dos finais mais esperados de sempre.
Quando se está a aproximar o fim de uma série, parece que entrámos em total discórdia com nós mesmos: queremos ler o livro rápido para saber o que acontece ou queremos lê-lo o mais devagar possível para fazer durar. É esta a sensação que o fim deste livro me deu. Gostava de o ter lido mais devagar mas por outro, quero ir comprar o próximo assim que puder. É a sensação que uma saga dá quando é tão boa quanto esta.

7*

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Opinião - Beijo do Ferro

Título Original: Iron Kissed (Mercedes Thompson #3)
Autor: Patricia Briggs
Editora: Edições Saída de Emergência
Número de páginas: 304


Sinopse
Mercy Thompson é mecânica de automóveis e uma rapariga tão bela quanto independente. O seu segredo? Consegue mudar de forma. A sua perdição? Não consegue mudar de lealdade. Como tal, quando o seu antigo mentor é preso por assassínio e deixado a apodrecer atrás das grades pela sua própria espécie, Mercy está disposta a arriscar a vida numa missão solitária para limpar o nome dele. Mas a sua lealdade também vai ser testada de outros lados: os lobisomens não são conhecidos pela sua paciência e, se Mercy não se decide entre os dois de quem gosta, Sam e Adam podem fazer a escolha por ela... Com enredos tortuosos, personagens inesquecíveis e uma escrita dinâmica, Patricia Briggs eleva a fantasia urbana a novos patamares de qualidade.
Criada por lobisomens, Mercy Thompson prepara-se para a aventura da sua vida.

Opinião 
Dona de uma personalidade forte e do seu próprio destino, Mercy não é uma coiote qualquer. Não há ninguém em Tri-Cidades (do mundo sobrenatural) que não saiba quem ela é, e são poucos aqueles a quem ela não dá “comichão”. Entre lobisomens, vampiros e seres feéricos, ela podia passar despercebida mas o seu nome do meio é “Sarilhos” e mesmo que não queira, acaba por dar nas vistas. E naquela que pode ser a luta da sua vida, vai ter de demonstrar a todos que não é a mais fraca da cadeia alimentar.
Alguns meses depois de ter lido os dois primeiros volumes desta série, eis que regresso às aventuras da nossa Mercedes. E que regresso! Tenho a sensação que passei a leitura toda sem conseguir parar para respirar, tal foi a quantidade de coisas a acontecer, uma mais surpreendente que a outra.
Não há dúvida que a autora “foge” do tédio a sete pés, construindo alguns dos momentos mais complicados desta saga, e conseguindo arranjar um desafio ainda maior para a nossa protagonista. Este é, provavelmente, o ponto de viragem da vida da Mercy. Há coisas que vão mudar, há outras que se vão fortalecer. Existe um crescimento nas relações, personagens que ganham mais destaque, momentos de alta tensão.
Todo este livro destila adrenalina e quando o acabámos sabemos que o próximo vai ser diferente, existem mudanças a ser feitas, logo podemos esperar de tudo no próximo. Sem exagero, este é um livro sem momentos fracos. Acontece tudo tão rapidamente que nem temos tempo para reflectir sobre o assunto, estamos literalmente a “viver” cada página.
E depois temos a Mercedes. É difícil não ressaltar a cada livro que ela torna-se um bocadinho mais em cada um. Parece que ela cresce com cada experiência, apesar de eu as vezes achar que ela está a ficar demasiado sentimentalista mas vai possivelmente haver outro lado dela no próximo livro.
Bem, a fasquia foi elevada não haja dúvida e espero que a autora consiga lidar com o rumo que escolheu e que nos continue a surpreender a cada leitura.
Num livro recheado de surpresas, emoções fortes e decisões importantes, não nos falta a capacidade de Briggs de recriar e surpreender. Quando pensámos que já não há nada neste género que seja inovador e que já sabemos tudo o que vai acontecer, ela arranja maneira de mostrar que veio para ficar e que pretende um lugar de destaque na fantasia urbana.
Quem resiste à melhor protagonista de fantasia urbana, pergunto-vos? Eu não. 

6*

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os 20 Livros da Minha Vida

Hoje faço 20 anos, duas décadas de muita leitura! Ao olhar ao longo destes meus anos de existência, há algo que sobressaí, os meus livros.
Antes de aprender a ler, já eu via as imagens naqueles livros de conto de fadas e imaginava a história que eles contavam. Quando aprendi, passaram a fazer definitivamente parte da minha vida, tornando-se algo que facilmente aqueles que me conhecem associam à minha personalidade.
E como tal decidi dedicar este dia aos vinte livros mais importantes da minha vida, aqueles que me deram gosto pela leitura, os que me fizeram sonhar, rir e chorar. Os que me ensinaram alguma coisa, os que me ajudaram nos momentos difíceis, aqueles pelos quais eu fiz directas, aqueles porque desesperei.
Aqueles que de alguma forma tornaram-me quem sou. Todos foram importantes mas estes são "os tais".

O Conde de Monte Cristo
O primeiro livro que li aos 8 anos! Li-o por causa da série que dava na RTP1 com o Gerárd Depardieu, e é um daqueles livros que volta e meia releio só para recordar o porquê de eu adorar o Edmund.


Os Três Mosqueteiros
A minha avó comprou-mo na mesma altura que o anterior e eu queria-o imenso por causa do Dartacão! Pois... A memória mais nítida que tenho desta leitura foi do meu desgosto quando soube que a Juliet morria.


A Flecha Negra
A razão porque adoro a História da Inglaterra da Idade Média. Foi com este livro que me relacionei pela primeira vez com a mítica dos cavaleiros e dos torneios.

Sandokan, o Tigre da Malásia
A razão porque adoro piratas. Reli-o tantas vezes que as páginas quase que caem!


Mulherzinhas
A minha eterna Jo, de todas a personagem mais parecida comigo. Um daqueles clássicos que ainda hoje me faz sorrir.

Harry Potter
O início do meu amor à literatura fantástica e o meu maior vício de sempre! Foi com ele que começou as directas e o desespero da espera. A minha primeira saga.


Mundos Paralelos
Lyra, Will... o primeiro livro que me fez chorar e que tem o lugar muito especial no meu coração. A magnitude desta trilogia ainda me arrepia.

Na Corda Bamba 
O meu primeiro contacto com a escrita de Joanne Harris e o meu romance preferido com a primeira personagem masculina que me fez arrepiar, o misterioso Le Merle.

O Nascimento de Vénus
Já eu era louca pelo Renascimento quando li este livro. De uma beleza única, é para mim o melhor livro de Sarah Dunant.

O Diário da Nossa Paixão
Sem sombra da dúvida das leituras mais emotivas. O típico livro das românticas.

A Saga das Pedras Mágicas
A minha escritora  portuguesa preferida com algumas das melhores protagonistas femininas que já tive o prazer de ler. Foi a minha salvação numa altura mais triste da minha vida.

A Trilogia das Jóias Negras
A minha paixão. As minhas personagens mais queridas e a trilogia mais arrebatadora que já li. Uma das melhores ideias da minha mãe.

A Paixão das Almas
O livro que me fez pensar em amores intemporais e na vida depois da morte.

Expiação
Uma história belíssima que nos faz pensar nas consequências dos nossos actos e no quanto podemos influenciar a vida dos outros.

Jogo de Mãos
De todos os livros de Nora Roberts, o que mais me arrasou. Um amor de sempre rodeado de magia e ilusões. Perfeito para nos lembrar que as vezes vale a pena.

As Memórias de Cleópatra
Uma das minhas figuras históricas de eleição numa trilogia magnífica acerca da sua vida.
 
A Estação das Bruxas
Este é o mais difícil de classificar. Foi um misto de sentimentos com a adrenalina sempre em alta. Possivelmente o livro que mais me surpreendeu.

O Dardo de Kushiel (e restante saga)
Eu tive um feeling quando vi este livro numa montra da Bertrand do Colombo e não descansei enquanto não o comprei. Acertei em cheio. Tem a melhor vilã de sempre.

Alice Eu Fui
Uma história sobre uma das personagens que fez parte do imaginário da minha infância. Uma daquelas situações em que a realidade supera o irreal.

Um Amor Quase Perfeito
Porque este livro? Fez-me voltar a gostar de histórias de amor.

 Quero agradecer à minha mãe por me ter incutido este amor e por ter chegado a casa com muitos destes livros de surpresa para me alegrar o dia. Acertaste sempre =)

Opinião - Sombras e Fortalezas

Título Original: Shadows and Strongholds - A Novel 
Autor: Elizabeth Chadwick
Editora: Edições Saída de Emergência, Chancela Chá das Cinco
Número de Páginas: 464


Sinopse
Inglaterra, 1148. Brunin é um rapaz de dez anos marginalizado pela própria família. Uma criança reservada, é atormentado pelos irmãos e desprezado pela avó autoritária. Numa tentativa de torná-lo um herdeiro de quem se orgulhe, o pai envia-o para a casa de Joscelin, Senhor de Ludlow, onde Brunin irá aprender as artes da cavalaria. Mas, antes que o consiga, terá que ultrapassar a insegurança e as dúvidas que sente sobre si próprio. Hawise, a filha mais nova de Joscelin, cedo forma uma forte amizade com Brunin. As alianças de família forçam o seu pai, com o jovem como seu pajem, a auxiliar o Príncipe Henrique na sua batalha pela coroa inglesa. Entretanto, o próprio Senhor de Ludlow é ameaçado pelo seu rival, Gilbert de Lacy. Enquanto prossegue a luta pela coroa e o rival se prepara para atacar, Brunin e Hawise cedem à paixão.
É então que as propriedades da sua família são atacadas e Brunin tem de mostrar o que aprendeu. Mas estará a jovem Hawise do seu lado, num mundo onde os poderosos raramente respeitam os ideais de cavalaria? Brunin terá que enfrentar o futuro com coragem... ou perder tudo.


Opinião 
Ler um bom romance histórico é, muitas vezes, difícil. Ler um baseado na Idade Média é ainda mais complicado. Muitas vezes falta coerência, não há preocupação em pesquisar mais aprofundadamente ou então o tema é sempre o mesmo. Para quem tem uma adoração por este período como eu, é muitas vezes doloroso ver este tempo descrito com pouca paixão ou cuidado pois é uma época de guerras, de vários momentos entrelaçados entre si, onde predominaram personalidades intensas e heróicas, jamais esquecidas. Uma época que não foi tão negra quanto se julga.
Por isso quando quero um romance histórico desta época realmente apaixonante e magnífico, leio um de Elizabeth Chadwick, nunca me desilude. A sua escrita é a de uma contadora de histórias que respeita o passado e sabe ultrapassar as contrariedades que as falhas de relatos nos apresenta. Conhece as suas limitações mas não nos deixa de encantar com histórias de castelos, damas e cavaleiros perfeitamente reais.
Ao iniciar este livro eu já tinha uma pequena ideia do que me esperava. Personagens fortemente construídas, um enredo detalhado, uma história não só de amor mas também sobre o dilema entre a lealdade, a honra e a amizade. Uma história baseada em personagens reais pormenorizada e brilhantemente bem estruturada.
Bem, Sombras e Fortalezas é isso…e muito mais. A autora supera-se a si mesma neste livro brilhante sobre a imagem personificada desta época, o cavaleiro, e sobre uma das épocas mais obscuras e importantes não só da História inglesa como também da europeia. Provavelmente, o melhor livro da autora que já li.
Demonstrando que não é necessário o típico “amor cheio de obstáculos em que eles amam-se mas acreditam em toda a gente menos um no outro”, a autora dá-nos um romance intemporal, com dois protagonistas soberbamente belos e intrínsecos que nos fazem rir e chorar e que nos dão um quadro do que era um amor em tempo de guerra. A eles fazem jus todas as restantes personagens que nos ensinam como eram as relações sociais e políticas deste tempo, oferecendo-nos uma visão dos pormenores que todos conhecemos e daqueles menos conhecidos como as tradições, o dia-a-dia, as relações familiares que estavam por trás das alianças políticas.
Através dele vemos o lado negro como as guerras, os saques, a falta de liberdade da mulher, os “maus” casamentos combinados, a utilização da força bruta em exagero; depois temos o lado bom, a apegada relação familiar, os sentimentos que eram gerados através das amizades, o amor cavalheiresco, a luta pela honra. Assistimos a tudo isto graças a uma descrição onde não falta a paixão, o desespero e a luta. Chadwick dá a cada cena vida de uma forma sincera que nos faz sentir em todos os níveis mas nunca se torna indiferente.
Este livro transborda uma beleza, uma emoção tão intensa que a sua leitura torna-se inesquecível. 

7*