domingo, 12 de fevereiro de 2012

Opinião - O Autenticador

Título Original: The Authenticator
Autor: William M. Valtos
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 352


Sinopse
 Seguindo uma denúncia anónima, Theo Nikonos, investigador de Experiências de Quase-Morte, descobre uma mulher aprisionada nas caves de uma luxuosa clínica. Apesar de estar sob o efeito de drogas, ela revela factos verdadeiramente inacreditáveis sobre as suas Experiências de Quase-Morte e implora para que ele a ajude. Fascinado pela beleza daquela mulher desprotegida, Theo sente-se compelido a levá-la consigo. Mas o seu interesse não termina aqui: o que ela lhe revelou pode revolucionar o conceito das Experiências de Quase-Morte. Talvez por isso há quem esteja disposto a tudo para a ter em seu poder... nem que para isso Theo tenha que ser eliminado. À medida que junta as peças do complicado puzzle, Theo vai compreender que há respostas que estão para lá do mundo dos vivos.

Opinião 
 Com uma premissa interessante, O Autenticador é um thriller psicológico que “joga” com situações inesperadas e provoca a surpresa no seu público, através de personagens inquietantes e de experiências inacreditáveis para a maioria das pessoas.
Tendo como tema principal as Experiências de Quase Morte, é a partir destas que toda a sua história se irá desenvolver, respondendo a questões que muitos pensam já estarem respondidas, dando novas respostas e pondo em perigo aqueles que entram em contacto com este tipo de experiência.
Primeiro livro do autor a ser editado por cá, já há algum tempo que se encontrava na minha estante à espera de ser lido (entenda-se à anos) e de cada vez que lhe pegava existia sempre outro livro para ler e acabava sempre por me ficar pelas primeiras páginas e o livro ficava esquecido no fundo da pilha de livros por ler. Até que finalmente eu me convenci que tinha mesmo de ler o livro!
É claro que o facto de eu já o ter tentado ler não sei quantas vezes, devia ter sido um sinal para deixar esta leitura em paz…mas já lá vamos. O livro inicia-se com o protagonista a conhecer uma mulher que morreu e regressou com uma missão impossível que os vai colocar aos dois em perigo e os fará descobrir que há coisas em que não se mexem. Seca, seca, seca. Ao fim de uma semana, quando penso nesta leitura, ainda é a única coisa em que consigo pensar. Tudo é uma seca neste livro.
Comecemos pelo protagonista. Aborrecido de morte, demasiado intelectual e totó para mim, dá sono de cada vez que se lê uma fala sua. Já a sua companheira que voltou da morte é outra. Enjoada, totó e muito armada. São dois desgraçadinhos que sofreram muito e supostamente toda a gente quer matá-los. O que é engraçado porque não houver nenhuma situação realmente de perigo. Só situações em que eu pensava “mas será que eles não saíem daqui?!”. E depois têm um final que não convence ninguém! Como é que alguém em cinco minutos se apaixona por uma pessoa?? O senhor percebe muito de psicologia, pelos sermões que nos dá durante a leitura mas de emoções humanas percebe muito pouco.
Depois temos a acção em si que de acção se percebe muito pouco, com vilões estranhos com razões muito mais estranhas para os querer mortos. E quando aparece o verdadeiro vilão da história, bem ele não é daquilo que se está a espera. Ainda estou para perceber como é que eles demoraram tanto a chegar a uma conclusão a que eu cheguei nas primeiras páginas. Acaba por ser uma história estranha com acontecimentos bizarros de pouca explicação e que acabam por não fazer sentido ou a serem demasiado óbvios. Ou seja, este livro tem muito “paleio” mas pouca acção.
Não consigo apontar um único ponto positivo a este livro, o que me faz chegar a conclusão que é melhor evitar este escritor. Porque eu até gosto deste género de livros mas não neste estilo insonso e muito menos com Theo Nikonos como protagonista.
Basicamente, aqui está um livro que não tem nada a ver comigo e que não me conseguiu fazer gostar da sua leitura nem uma vez.



1*

2 comentários:

  1. Concordo plenamente contigo,para mim este livro foi uma desilusão.

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  2. Ai milureis este livro foi mesmo para dar sono! É o que dá as vezes insistir numa leitura...

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