domingo, 5 de fevereiro de 2012

Opinião - O Regresso do Assassino

Título Original: Golden Fool (#1 Tawny Man)
Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Nr de Páginas: 565


Sinopse
 Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.

Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!


Opinião 
 A Saga do Assassino foi uma surpresa inesperada que encontrei na minha estante. Com personagens únicas e uma história maravilhosa, cheia de dor e sacrifício, foi uma saga que me deu umas boas horas de leitura durante 2011 e que me deu a conhecer um dos meus protagonistas preferidos de sempre. E, uma vez que a escritora decidiu conceder-nos mais algum tempo com Fitz e companhia, parece que também este ano vou puder acompanhar as suas aventuras.
Esta trilogia acompanha algumas das personagens já nossas conhecidas, quinze anos depois dos últimos acontecimentos de A Demanda do Visionário, em que novos desafios espreitam em Torre de Cervo e, mais uma vez, a linhagem Visionário irá necessitar do seu Bastardo para a salvar. Através de momentos emocionantes e pela escrita maravilhosa de Robin, este foi um regresso esperado que me permitiu retornar a uma saga que esperemos, tenha a excelência da primeira, ou mais ainda.
Como vocês sabem, ao longo do ano que passou, a saga anterior proporcionou-me algumas das melhores leituras do ano, e era com muito apreço e saudade que eu desejava regressar a sua leitura com esta saga. Claro que, como não podia deixar de ser, Hobb não me desiludiu, e presenteia-nos com um primeiro volume magnífico, de reconhecimento e lembrança, aprendizagem e aventura, em que tudo o que sabíamos nos permite saborear alguns dos momentos mais pessoais mas também nos surpreende com algumas inovações, através de uma escrita menos introspectiva e mais emocionante.
Esta foi a diferença mais primordial que notei, o maior ritmo de acção deste livro em relação aos outros, que nos dá momentos cheios de uma série de sensações a que a escritora já nos habitou. Apesar de ser o primeiro de uma trilogia, neste livro temos momentos fortes capazes de nos revoltar e surpreender, e depois de uns primeiros capítulos em que ficámos a saber pormenores dos quinze anos que passaram, capítulos ao estilo de Robin, calmos, passámos a capítulos de reconhecimento e retorno em que as emoções fortes primam e deixam todos aqueles que acompanharam a adolescência de Fitz, estarrecidos. Mesmo assim, é a acção dos capítulos seguintes que nos fica marcados pois muitos acontecimentos inesperados e de forte comoção esperam-nos.
Reviver algumas das personagens que me fizeram adorar esta série foi fantástico, até porque elas conseguem surpreender-me e demonstrar que afinal ainda tenho muito para descobrir sobre elas. O amadurecimento de Fitz, por exemplo, consegue transmitir-nos todas as suas experiências passadas e as lições que aprendeu, deixando-nos observar as mudanças subtis conseguidas pela idade. A forma como Robin nos dá este novo Fitz, foi uma das coisas que mais me permitiu gostar deste livro.
Quanto às novas personagens, estou agradada e curiosa, espero ver muito mais e acho que nos esperam muitas surpresas nos próximos volumes. Existem pelo menos duas delas que eu sei, ainda têm muito para me mostrar e nos deixar surpreendidos.
Robin conseguiu transmitir neste livro mais acção, novas questões, renovando toda uma saga em torno de uma questão que muito tem intrigado os fãs de Fitz, e criando todo um novo quadro político. Aproveitando a ausência e os segredos mais obscuros, todos os pormenores que ficaram por explicar na saga anterior, a escritora proporcionou-me momentos de tensão que me fizeram relembrar o porque de eu me ter encantado pela história antiga e o porquê de eu querer tanto conhecer o agora.
Este O Regresso do Assassino promete ser um regresso magnífico que pode muito bem superar as expectativas e deliciar ainda mais os leitores dos Seis Ducados.


7*

4 comentários:

  1. Ois,

    Penso que uma das mais valias deste volume é que vem ajudar a perceber um pouco melhor os acontecimentos ocorridos no final da trilogia anterior, pois acabou tudo muito rapidamente.

    Agora acabamos por perceber melhor esses acontecimentos.

    Claro que depois existem outras coisas muito interessantes, que tal achas o novo papel de Dom Dourado ? Que tal Respeitador ?

    Bem as coisas vão ser melhor desenvolvidas a nível da manha (penso que já percebeste isso) e claro o talento também terá o seu destaque.

    Eu estou a adorar ler esta nova saga, para mim ainda está melhor e digo-te que quanto mais leio da Hobb, mas a escritora vai cimentando a sua posição de ser das minhas escritoras favoritas.

    Vais ver o que ela está a preparar para mais à frente, ai quando vires Vilamonte :P

    BJ

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  2. Bom dia!

    É exactamente isso que sinto em relação a este volume, há muita coisa a ser explicada!
    Gostei muito dessa personagem, foi uma surpresa daquelas! Quanto ao príncipe, acho que ainda falta ver muito dele mas já se notam parecenças com uma certa personagem.

    Já, já, aliás é uma das coisas que este livro tem de melhor é explorar essas duas características desta saga!

    Acho que neste primeiro volume já se nota a melhoria para a outra saga. E se é sempre um prazer ler Robin, não haja dúvida que esta nova saga vem marcar uma nova posição desta escritora.

    Lá estás tu a pôr-me curiosa!=p

    Beijos

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  3. No geral, concordamos na qualidade que este primeiro volume tem. Mas contrasto a minha opinião contigo no que toca ao relato introspectivo que ainda creio ser uma marca muitíssimo forte no discurso da Hobb (não que seja mau, pelo contrário - é uma marca distinta) e o facto de o Fitz ter crescido.
    O que quero dizer com isto é que claro que a personagem cresceu, se não o tivesse feito num interregno de 15 anos seria má notícia! :P
    Mas acho que ele ainda continua, por vezes, a ter aqueles pensamento de crianças irreflectidos, mal pensados. Agradeço que fiquem só em pensamento, mas só o facto da autora se lembrar de relatar isso, mostra-me que o Fitz ainda não está no "ponto", por assim dizer. Só não dei as 5 estrelas por estes dois factores que referi, mas como sempre, não me desiludi.
    Agora vamos lá ver quando é que tenho tempo para ler o segundo volume! Estou a apontar para Fevereiro, quero ver se consigo manter-me no plano! :P

    Beijinho, Patrícia*

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    Respostas
    1. Eu percebo o que queres quiser, ainda parece ter as mesmas crises que tinha à quinze anos atrás =p
      Eu acho que isso se deve a ele ter estado sozinho e ter tido demasiado tempo para pensar no que não devia e de não ter tido muito companhia... Se não dei muito conta disso na altura é porque agora os problemas são outros e não os de há quinze anos (ou não lool)
      Mas daqui para a frente melhora, tá descansada =)
      E eu já acabeiiiiiiiiiiiii ;_; tenho de fazer a opinião xD

      beijinhoooooo

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