segunda-feira, 19 de março de 2012

Opinião - Hex Hall

Título Original: Hex Hall (#1 Hex Hall)
Autor: Rachel Hawkins
Editora: Gailivro
Nº de Páginas: 240

Sinopse
 Virei-me para sair, mas a porta fechou-se a poucos centímetros da minha cara. De repente, um vento pareceu soprar através da sala e as fotografias nas paredes chocalharam. Quando me virei de novo para as raparigas, estavam as três a sorrir, os cabelos a ondularem-lhes a volta dos rostos como se estivessem debaixo de água. O único candeeiro da sala tremeluziu, e apagou-se. Eu apenas conseguia distinguir faixas prateadas de luz que passavam sob a pele das raparigas, como mercúrio. Até os seus olhos brilhavam.Começaram a levitar, as pontas dos sapatos regulamentares de Hecate mal tocando a carpete musgosa. Agora, já não eram rainhas do baile de finalistas, nem supermodelos – eram bruxas, e até pareciam perigosas. Apesar de me debater contra a vontade de cair de joelhos e colocar as mãos acima da cabeça, pensei, “Eu também seria capaz de fazer aquilo?

Opinião 
 
Nos últimos anos a literatura tem sido invadida por um género específico de livro, para um grupo alargado de leitores que ora adoram este tipo de livro, ora não o suportam. O estilo YA paranormal, recheado de adolescentes problemático(a)s que se apaixonam  por criaturas fantásticas, tem assolado as prateleiras das livrarias, com enredos pouco originais, em que por uma vez ou outra, surge algo “semi-novo” que provoca uma nova moda.
Hex Hall tem uma temática igual a tantas outras, com os mesmos ingredientes, os mesmos problemas e tenta ganhar um lugar ao sol neste género mediático. Não criou uma nova moda mas tem divertido aqueles que gostam de juntar todos estes seres imaginários num só espaço.
Eu não sou grande fã deste tipo de livros, o que não quer dizer que não seja surpreendida de vez em quando. Hex Hall de uma certa maneira conseguiu ser uma surpresa. Depois de uma fã ter insistido para eu ler este livro, já que fui eu que lho dei, percebi que o livro tinha tido o objectivo que eu pretendia, que era o de uma pessoa que mal lê, se divertir a ler um livro e até, ficar viciada. Mas, tal como eu tinha imaginado, não é o livro certo para mim.
Sim, surpreendeu-me mas só em alguns aspectos porque de resto é exactamente o tipo de livro que eu evito. Tem  a mesma receita de outros quinhentos livros com sinopses parecidas, parece uma cópia barata de Hogwarts, tem adolescentes histéricas e com problemas psicológicos e um amor proibido mais os tipos maus. Então no que foi que isto me surpreendeu?
Sophie Mercer. Hawkins conseguiu o que muitas escritoras deste género não conseguiram. Criar uma protagonista irónica, diferente, sincera e que não tem vergonha do que vão pensar nela. Basicamente, uma adolescente saudável que é bruxa. Quem fala da protagonista, fala do protagonista. O rapaz diferente, com um humorzinho daqueles que afinal não é nada o que parece. Pena a história de amor cliché porque estes dois mereciam muito mais do que isto.
Restantes personagens são tão típicas que não tiveram gracinha nenhuma. A directora fez-me lembrar a da escola das Winx, o que significa aborrecida até dizer chega (se não viram, não vejam). O resto é banal e foram tiradas daqui e dali. Nada de novo.
Depois temos a tal cópia de Hogwarts que tem um ponto positivo: é diferente. Todas as espécies de seres fantásticos juntos num reformatório por mau comportamento. Tem a sua piada, pena é não ter sentido nenhum nem estar bem explicado. Continuo sem perceber como é que eles aprendiam alguma coisa se não fossem para lá.
A outra parte que teve piada foi a descoberta da Sophie através de uma ancestral sobre o que realmente é. Isto sim foi original mas, mais uma vez, mal explicado. Acho que um bocadinho mais de profundidade não tinha feito mal, o livro até tinha ficado a ganhar e Hawkins podia sair do degrau “de todas as outras” e subir até ao topo mas fica comprovado que fazer livros para vender aos fãs dos outros é mais fácil.
Para mim, é uma pena, a escritora tem uma escrita divertida e sarcástica que nos faz rir e consegue dar-nos uma leitura fácil e agradável mas podia ser tão melhor que não consigo evitar pensar que ela tinha potencial para muito mais.
Se vou ler o seguinte? Vou, até porque a dona já mo emprestou e quero saber o que acontece a Sophie. Se os tinha comprado para mim? Ainda bem que não o fiz. Como até são emprestados, leio, divirto-me e não penso mais nisso.

4*

2 comentários:

  1. Olá Patrícia.

    Já pensei algumas vezes em ler estas obras, mas arrependo-me sempre das adquirir. Já se ofereceram para mos emprestar e se calhar será mesmo assim que os lerei, ainda para mais depois de ler a tua opinião.

    Beijinhos e boas leituras*

    P.S. Tenho uma tag para ti no meu blogue, se quiseres responder. :)

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  2. Olá Rita!

    Se não é o teu género mais vale leres emprestado. Tiras as teimas e não gastas dinheiro ;)

    Já vi =D vou já responder ;)

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