terça-feira, 20 de março de 2012

Opinião - Surrender to the Devil

Título Original: Surrender to the Devil (#3 Scoundrels of St. James)
Autor: Lorraine Heath
Editora: HarperCollins
Nº de Páginas: 384

Sinopse
 A Devilish Duke on a Quest for Pleasure...

Frannie Darling was once a child of London's roughest streets, surrounded by petty thieves, pickpockets, and worse. But though she survived this harsh upbringing to become a woman of incomparable beauty, Frannie wants nothing to do with the men who lust for her, the rogues who frequent the gaming hall where she works. She can take care of herself and feels perfectly safe on her own—safe, that is, until he strides into her world, and once again it becomes a very dangerous place indeed.

To bed her but not wed her. That's what Sterling Mabry, the eighth Duke of Greystone, wants. But Frannie abhors arrogant aristocrats interested only in their own pleasure. So why then does the thought of an illicit tryst with the devilish duke leave her trembling with desire? Her willing body begs for release...and a wicked, wonderful surrender.


Opinião 
 Os romances históricos são um dos géneros que mais vendem e que mais leitoras têm assegurado ao mundo editorial. Uma receita simples que rende e conquista qualquer romântica ou mulher que precise de “espairecer” as leituras ou esquecer o cansaço do dia. Leituras femininas por excelências, estes romances históricos têm dezenas de autoras, umas rainhas, outras principiantes, umas mais originais, outras nem por isso, que através de sonhos e fantasias criam histórias que fazem suspirar e acabar com um sorriso na cara.
Lorraine Heath ainda não foi traduzida no nosso país mas é uma dessas senhoras que têm vendido sonhos em forma de bestsellers, fazendo parte de várias listas de autores lá fora. Através desta série explora uma Londres que é ponto de excelência neste tipo de livro e, para além da alta sociedade, dá-nos uma visão daqueles que nem sempre estiveram no topo mas que conseguiram lá chegar.
Foi por puro acaso que esta autora me veio parar às mãos e ainda não consegui parar de agradecer esta descoberta. Com os ingredientes habituais para nos fazer “brilhar os olhinhos”, poderia se dizer que Heath já tinha sucesso garantido sem se esforçar muito mas, com umas quantas manobras, Heath consegue diferenciar-se de algumas escritoras deste género que conheço e consegue criar não só uma história de fazer bater o coração como nos dá mais umas pepitas deliciosas que adoçam ainda mais o enredo.
Para além do típico par romântico, da sua descoberta, relação e expoente máximo, temos uma aventura pelo submundo londrino que é, ao mesmo tempo, uma pequena lição acerca de alguns daqueles que faziam parte desse mesmo submundo, criando um enredo mais denso que se passa em cenários um pouco diferentes dos salões de baile. Entrelaçando ambos os momentos com histórias secundárias, a escritora concede-nos detalhes deliciosos como a entrada de Charles Dickens num dos momentos que, apesar de curta, acho que foi um momento alto do livro, e outros pormenores mais históricos.
Quanto à relação amorosa, gostei da forma como Heath a retratou. Sem muitas pressas, tirando quando eles se conhecem, foi uma relação até bem assente na terra e que teve oportunidades de dinâmica entre o casal, o conhecimento que eles começam a ter um do outro, momentos divertidos e românticos que proporcionaram uma leitura bem mais activa da típica fórmula destes livros.
Para melhorar o cenário, temos personagens bem reais, com acções e pensamentos que conseguimos compreender, com problemas e medos que nos assolam a todos. Numa miríade de personalidades, conhecemos os restantes protagonistas da saga e conseguimos entender as suas ligações. Com primazia para sentimentos como fraternidade, amizade, lealdade, honra e orgulho, aos poucos vamos deslindando as relações entre eles e sentimo-nos mais próximos destas personagens que tiveram a sorte e a ambição para mudar o rumo à sua vida.
A dar um toque especial, a forma como a escritora escreve agarra-nos e consegue transmitir-nos, de um forma hábil e segura, as emoções e a intensidade de cada parágrafo. Simples, sem grandes subterfúgios e com uma linguagem que todos possamos discernir, esta é uma escrita que agrada a todos.
Espero, muito sinceramente, que um dia esta senhora seja traduzida para que aquelas que gostam deste tipo de leitura a possam apreciar tanto como eu apreciei. Para quem a língua não é um obstáculo, experimentem porque isso ainda não custa nada.

5*

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