quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Opinião - A Invenção de Leonardo

Título Original: Pasqual´s Angel
Autor: Paul J. McAuley
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 465

Sinopse
 O que aconteceria se Leonardo da Vinci ignorasse a pintura e dedicasse o seu génio exclusivamente à mecânica e engenharia, criando protótipos das máquinas que desenhou nos seus famosos Cadernos? É esta a ideia de A Invenção de Leonardo, onde as suas invenções acabam por desencadear uma Revolução Industrial em pleno período do Renascimento.Com um talento singular para imaginar, descrever e fazer sonhar, Paul McAuley arrebata-nos para as ruas tortuosas desta Florença alternativa, onde máquinas a vapor se misturam com artistas, príncipes e filósofos. E quando um assistente do famoso pintor Rafael é assassinado, é Pasqual, um jovem aprendiz de pintor, e Nicolau Maquiavel, o famoso estadista, que vão atrás do assassino. Mas o que descobrem é uma teia perigosa de espionagem industrial, conspiração e magia negra, que envolve não só as repúblicas italianas, mas também a poderosa Espanha, a Inquisição e o próprio Papa.A Invenção de Leonardo convida-nos a fazer uma viagem única, tão original quanto arrebatadora, onde personagens de ficção se cruzam com grandes figuras da época, como Copérnico, Miguel ngelo, Rafael, Maquiavel e a própria bela e misteriosa Gioconda. E no final todos fazemos a mesma pergunta: E se tivesse sido assim?

Opinião
 Por séculos, Leonardo Da Vinci tem sido tema das mais espantosas conspirações, foi actor e orquestrador das mais variadas situações ligadas aos maiores segredos da Humanidade, sendo ele próprio um deles. Um génio para lá da sua época, uma mente deslocada em séculos de aprendizagem e de ideias, este tem sido o homem sobre se tem mais falado e escrito durante a nossa era.
Neste livro é nos prometida uma Revolução Industrial em pleno Renascimento com todos os nomes sonantes que caracterizaram uma época, que mudaram o Mundo e ficaram para a História pelos seus feitos extraordinários. Será que este livro está a par com a magnificência dos seus protagonistas?
Tenho este livro em casa há algum tempo e se quiserem que vos diga já nem me lembro porque o comprei porque, apesar de Leonardo ser uma das minhas personagens históricas de eleição, esta sinopse não me dizia nada e terá sido por isso que esteve tanto tempo em lista de espera. Parece que já estava a adivinhar já que esta foi uma leitura tremendamente insonsa. Não me consegui identificar com este livro em qualquer momento apesar de retratar a minha época favorita com muitos daqueles que eu admiro, este livro foi uma desilusão.
Primeiro porque a tal Revolução Industrial mal está caracterizada ou explicada o que provoca estranheza num leitor que está a ler sobre a Florença Renascentista e apanha com palavras e pormenores do século XIX porque apesar de sabermos que isto vai acontecer, não há qualquer tipo de preparação para isso e, até meio do livro ou mais, parece que estamos a ler sobre uma investigação policial no século XVI e depois apanhámos com situações que acabam por criar uma sensação de perda de informação.
A escrita do escritor também não ajuda. Não há descrições ou caracterizações para nos ajudar e acho que se não tivesse querido escrever algo grandioso este até podia ser um livro interessante. Não era preciso vaporettos, balas e outras coisas estranhas as quais ele nem dá um nome, o que para alguém como eu, fora das coisas mecânicas e invenções, faz com que pareça que estejamos a ler chinês.
Mesmo o próprio enredo está mal estruturado e, se no início, até corre bem, depois é o desastre total. Primeiro temos uma série de assassinatos, depois temos flashs de industrialização, depois temos feitiçaria e magos e… voltamos a ler uma e outra vez a ver se lemos bem. Máquinas e magos? Mas isto não era sobre indústria em pleno Renascimento? Que tem uma coisa a ver com a outra? Eu tenho imaginação mas tanta assim não dá…
Nada faz sentido. No fim descobri que havia uma conspiração daquelas gigantescas e sabem que mais? Continuei sem perceber patavina. E eu gosto de livros complicados! Mais uma vez, falta pormenores e muitos para alguém perceber alguma coisa disto. Ou então sou eu que não atingi o objectivo.
Também pensava que o livro era sobre Leonardo Da Vinci mas ele só aparece quase no fim muito subitamente e depois puff! Desaparece outra vez. E, agora a sério, Maquiavel um jornalista de segunda?! Acho que ainda sinto uma dor no coração só de me lembrar…
Definitivamente, não o meu género, longe disso. Acho que mais valia ter continuado na estante e ainda bem que hoje em dia tenho mais cuidado com o que compro porque este livro não foi nada uma boa ideia. Chamem-me antiquada mas há limites que a minha mente não está disposta a passar. Este é daqueles livros que se lê bem até meio e que depois disso é muito a custo.

3*

Picture Puzzle #2





E cá estamos nós com mais dois puzzles esta semana:

Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Puzzle #1

Pistas:
-título em português

 





Puzzle #2

Pistas:
-título em português;
- a segunda imagem é algo metafísico



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (18)

Regras:

  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro

"Pasqual lembrou-se que o amor que Nicolau tinha pela argumentação era capaz de o fazer roubar a alma a qualquer um, unicamente pelo prazer da vitória."
p.77, A Invenção de Leonardo, Paul J. McAuley


Rubrica original do blog Should Be Reading

Aquisições do Mês (Fevereiro)

Num mês de reinicio de aulas aproveitei para dedicar as comprinhas a obras que necessitava, apesar de algumas já terem sido lidas, dá sempre jeito ter o nossos próprios exemplares em casa. Apenas dois livros foram comprados por prazer, sendo que um deles já tendo sido lido à algum tempo, já à muito que ambicionava juntá-lo à estante. Aproveitei também para adquirir dois clássicos a um preço simpático.
Um deles foi comprado no âmbito do Clube de Leitura Bertrand Fantástico e acabou por se revelar uma leitura surpreendente.



O Beijo das Sombras Laurell K. Hamilton
este foi o que foi comprado por prazer e recomendado pela minha Homónima do Pedacinho Literário

Duna Farnk Herbert
Comprei por causa do Clube de Leitura Bertrand Fantástico
Opinião






Shirley Charlotte Brontë
A Feira das Vaidades William Thackeray
os clássicos que juntei à estante

Alice do Outro Lado do Espelho Lewis Carroll
Uma leitura muito querida, finalmente na estante


As Troianas Eurípides
Rei Édipo Sófocles
Já lidos mas necessários!

Os Historiadores Michel Vovelle e outros
Necessário para um trabalho e, claro, uma obra obrigatória na estante de um aluno de História

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Opinião - Bel-Ami

Título Original: Bel-Ami
Autor: Guy de Maupassant
Editora: Biblioteca Novis-Visão
Nº de Páginas: 320

Sinopse
 Guy de Maupassant é considerado um dos mais influentes contistas e romancistas franceses da segunda metade do século XIX, apesar de uma actividade literária que durou apenas dez anos, durante os quais escreveu cerca de trezentos contos e seis romances. Entre estes últimos, salienta-se Bel-Ami, no qual o autor oferece um retrato do seu tempo e da sua classe social, narrando as peripécias de George Duroy, que deambula pelas ruas de Paris em busca de dinheiro e êxito. Uma obra em que se patenteiam os princípios literários de Guy de Maupassant, nomeadamente o estilo objectivo, a linguagem rigorosa e o realismo psicológico.
  
Opinião 
 Um clássico da literatura do século XIX, Bel-Ami é um retrato da classe alta burguesa da Paris jornalística e republicana em que os conhecimentos e a forma de estar bastavam para ir longe e deitar muitos abaixo. Numa sociedade de “cunhas”, segredos e escândalos, Guy de Maupassant dá-nos um retrato real e actual do seu tempo usando de todos os meios para construir o seu maior romance e aquele que o colocou no topo da literatura clássica do seu século.
A adaptação deste filme chegou aos cinemas nacionais na passada quinta-feira e foi o desejo de o ir ver que me fez, finalmente, ler este livro. Entre tantos clássicos que ainda me faltam ler, este não estava nas prioridades porque nunca me havia chamado a atenção mas como é raro eu ver um filme sem ler o livro primeiro, actualmente, lá fui a casa da avó buscar esta edição, muito mal traduzida diga-se de passagem, para me situar e saber o que esperar.
Fiquei agradavelmente surpreendida porque o livro não foi nada do que eu estava a espera e mais uma vez me relembrei porque gosto tanto de clássicos. Guy de Maupassant tem uma escrita fluida e nada complicada, sendo facilmente perceptível o que o escritor nos quer transmitir com a sua história. para além da história de um rapaz que soube rapidamente na escala social, temos também um retrato da sociedade parisiense que me fez lembrar o nosso Eça mas não com o seu talento. Ou seja, de uma forma sarcástica e irónica temos uma caracterização do pior dos senhores de bem e da situação política e social de Paris na altura que Tânger é passa a fazer parte do domínio francês.
Para esta “caricatura” Maupassant tem um leque de personagens elegantes e cheias de clichés, representado cada uma o seu papel no palco da boa vida parisiense, com os seus costumes e tradições, a forma como conviviam no dia-a-dia e as preocupações daqueles que dominavam os destinos da França. De uma forma mais subtil que a do nosso Eça, o escritor retrata esta classe social como ambiciosa e de aparências em que o que interessa é vingar na vida e mostrar aos outros a riqueza e o poder pessoal mesmo que em termos de personalidade nos detenhamos em pessoas quase ridículas que se deixam enganar com facilidade e que fecham os olhos a tudo o que não as possa atingir pessoalmente.
Depois temos o roteiro pela Paris dos burgueses, os locais mais emblemáticos em que aqueles que importavam marcavam presença de forma assídua. Tenho pena de não ter visto um pouco mais de descrição para me situar melhor porque acho que seriam cenários muito interessantes de explorar.
Mesmo assim acho que lhe falta um pouco de profundidade e mais detalhes, gostava de ter visto algumas coisas mais desenvolvidas e algumas questões foram tratadas de forma abrupta. Outra coisa é que este tipo de leitura dá azo a livros de muitas páginas e este é pequeno mas no seu caso percebe-se porque acontece.
De resto é um clássico que não me marcou como outros mas que ainda bem que tive a oportunidade de o ler pois acabou por me dar umas horas agradáveis e de fácil leitura em que não foi preciso puxar muito pela cabecinha.


5*

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Opinião - O Rapaz de Olhos Azuis

Título Original: Blue Eyed Boy
Autor: Joanne Harris
Editora: Edições ASA
Nº de Páginas: 432

Sinopse
 Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.
Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…
Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…


Opinião 
 Muitos de vocês conhecem-na por Chocolate quer em livro, quer em filme. É autora bestseller e este livro recebeu um dos mais aclamados prémios de literatura inglesa. Escreve livros que são êxitos internacionais e tem milhares de cópias vendidas. Para mim, é uma das escritoras importantes da minha estante.
Ler um livro de Joanne Harris é como regressar a um local sobejamente bem conhecido mas que a cada regresso nos dá uma novidade como uma prenda de boas-vindas a casa.     Há anos que me apaixonei por esta escritora e pela sua escrita através de um livro que ainda hoje é um dos livros da minha vida e, apesar de à alguns anos não ler nada seu e ainda não ter lido tudo o que se encontra publicado, sinto que é uma forma de eu saber que sempre que precisar posso comprar um livro seu e voltar a sentir esta sensação de redescoberta. E, finalmente, deu-me uma dessas vontades de ler um livro dela que, como sempre, não me desiludiu.
Uma das coisas que eu venero em Joanne é a sua escrita. A forma como nos confunde para depois nos dar a luz, como as palavras parecem que escorrem pelos nossos olhos, pela maneira como nos descreve as mais variadas situações sem nunca nos dar um vilão e um herói mas sim emoções e sentimentos, o caos e a glória quer da maneira mais lunática, quer da maneira mais racional. Depois são as suas histórias. Não é para todos aquilo que ela faz, de nos contar uma história e a virar do avesso e não há ninguém que use as aparências e os espelhos como ela, de tal maneira que é sempre capaz de surpreender e no último minuto dar-nos a maior reviravolta. Para isso constrói personagens enigmáticas e misteriosas que são tudo menos o que aparentam ser.
O Rapaz de Olhos Azuis tem todos os ingredientes típicos de um livro desta escritora: o suspense, as mentiras e um grande segredo obscuro por trás de uma aparência polida. Não é um dos meus preferidos mas não deixa de ser excepcional. Não sei se foi por estar à muito sem ler nada desta escritora mas este livro agarrou-me de uma forma viciante em que eu não descansei até saber o desenrolar da história toda e, mais uma vez, foi apanhada de surpresa.
Com uma história diferente das que estou habituada desta escritora, este livro tem um conjunto de ingredientes explosivos que o tornam um dos que tem o rumo mais surpreendente. Através das reviravoltas mais inesperadas e com temas tão diversificados como o voyeurismo, a violência doméstica, o que se esconde por trás da Internet, Harris dá-nos uma obra mais forte e pode se dizer, mais obscura. Os seus livros já são por norma intensos e dramáticos mas este forma-se de uma maneira tão insuspeita que cada momento nos arrebata e deixa de queixo caído, tendo vários clímaxes que acabam num dos melhores finais que eu já li.
A juntar a um cenário inesperado temos personagens extremistas com demasiados segredos e vícios e uma personalidade nada evidente que aos poucos vai saltando cá para fora. Tenho a sensação que neste livro se juntou o grupo das personagens mais escuras que saíram da imaginação da escritora e também das mais frágeis, o que nos leva a querer deslindar as razões porque cometem certo tipo de acções e que relações existem entre elas.
Fiquei com a sensação que este livro tinha demasiada informação e que muita coisa pode ter passado ao lado dos leitores mais desatentos já que temos um enredo que contém subterfúgios dentro de subterfúgios dentro de subterfúgios. Mas apesar de um enredo mais complicado, Joanne continua a deter um timming perfeito.
Como disse não é um dos meus livros preferidos mas mantém o estilo inconfundível da escritora para além de ter uma das capas mais bonitas da editora. Permitiu-me passar umas horas de extrema concentração e foi uma leitura que me deixou mais que satisfeita.
Agora pergunto-vos: Ainda não leram Joanne Harris? Vão já arranjar um livro dela! Eu se calhar vou ver o Chocolate


6*

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Opinião - O Crepúsculo de Avalon

Título Original: Twilight of Avalon (#1 Twilight of Avalon)
Autor: Anna Elliott
Editora: Planeta Manuscrito
Nº de Páginas: 440

Sinopse
 Ela é uma sacerdotisa, uma contadora de histórias, uma guerreira e uma rainha sem trono. Nas sombras da Bretanha do rei Artur, uma mulher conhece a verdade que poderia salvar um reino das mãos de um tirano…

Ressentimentos antigos, velhas feridas e a busca pelo poder imperam na corte da rainha recém-viúva Isolda. Mas passou uma geração após a queda de Camelot e Isolda chora o seu marido morto, o rei Constantino, um homem que ela sabe em segredo ter sido assassinado pelo perverso lorde Marche - o homem que acabou por assumir o título de Rei Supremo. Embora as suas aptidões enquanto curandeira sejam reconhecidas por todo o reino, no seguimento da morte de Constantino surgem acusações de feitiçaria e bruxaria.
Um dos poucos aliados de Isolda é Tristão, um prisioneiro com um passado solitário e conturbado. Nem saxão, nem bretão, Tristão não é atingido pelos esquemas políticos, rumores e acusações que rodeiam a bela rainha. Juntos escapam e enquanto o seu companheirismo muda de amizade ara amor, têm de encontrar uma maneira de provar o que sabem ser a verdade - que as manobras de Marche ameaçam não só as suas vidas mas a soberania do reino britânico.


Opinião 
 Existem lendas que perduram para alem das vidas e do tempo, que se alteram pelos valores e ideias que a época presente lhe adiciona. Mas há coisas como os ideais que não mudam para assim puderem continuar a ensinar e encantar todas as gerações vindouras. A lenda de Artur, com tudo o que ela representa, é assim. Alterável mas intemporal. E por mais adaptações que lhe sejam feitas, perdurará no imaginário de muitos por vários séculos.
A adaptação de Anna Elliott passa-se após a queda de Artur em Camlaan, numa época em que a Bretanha está dividida. Os seus protagonistas têm uma lenda só deles, que inspirou autores por todo o Mundo a escrever sobre o amor nascido do ódio. Tristão e Isolda. A autora une as duas lendas e torna Isolda a descendente de Morgana e Artur, e assim, conta-nos uma nova história repleta de espadas e magia.
Primeiro tenho de fazer o reparo que este livro é originalmente o primeiro de uma trilogia, sendo que os restantes volumes ainda não foram publicados em Portugal e, por isso, vou tratá-lo assim e não como um standalone, o que iria afectar a minha opinião deste livro.
A união das duas histórias foi uma das razões porque queria ler este livro mas acabou por me confundir um bocado talvez porque não conseguia enquadrar estas personagens no imaginário arturiano ou não conseguia associar as ligações pessoais umas às outras e talvez porque me fez muita confusão ser o Modred o pai de Isolda e não o Lancelot. Mas no fundo a ideia é boa e acaba por sair dos cânones habituais, trazendo-nos uma novidade num tema já tão debatido.
Uma das coisas que eu gostei é a autora situar na época histórica e no tema da cavalaria, dando-nos um livro que representa aquilo em que acabou por se tornar a história da Bretanha aos nossos olhos e em que houve um certo respeito pela pouca parte histórica que sabemos ser possivelmente real na altura de Camelot. Por falar na parte histórica, a escritora comete um erro na parte final em que refere que se sabe quem era o Rei Artur. Para aqueles que leram o livro, essa é uma das hipóteses e o livro referido é uma das obras de referência para o estudo do Ciclo Arturiano mas é datado de vários séculos depois e foi escrito com uma intenção especial por isso, tenham em conta que não se sabe quem era Artur e que existem dezenas de hipóteses ainda por comprovar.
Como volume inicial este é o livro onde tudo começa mas o seu desenvolvimento não tem um ritmo certo, ora sendo muito apressado, ora sendo muito lento, e se estão a contar com uma história de amor esqueçam porque neste volume não se passa nada quanto a isso. Sinceramente acabei por me sentir confusa porque a situação da protagonista é deveras estranha e eu não estava a conseguir conciliar as coisas. Acho que a escritora devia ter sido mais detalhada e explicativa porque acaba por se passar muita coisa que não se chega a perceber.
Quanto às personagens estão bem construídas, representativas da época em que vivem mas houve algumas surpresas que pareceram um bocado irreais que foi o caso do Merlin e da Hedda. Já as restantes foram plausíveis e gostava e ter visto um pouco mais de todas elas.
Estava a espera de outra coisa deste livro e sinto que se o resto da trilogia não for editado que li este livro para nada mas pode ser que para aí apareçam. Se vão ler o resto em inglês ou gostam muito de ambas as lendas, leiam que não perdem nada e acabam por conhecer outra vertente das duas histórias.



4*

Picture Puzzle #1



Acabei de conhecer esta rubrica e acho que vai ser uma boa novidade para implantar aqui no Chaise Longue é até porque é bastante divertido!
Esta rubrica iniciou-se por iniciativa da jen7waters do Cuidado com o Dálmata e tive conhecimento dela no Bookeater/Booklover e não lhe consegui resistir por isso vamos passar a ter também rubrica à Quarta-feira.
Agora, como é que isto funciona:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Aqui ficam os primeiros puzzles:

Ambos os livros podem representar os títulos também em inglês

Puzzle #1

Pistas -




































Puzzle #2

Pistas-





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (17)

Regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
  • Partilhar duas frases dessa página. Não incluir spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro


"Pelo Samhain, dissera Merlin. E mesmo nessa altura poderia ser demasiado tarde."
p. 122, O Crepúsculo de Avalon, Anna Elliott

 
Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Opinião - Duna

Título Original: Dune (#1 Dune Chronicles)
Autor: Frank Herbert
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 574


Sinopse
 O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará. O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad'Dib. Mas Paul é muito mais do que o herdeiro da Casa Atreides. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num
messias, libertando o imenso poder que Duna abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império...


Opinião 
 Chamam-lhe o Senhor dos Anéis da ficção científica e é considerado um dos maiores clássicos desta área. Foi considerado a grande obra do seu autor, Frank Herbert. Através de uma história ímpar em que todos os assuntos são abordados como a política, a religião ou a ecologia, torna-se um livro brutal em que nada é deixado ao acaso e cada pormenor foi estudado e inserido de forma a várias gerações se puderem identificar com ele. Forte, aguerrido e viciante são alguns dos adjectivos que se podem dar a um dos grandes livros do século XX.
Primeiro que tudo devo avisar-vos que não sou fã de Ficção – Científica visto que nunca me identifiquei com o género, muito possivelmente por causa do Star Wars, já que nunca consegui gostar dos filmes ou de qualquer coisa que tivesse a ver com eles. Por isso, considero que tive um grande acto de coragem ao pegar neste livro. Devido ao Clube de Leitura Bertrand – Fantástico em que vou participar fui “coagida” a comprar Duna, uma vez que é a primeira obra que irá ser tratada e, num espírito de aventura, decidi comprá-lo e experimentar algo totalmente diferente do que estou habituada a ler.
Dizer que não estava a espera de nada do que é este livro é uma realidade, já que apesar das excelentes críticas, eu não tinha qualquer expectativa ou noção do que esta leitura seria. Considero-a o meu “encontro às cegas”. Mas daqueles que acaba da melhor maneira. A primeira coisa porque me apaixonei foi pelo apêndice. Coisa parva, não é? Mas é que é tão brilhante e detalhado que não pude deixar de me sentir fascinada com ele. Deste para a história em si, foi um passo. Não estava preparada para a grandiosidade, para a brutalidade ou beleza crua que Duna é. Ao longo das páginas senti-me cativada e fascinada de uma forma tão intensa que só conseguia pensar “Há quanto tempo não leio algo assim?”.
Cada pormenor em termos políticos ou religiosos, a questão da ecologia e da sobrevivência, foram explorados até ao seu âmbito, mostrando-nos neste livro o que acontece quando se chega à obssessão e ao fanatismo pelo poder, pela riqueza, pelo controlo total do universo. Através dos meandros mais obscuros, de profecias e manipulações, algo é tão gigantescamente criado que até aqueles que o previram não o podem controlar. Observar como quer seja no passado, quer seja no futuro longínquo, os homens são aprisionados pelo sistema ou pelos seus ideais, chegando ao ponto de se tornarem peões nas mãos de um único indivíduo, é algo que aqui é conseguido brilhantemente. Ver um sistema feudal funcionar de uma forma tão bem conseguida em territórios e ambientes diferentes é algo que me faz querer deslindar cada pormenor das leis, das corporações, das Grandes Casas. E é algo que Herbert nos cede de uma forma tão soberba que não há leitor que não se encante pela maneira com que o escritor constrói o seu mundo de uma ponta à outra, sem deixar escapar nada.
A viver num mundo tão brutal como corrupto, temos personagens surpreendentes. Fortes e manipuladoras, cada uma vai até ao fundo da essência do ser humano. Em cada uma pudemos ver o que de pior e melhor, o Homem pode fazer pelas suas causas. E depois temos Muad’Dib, concentrando em si todos os desejos e ambições, todas as profecias e construindo uma imagem que perdurará em lendas, que é não um mas vários homens num só, aquele que pode destruir ou construir com uma palavra. O tipo de homem que cria seguidores fanáticos.
Através de um entrelaçamento perfeito, temos aqui todo um novo sistema, um novo governo, um novo “petróleo”. Viajar pelas páginas deste livro é reconhecer o Mundo onde vivemos e aquele que ele será. Sinto que não disse tudo o que este livro me transmitiu mas espero que pelo menos vos leve a querer lê-lo porque não o ler, é perder toda uma forma de ver um mundo.



7*

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Opinião - Um Cappuccino Vermelho

Título Original: Um Cappuccino Vermelho
Autor: Joel G. Gomes
Editora: Edições de Autor
Nº de Páginas: 260

Sinopse
 As pessoas que conhecem Ricardo Neves dividem-se em dois grupos: os que o conhecem como autor de policiais e os que o conhecem como assassino profissional.
Ricardo sempre cuidou para que estas duas facetas da sua vida não misturassem. Tudo se complica quando recebe uma lista de alvos demasiado próximos do seu mundo de escritor. A colisão torna-se inevitável e Ricardo não tem como a impedir.

:::::::::::::::::

João Martins é um escritor com prazos para cumprir e sem ideias para desenvolver. Até que tem a ideia de escrever sobre um escritor que é também assassino profissional.
A surpresa acontece quando pessoas à sua volta começam a morrer tal e qual ele descreve no seu livro. A dúvida surge de imediato: estarão as mortes a acontecer porque ele as escreve ou será ele um mero narrador de eventos predestinados a acontecer?


Opinião
Dois homens, a mesma profissão, um prazo para cumprir mas nada é como parece. Um deles é um assassino profissional que adora café, principalmente cappuccino. E sem saberem um dia a vida deles irá cruzar-se nas páginas de um livro.
Primeiro livro do autor, este é um livro simples com uma escrita directa que sem subterfúgios entrelaça várias pessoas e demonstra que o destino pode unir duas pessoas sem que estes alguma vez se cruzem e que sem sabermos pudemos estar a influenciar uma outra vida e alterá-la.
Temos aqui um enredo simples e interessante que bem desenvolvido podia tornar-se um daqueles policiais que apesar de ter uma história banal cativa os leitores e lhes permite passar umas boas horas. Tendo sido uma leitura rápida, não foi contudo uma leitura que me entusiasmasse. Talvez a culpa seja do facto de eu gostar de leituras cheias de pormenores e teorias, descrições e detalhes e não de factos directos, “preto no branco”. Não sei. Só sei que não foi o que eu estava a espera.
Com um início prometedor, rapidamente se tornou óbvio que me faltava ali qualquer coisa. A cada página este foi um sentimento que se foi intensificando, devido a vários factores, a começar pelas personagens. Acabei o livro sem as conhecer, sem perceber o que as motivava, o que as tinha levado até ali, quem eram afinal. Esta falta de personificação fez com que eu não gostasse de nenhuma delas, o que me fez sentir pena porque senti que o Ricardo teria sido uma personagem muito interessante de perceber e o seu mentor, de conhecer. A falta de emoção nelas fez com que também eu não sentisse nada ao longo da leitura, o que para mim é muito mau sinal.
Depois foi a falta de descrições, o não me sentir situada em lado nenhum. Apesar de ter diálogos directos, faltou o resto para ser compreensível, para mais uma vez nos puxar e identificar com algo ou alguém. Acaba por ser momentos sobre momentos a que eu tinha dificuldades de me ligar. Mesmo assim confesso que até aparecer o segundo protagonista, o João, eu ainda estava com esperanças que pelo menos o desenvolvimento decorresse de uma forma natural e estava a ler de uma forma rápida porque queria saber o que se passava. Após o primeiro capítulo do João, o entusiasmo que eu tivesse passou. A história acaba por se tornar repetitiva, o que me cansou, e torna-se confusa até ao ponto de eu já não saber que se o tempo decorria antes ou depois dos capítulos do Ricardo. Quando essa situação ficou mais visível, acabou por ser as cenas finais que me confundiram mais uma vez. Não existindo um elo de ligação, torna-se um final precipitado e confuso em que mais uma vez eu não consegui perceber quer o porquê como o como ou o quê.
Mais uma vez não sei se foi uma falha minha mas cheguei ao final sem perceber nada ou sentir nada. Não me cativou ou prendeu. Ao ser tão directo acaba por se tornar algo rápido e indolor. Acho que não perdia em ter mais páginas, mais história, mais explicações. O que me chateou é que é uma ideia interessante que podia ter dado “pano para mangas” e, infelizmente, não deu.
Uma leitura que prometia mas em que acabou por faltar quase tudo. Fica a ideia.

1*

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Kreativ Blogger






A Clarinda do Ler é Viver enviou-me esta tag! Muito Obrigada!
E a tag vem com um pequeno questionário, ai, ai!

Nome da minha música favorita:
Eish, uma?? Se tem mesmo que ser... Oh La La de David Halliday 

Nome da minha sobremesa favorita:
Esta é tão óbvia... Mousse de Chocolate e Cheesecake
O que me tira do sério:
Pessoas que se acham mais inteligentes que os outros e  que têm sempre razão! Arghh

Quando estou chateada:
Isolo-me. Enfio-me no quarto com os livros e nem o telemóvel atendo 

Qual o meu animal de estimação favorito:
Alergias, por isso, nem pensar! Mas se pudesse tinha um gato

Preto ou Branco:
Preto, sempre.

Maior medo:
Não ser compreendida

Atitude quotidiana:
Depende dos dias...

O que é perfeito?
Os meus livros, na minha estante *.*

Sete factos aleatórios sobre mim:
O primeiro livro que li foi o O Conde de Monte Cristo aos 8 anos.
Tenho uma paciência de santa senão abusarem.
Amo tanto a História como os livros.
Fui baptizada no dia em que se comemorou o Dia da Mulher pela primeira vez em Portugal.
Sou canhota.
Adoro Lisboa.
Tenho um orgulho descomunal na mãezinha.

10 Blogues aos quais vou enviar esta tag


Regras da Tag:
- Dizer quem enviou
- Responder à tag
- Enviar o selinho a dez blogues



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Teaser Tuesday (16)

Regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página à sorte
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"Vagueamos sem saber que homens ou que lugares são estes, trazidos para aqui pelo vento e pelas ondas alterosas. Diante dos teus altares hão-de ser sacrificadas muitas vítimas por nossa mão."
p.26, Eneida, Vergílio 

Rubrica original do blog Should Be Reading

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Opinião - Acácia, Presságios de Inverno

Título Original: Acacia: The War with the Mein (#1.2 Trilogia Acácia)
Autor: David Anthony Durham
Editora: Saída de Emergência
Nº de Páginas: 368


Sinopse
 Um rei assassinado pelo seu mais antigo inimigo.
Um império dominado por um povo austero e intolerante.
Quatro príncipes exilados determinados a cumprir um destino.
Recuperar o trono de Acácia poderá ter consequências devastadoras.

Há muito que o Reino de Acácia deixou de ser governado em paz a partir de uma ilha Idílica por um rei pacificador e pela dinastia Akaran. O cruel assassinato do rei trouxe muitas mudanças e grande sofrimento. Com a conquista do Trono do Mundo Conhecido por parte de Hanish Mein, os filhos de Leodan Akaran são forçados a refugiarem-se em zonas longínquas que desconhecem. Sem tempo para fazer o luto pelo seu pai, os jovens príncipes são separados e jogados à sua sorte num mundo cada vez mais hostil. E é entre piratas, deuses lendários, povos guerreiros e espíritos de feiticeiros que encontram a sua força e a sua verdadeira essência. Entretanto, Hanish continua empenhado na sua missão de libertar os seus antepassados e finalmente entregar-lhes a paz depois da morte. Mas para isso, os Tunishnevre precisam de derramar o sangue dos príncipes herdeiros…
Conseguirá Hanish capturar os filhos do falecido rei Akaran? Voltarão a cruzar-se os caminhos dos quatro irmãos? Estará o coração de Corinn corrompido e rendido à paixão por Hanish ou dormirá com o inimigo apenas para planear a reconquista do Trono de Acácia? E se, de olhos postos na vitória, os herdeiros de Akaran voltarem a sofrer o mais duro dos golpes?


Opinião 
 A segunda parte do primeiro volume da Trilogia de Acácia, traz-nos as mudanças e as resoluções que todo o Mundo Conhecido está prestes a sofrer e, mais uma vez, o controlo do Trono está entre Hanish Mein e os herdeiros de Leodan Akaran. Com destinos afastados mas entrançados os quatro príncipes têm uma guerra para vencer, em que vão ter de escolher entre o passado e um novo futuro, entre lutarem por si próprios ou convocarem os antepassados e em que nada pode correr como estão a espera. Numa aventura inigualável por um novo mundo, Durham dá-nos a sua visão tão elogiada no mundo da Fantasia.
Mais uma vez, vou ter de referir a pena que tenho que este livro tenha sido dividido em duas partes. Apesar de achar que a divisão foi bem feita, uma vez que cada parte conta uma história diferente, acho que este livro teria tido uma maior aceitação entre os leitores se tal divisão não tivesse acontecido. Por outro lado, tenho de elogiar as capas desta série. São lindas! E são umas lombadas que ficam tão bem na estante!
Quanto ao livro em si, não estava a espera de nada de surpreendente e de uma segunda parte calma, em que não houvesse grandes mudanças… como eu estava enganada! O autor começa calmamente para a partir do meio do livro nos encher de grandes momentos, surpresas inesperadas e um final auspicioso surpreendente, prometendo dois próximos volumes enigmáticos. Para quem pensava, como eu, que sabia como esta trilogia ia terminar, este livro desengana-nos por completo.
Infelizmente, achei que a acção foi demasiado rápida, não sei se é por estar habituada à lentidão do Martin, mas pareceu-me que foi tudo pouco explícito e que vários momentos e situações teriam sido muito melhores aproveitadas se mais explicadas ou se tivessem sido mais demoradas. Em contrapartida, temos mudanças de alto risco na história, mortes que me surpreenderam muito, principalmente a de uma personagem que eu considerava indispensável para esta história mas enfim, o autor lá terá as suas razões.
Mesmo assim, fiquei estupefacta com o rumo que o livro levou, e apesar de achar que devia ter sido melhor explorado e feito com mais calma e pormenor, este segunda parte consegue agarrar o leitor a meio do livro com momentos brilhantes de escrita.
Outra coisa que tem-se de elogiar é as suas personagens. A variedade de personalidades que encontrámos, principalmente nos príncipes Akaran é soberba, e o escritor soube aproveitar as características da meninice, as reviravoltas do passado e a forma como cada um foi criado para criar quatro personalidades distintas, fortes entre si, e que acabam por se tornar os pontos altos deste livro. De salientar, Corinn, a minha personagem preferida, que neste livro demonstra muito mais do que seria de esperar da princesa fútil. Também, Maender e Hanish, são duas personagens de peso, diferentes entre si, que proporcionaram momentos de grande relevo.
Mantêm-se as características na escrita e a qualidade soberba deste Mundo Conhecido. Durham apresenta-nos novas sociedades e povos e uma mensagem acerca da pluralidade de povos que devia ser ouvida actualmente e que nos põe a pensar.
Foi um livro que me surpreendeu mas ao mesmo tempo queria muito mais dele, vamos ver o que o próximo volume nos traz. Recomendo-o a qualquer pessoa que goste de Fantasia e não seja elitista porque muito possivelmente não sabem o que estão a perder.



6*

Clube de Leitura Bertrand: FANTÁSTICO



No próximo dia 2 de Março, na BERTRAND do Chiado, as 19h inicia-se o primeiro encontro do Clube de Leitura Fantástico.
Orientado por Rogério Ribeiro e contando com Luís Filipe Silva como convidado, a primeira leitura a ser discutida será Duna de Frank Herbert.

Uma oportunidade para ler um livro que não estava na minha wishlist e de conviver com pessoas com os mesmos gostos literários. Eu vou lá estar e vocês?





domingo, 12 de fevereiro de 2012

Opinião - O Autenticador

Título Original: The Authenticator
Autor: William M. Valtos
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 352


Sinopse
 Seguindo uma denúncia anónima, Theo Nikonos, investigador de Experiências de Quase-Morte, descobre uma mulher aprisionada nas caves de uma luxuosa clínica. Apesar de estar sob o efeito de drogas, ela revela factos verdadeiramente inacreditáveis sobre as suas Experiências de Quase-Morte e implora para que ele a ajude. Fascinado pela beleza daquela mulher desprotegida, Theo sente-se compelido a levá-la consigo. Mas o seu interesse não termina aqui: o que ela lhe revelou pode revolucionar o conceito das Experiências de Quase-Morte. Talvez por isso há quem esteja disposto a tudo para a ter em seu poder... nem que para isso Theo tenha que ser eliminado. À medida que junta as peças do complicado puzzle, Theo vai compreender que há respostas que estão para lá do mundo dos vivos.

Opinião 
 Com uma premissa interessante, O Autenticador é um thriller psicológico que “joga” com situações inesperadas e provoca a surpresa no seu público, através de personagens inquietantes e de experiências inacreditáveis para a maioria das pessoas.
Tendo como tema principal as Experiências de Quase Morte, é a partir destas que toda a sua história se irá desenvolver, respondendo a questões que muitos pensam já estarem respondidas, dando novas respostas e pondo em perigo aqueles que entram em contacto com este tipo de experiência.
Primeiro livro do autor a ser editado por cá, já há algum tempo que se encontrava na minha estante à espera de ser lido (entenda-se à anos) e de cada vez que lhe pegava existia sempre outro livro para ler e acabava sempre por me ficar pelas primeiras páginas e o livro ficava esquecido no fundo da pilha de livros por ler. Até que finalmente eu me convenci que tinha mesmo de ler o livro!
É claro que o facto de eu já o ter tentado ler não sei quantas vezes, devia ter sido um sinal para deixar esta leitura em paz…mas já lá vamos. O livro inicia-se com o protagonista a conhecer uma mulher que morreu e regressou com uma missão impossível que os vai colocar aos dois em perigo e os fará descobrir que há coisas em que não se mexem. Seca, seca, seca. Ao fim de uma semana, quando penso nesta leitura, ainda é a única coisa em que consigo pensar. Tudo é uma seca neste livro.
Comecemos pelo protagonista. Aborrecido de morte, demasiado intelectual e totó para mim, dá sono de cada vez que se lê uma fala sua. Já a sua companheira que voltou da morte é outra. Enjoada, totó e muito armada. São dois desgraçadinhos que sofreram muito e supostamente toda a gente quer matá-los. O que é engraçado porque não houver nenhuma situação realmente de perigo. Só situações em que eu pensava “mas será que eles não saíem daqui?!”. E depois têm um final que não convence ninguém! Como é que alguém em cinco minutos se apaixona por uma pessoa?? O senhor percebe muito de psicologia, pelos sermões que nos dá durante a leitura mas de emoções humanas percebe muito pouco.
Depois temos a acção em si que de acção se percebe muito pouco, com vilões estranhos com razões muito mais estranhas para os querer mortos. E quando aparece o verdadeiro vilão da história, bem ele não é daquilo que se está a espera. Ainda estou para perceber como é que eles demoraram tanto a chegar a uma conclusão a que eu cheguei nas primeiras páginas. Acaba por ser uma história estranha com acontecimentos bizarros de pouca explicação e que acabam por não fazer sentido ou a serem demasiado óbvios. Ou seja, este livro tem muito “paleio” mas pouca acção.
Não consigo apontar um único ponto positivo a este livro, o que me faz chegar a conclusão que é melhor evitar este escritor. Porque eu até gosto deste género de livros mas não neste estilo insonso e muito menos com Theo Nikonos como protagonista.
Basicamente, aqui está um livro que não tem nada a ver comigo e que não me conseguiu fazer gostar da sua leitura nem uma vez.



1*

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Booking Through Thursday - Somente Cinco

Se tivesses de escolher somente cinco livros para ler para sempre, quais seriam e porquê?

Que horror de pergunta! Tenho mesmo de escolher??

Na Corda Bamba - O primeiro livro que li de Joanne Harris e que provocou a minha primeira paixão por um anti-herói. Um livro maravilhoso que marcou uma época da minha vida.


A Filha do Sangue - e restante trilogia das Jóias Negras. O meu livro preferido de sempre que não necessita de apresentações.


Harry Potter - os sete. Não foram o início mas foram uma viragem na minha vida de leitora.


O Conde de Monte Cristo - O livro que me fez gostar de livros.


Ilíada - Uma descoberta tardia que me marcou.


 

Opinião - O Diabo dos Anjos

Título Original: Entre o Bem e o Mal
Autor: Liliana C. Lavado
Nº de Páginas: 351

Sinopse
 Numa viagem a Itália que tem tudo para ser perfeita, um Livro transforma-se num desastre que trás anjos à Terra, um gato com estranho senso de humor, novas dores de cabeça para Henrique, mais loucura a Amanda e uma missão celestial que é apenas o
início dos problemas para os dois.
Henrique e Amanda nada têm em comum... excepto 17 anos das suas vidas selados com uma promessa de aventura..
Depois de oito anos de silêncio o acaso volta a juntar-lhes o caminho.
Henrique olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e Amanda esvanece-se no tumultuo de um grupo de amigos problemático.
É hora de viver a aventura e ambos encontram um no outro o pretexto que procuram para adiar decisões e contornar o futuro mas em troca recebem tudo o que não pediram e apredem que o futuro é inevitável.

Opinião
  Todos vocês já devem ter ouvido falar do projecto Leitores Beta que a Liliana Lavado criou. Para quem não ouviu, passo a explicar. Um número de leitores, escolhidos pela Liliana, tiveram acesso a uma cópia daquele que será o seu trabalho mais recente, para puderem opinar sobre ele e dar umas ideias à nossa escritora. Para fazerem parte desse grupo, bastava inscreverem-se, como eu expliquei aqui.

  Ora como curiosa que sou, inscrevi-me e tive a sorte de fazer parte deste grupo. Nunca tinha lido nada da Liliana e estava prestes a ir opinar um livro sobre um género que me tem dado muitos dissabores: o YA fantástico. Mesmo assim lá fui eu à aventura, e sem saber no que me estava a meter, já que nem a sinopse li, só vi o título e a capa, comecei a ler este livro. Durou uma tarde. E antes que perguntem, li o livro todo.

  Confesso que fui de pé atrás, não sabia o que esperar e tinha um grande medo que fosse uma leitura que não me agradasse de todo mas foram dúvidas infundadas. Foi uma leitura compulsiva que me levou apenas uma tarde, em que mal levantei os olhos para outras coisas, e que me fez descobrir algo que não estava a espera. A escrita da Liliana.

 Ela apresenta-nos uma escrita dinâmica, dada a grandes surpresas, irónica e fértil em imaginação que nos provoca momentos de grande divertimento e puxa uma lagrimazita ou outra em determinados momentos. Só por isto, já valeu a pena ler este livro.

  Outro factor positivo, é as suas personagens. Fortes ou fracas, sérios ou ridículos, obsessivos ou doces. Têm de tudo um pouco para agradar a todos. Temos um grupo coeso e diverso que nos proporciona uns bons momentos. Depois, temos Amanda. Esta é a minha personagem de eleição, louca, perdida, com segredos e indecisões, fora outra pessoa noutra “vida” e é capaz de nos fazer perder a cabeça por ela em poucas linhas. A única coisa que me fez “bater com a cabeça” nas paredes é a quantidade de gente que está apaixonada pela mesma pessoa, havendo uma série de trocas confusas. Quanto a mim, achei demasiada informação romântica para o meu gosto.

 O tema escolhido também nos é apresentado de uma forma diferente daquela que é costume, acabando por nos atrair e fazer querer saber mais sobre a sua história. Para mim foi uma lufada de ar fresco no género mas dispensava certos pormenores e acho que devia ter sido mais organizada e menos morosa.

  Outro dos efeitos deste livro, é o efeito bomba. Começa calmamente e depois é uma bomba atrás da outra, quase até nos dar um ataque cardíaco. É bom este sentimento de surpresa que a escritora nos consegue dar de uma forma fantástica mas devia ter sido mais condensado de forma a não nos tentar matar no final.

  Resumindo, uma data de pormenores e bombas dispensáveis mas uma história capaz de agarrar um leitor com um teor fantástico diferente ao que estão habituados, cheia de mensagens sobre a amizade, o amor, a vida e as mudanças.

  No fim do livro, estava satisfeita com uma leitura agradável que me proporcionou umas boas horas de divertimento e fiquei a descobrir uma escritora no panorama nacional que não me importo nada de seguir e que tem todos os ingredientes para crescer ainda mais.

4*

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Liebster Blog


O Chaise Longue acabou de receber este selinho da Landslide do Tantos Livros Tão Pouco Tempo e da Rita do A Magia dos Livros! Muito Obrigada *.*
Este é o primeiro selinho aqui do blogue, portanto, como devem imaginar estou super contente! Mas a entrega deste selinho tem regras e fico muito orgulhosa de o entregar a estes cinco blogues:


O Labirinto dos Livros
Cantos Quebrados
Millenium of the Bookworm
Silk and Magic
Fantasia E Os Outros


Regras:
1. Link de volta com o blogueiro que lhe deu;
2. Cole o selinho em seu blog;
3. Escolha 5 blogs para repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores;
4. Deixar comentário avisando que estão recebendo o selinho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Opinião - O Regresso do Assassino

Título Original: Golden Fool (#1 Tawny Man)
Autor: Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência
Nr de Páginas: 565


Sinopse
 Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.

Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!


Opinião 
 A Saga do Assassino foi uma surpresa inesperada que encontrei na minha estante. Com personagens únicas e uma história maravilhosa, cheia de dor e sacrifício, foi uma saga que me deu umas boas horas de leitura durante 2011 e que me deu a conhecer um dos meus protagonistas preferidos de sempre. E, uma vez que a escritora decidiu conceder-nos mais algum tempo com Fitz e companhia, parece que também este ano vou puder acompanhar as suas aventuras.
Esta trilogia acompanha algumas das personagens já nossas conhecidas, quinze anos depois dos últimos acontecimentos de A Demanda do Visionário, em que novos desafios espreitam em Torre de Cervo e, mais uma vez, a linhagem Visionário irá necessitar do seu Bastardo para a salvar. Através de momentos emocionantes e pela escrita maravilhosa de Robin, este foi um regresso esperado que me permitiu retornar a uma saga que esperemos, tenha a excelência da primeira, ou mais ainda.
Como vocês sabem, ao longo do ano que passou, a saga anterior proporcionou-me algumas das melhores leituras do ano, e era com muito apreço e saudade que eu desejava regressar a sua leitura com esta saga. Claro que, como não podia deixar de ser, Hobb não me desiludiu, e presenteia-nos com um primeiro volume magnífico, de reconhecimento e lembrança, aprendizagem e aventura, em que tudo o que sabíamos nos permite saborear alguns dos momentos mais pessoais mas também nos surpreende com algumas inovações, através de uma escrita menos introspectiva e mais emocionante.
Esta foi a diferença mais primordial que notei, o maior ritmo de acção deste livro em relação aos outros, que nos dá momentos cheios de uma série de sensações a que a escritora já nos habitou. Apesar de ser o primeiro de uma trilogia, neste livro temos momentos fortes capazes de nos revoltar e surpreender, e depois de uns primeiros capítulos em que ficámos a saber pormenores dos quinze anos que passaram, capítulos ao estilo de Robin, calmos, passámos a capítulos de reconhecimento e retorno em que as emoções fortes primam e deixam todos aqueles que acompanharam a adolescência de Fitz, estarrecidos. Mesmo assim, é a acção dos capítulos seguintes que nos fica marcados pois muitos acontecimentos inesperados e de forte comoção esperam-nos.
Reviver algumas das personagens que me fizeram adorar esta série foi fantástico, até porque elas conseguem surpreender-me e demonstrar que afinal ainda tenho muito para descobrir sobre elas. O amadurecimento de Fitz, por exemplo, consegue transmitir-nos todas as suas experiências passadas e as lições que aprendeu, deixando-nos observar as mudanças subtis conseguidas pela idade. A forma como Robin nos dá este novo Fitz, foi uma das coisas que mais me permitiu gostar deste livro.
Quanto às novas personagens, estou agradada e curiosa, espero ver muito mais e acho que nos esperam muitas surpresas nos próximos volumes. Existem pelo menos duas delas que eu sei, ainda têm muito para me mostrar e nos deixar surpreendidos.
Robin conseguiu transmitir neste livro mais acção, novas questões, renovando toda uma saga em torno de uma questão que muito tem intrigado os fãs de Fitz, e criando todo um novo quadro político. Aproveitando a ausência e os segredos mais obscuros, todos os pormenores que ficaram por explicar na saga anterior, a escritora proporcionou-me momentos de tensão que me fizeram relembrar o porque de eu me ter encantado pela história antiga e o porquê de eu querer tanto conhecer o agora.
Este O Regresso do Assassino promete ser um regresso magnífico que pode muito bem superar as expectativas e deliciar ainda mais os leitores dos Seis Ducados.


7*

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Opinião - Os Reinos do Caos

Título Original: A Dance with Dragons (2ª parte)
Autor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 608


Sinopse
O inverno aproxima-se de um mundo mergulhado no caos. No norte dos Sete Reinos está iminente uma batalha decisiva pelo que resta do antigo domínio dos Stark. Ainda mais a norte, Jon Snow luta por encontrar um equilíbrio entre as tradições da Patrulha da Noite e o que o seu instinto lhe diz ser o caminho correto a seguir. A sul, velhas alianças esperam o tempo certo para serem reveladas, enquanto os homens de ferro assolam os mares e as costas dos domínios Tyrell. Do outro lado do mar estreito, tudo converge para a Baía dos Escravos, onde Daenerys Targaryen tarda em ganhar a paz na inquieta cidade de Meereen. E os dragões? Qual será o seu papel no meio de tudo isto? Muitos estão certos de que a tão temida reconquista de Westeros está prestes a começar.

Opinião
 Regressar a Westeros é sempre uma aventura recheada de todo o tipo de emoções. Principalmente quando esta é a segunda parte de um livro tão aguardado como foi o A Dance with Dragons e quando sabemos que estamos a aproximar-nos do fim daquela que é a maior obra da Fantasia depois de O Senhor dos Anéis.
Apesar de estarmos a dois livros do fim, nostalgia é algo que Martin ainda não está para nos conceder e, num livro em que muitas personagens ficaram de parte e outras tiveram maior destaque, a dúvida instala-se. Estará o escritor preparado para terminar A Song of Ice and Fire nos dois livros previstos? Ou será que vamos ter um final imprevisível?
Depois de ler este livro, estas e outras dúvidas surgiram, afinal por esta altura, enquanto leitora desta série já esperava ver algumas questões respondidas, o que não foi o caso. Parece que quanto mais se aproxima o grand finale mais surpresas nos estão reservadas, o que, espero eu, signifique que vamos ter grandes surpresas e revelações.
Quanto a este Os Reinos do Caos, foi bom regressar a algumas das personagens de que gosto muito e ver novos desenvolvimentos de algumas personagens mais secundárias. Algumas informações foram deslindadas apenas para nos trazer mais perguntas, mas isso já é habitual em Martin, dá a sensação que ele gosta de nos ver sofrer até as últimas. Infelizmente, eu preferia era começar a ver a luz ao fundo do túnel mas não foi desta. Mais uma vez, tudo acontece e nos ficámos a saber o mesmo. Ou melhor, a ansiedade só aumentou com este livro, em que houve POV’s que me deixaram deveras preocupada. Que fui apanhada de surpresa em vários deles não há dúvidas mas a confusão está instalada por todo o lado e tudo encontra-se, mais uma vez, incerto.
POV’s houve em que quase podia ter tido uma apoplexia, outros que me apanharam de surpresa e outros que me deixaram numa autêntica pilha de nervos. Houve aqueles que gostei e um em especial em que me já sentia fartinha de estar sempre a levar com o mesmo, acho que quem já leu sabe do que estou a falar. Dois finais deixaram-me apreensiva, uma vez que são duas das minhas personagens preferidas, sendo que um deles foi um dos melhores POV’s deste livro de tão brutal e inesperado que foi. Há uns que continuo sem perceber que utilidade terão no fim disto tudo, outros chegaram para não ter utilidade nenhuma. Foi algo que me irritou porque por esta altura, queremos é soluções e respostas e não um monte de inutilidades para preencher páginas.
Neste livro ainda se sente que há muita pólvora para queimar, que está a começar a preparar-se a grande batalha pelo Trono de Ferro mas nada está definido e ainda nada chegou a uma conclusão. Tudo está em aberto, o que para aqueles que esperaram anos por este livro, deve ter sido um balde de água fria tremendo. Eu que só estive uns meses a espera deste livro, uma vez que terminei Mar de Ferro a um ano, fiquei tão apreensiva por saber que ainda falta tudo por se descobrir, que só posso imaginar o que os seguidores de anos sentiram quando o terminaram.
É claro que mesmo com tanta coisa que devia ter acontecido e não aconteceu, este livro tem a qualidade Martin por todos os lados e consegue colocar alguns livros de parte por todas as sensações que provoca. O facto de ter sabido (pouco) de algumas personagens que me são queridas contribuiu para este livro me ter agradado por um lado, e me ter deixado parva por outro.
Aquilo que me preocupa é quanto tempo demorará para que Winds of Winter chegue e quantas páginas terá… Porque, ou muito me engano, ou vem aí mais um calhamaço…



6*