sexta-feira, 30 de março de 2012

From Pages to a Movie *The Hunger Games*


Ontem a mãezinha decidiu (finalmente) fazer-me a vontade e foi comigo ver o desgraçado do filme depois de lhe ter dado cabo da cabeça primeiro com os livros e depois com a sua estreia. Acompanhadas da tiazinha mais nova lá fomos as três malucas à sessão da meia noite e meia (não, não estou a gozar!) do Vasco da Gama.
Numa sala praticamente vazia foi com ansiedade que assisti ao início do filme e que me deixei levar pelas cenas que o grande ecrã me oferecia num silêncio tão bem-vindo. Pude comprovar que as opiniões que li correspondem à realidade e que este é um dos filmes mais fiéis ao livro a que já assisti. Não sou uma aficionada do cinema como dos livros mas como fã destes é sempre um prazer ver uma adaptação bem feita e à qual não se deseja alterar nada. As prestações dos actores convenceram-me e adorei o trabalho de Jennifer Lawrence, está de parabéns!
Quanto aos efeitos especiais e coisas mais técnicas, é algo do qual eu não percebo mas gostava que não tivesse aquele efeito rápido que acontece na Cornucópia. De resto, saí as 3 e tal da manhã muito satisfeita da sala de cinema. Emocionei-me, arrepiei-me, senti todas as emoções que o livro me havia proporcionado, por isso, foi uma daquelas idas ao cinema que me deixam com um sorriso nos lábios.
As acompanhantes que não leram os livros gostaram e a mãe ficou com uma ideia bem clara da história, tendo estado a debater o filme comigo durante o almoço de forma entusiasmada. A tia mais nova, que é um suplício para ler, gostou tanto que pediu o Em Chamas emprestado e começou logo a ler! Quando saiu daqui à meia hora já ia no terceiro capítulo. Estou estupefacta!
Resultado: uma noite em família bem passada, uma leitora satisfeita e uma nova fã ;)

Opinião do livro aqui

TAG - 11 Perguntas parte II, III e IV

Bem mais três blogers desafiaram-me a responder a 11 perguntas e cá estou para lhes fazer a vontade =)
Muito Obrigada à Ruthy do A viajante..., à Sara do O Meu Momento Zen e à Maria do Pereira's Book's!


Perguntas da Ruthy

1- Qual o teu livro preferido?
Tem mesmo de ser? Humm... A Filha do Sangue de Anne Bishop

2- Qual o teu filme preferido?
Ai que desgraça! Eduardo Mãos de Tesoura
3- Que país/cidade gostavas de conhecer?
Florença, por tudo o que ela significou na Época Moderna

4- Como marcas o sítio onde vais num livro? 
Com um dos meus milhentos marcadores lindos *.*

5- Se ganhasses o euromilhões o que fazias?
Ajudava os meus avós a arranjar a nossa casa da terra =')

6- Neste exacto momento com quem gostarias de estar?
Com o meu Grumpy!

7- Que sonho ainda não conseguiste realizar?
Acabar o curso mas está quase!

8- Qual era o teu desenho-animado preferido?
A Bela e o Monstro da Disney *.*

9- Lês livros de banda-desenhada?
Há anos que não o faço

10- Qual é a tua séria preferida?
Neste momento? Downtown Abbey e Game of Thrones

11- Porque criaste o teu blog?
Senti-me inspirada por todos os que já o faziam!

Perguntas da Sara

1 - Qual o 1º livro que te vem a cabeça?
O Conde de Monte Cristo, estou com saudades de o reler
2 - Qual o teu autor(a) preferido?
Anne Bishop entre tantos outros!
3 - Estas numa livraria, qual o livro que vem contigo neste momento?
O Avatar de Kushiel que não pude ir buscar hoje, buaaaah!
4 - Filmes que passam a livros, o que achas?
Não o façam por favor!! Ou então façam-no de forma decente, pode ser?
5 -Tens algum ídolo? Se sim, qual?
Que resposta mais normal mas tem de ser.... A mãezinha, quem haveria de ser?
6 - Estica a mão direita, o que agarras?
O meu lindo relógio da Fossil =P
7 -O teu telemóvel esta a tocar, quem gostarias que fosse?
A minha melhor amiga para nos rirmos desatinadamente!
8 -O que mudarias na tua vida?
Tanta coisa mas não depende de mim
9 - Qual a viagem dos teus sonhos?
Florença *.*
10 - Onde te imaginas daqui a 10 anos?
Numa livraria, sempre =)

11 - Se pudesses pedir um desejo ao génio da lâmpada, qual era?
Nada, eu é que tenho de lutar pelo que quero
Perguntas da Maria

1 - Qual o ultimo livro que leste?
O Jardim Encantado de Sarah Addison Allen
 
2 - Qual o próximo livro que queres muito ler?
O Avatar de Kushiel, tenho de o ir buscar rapidamente!
 
3 - Só lês um livro de cada vez ou mais que um?
Só lia um de cada vez mas agora já sou capaz de ler dois!
 
4 - Menciona um livro que te tenha surpreendido pela positiva
Os Jogos da Fome, bestial!
 
5 - Menciona um livro que te tenha surpreendido pela negativa
Tormento, baaaaah!
 
6 - Que filme te lembras de ter visto mais recentemente adaptado de um livro?
Vi ontem Hunger Games !!=D
 
7 - Quantos livros já leste este ano?
36!!! Yeaaaaaah!
 
8 - Quantos livros queres ler até ao fim do ano?
A este ritmo o céu é o limite!
 
9 - Qual o 1º livro que te lembras de ter lido?
O Primeiro livro que LI foi O Conde de Monte Cristo =')
 
10 -Qual o género de livros que gostas mais de ler?
Fantasia e Romance Histórico
 
11 - Acham este tipo de desafio muito chato?
Divirto-me tanto!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Picture Puzzle #6







Regras:

  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título

Picture #1

Pistas:
- Título em português




Picture #2

Pistas:
- Título em português

  

terça-feira, 27 de março de 2012

Opinião - O Jardim Encantado

Título Original: Garden Spells
Autor: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 270

Sinopse
 Um jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.
Encantador e pungente, este fascinante romance irá, seguramente, enfeitiçar o leitor.


Opinião 
 Herdeira de Alice Hoffman e Laura Esquivel, Sarah Addison Allen cria romances mágicos e tradicionais onde a simplicidade se mistura com ingredientes sobrenaturais e dão origem a livros encantadores que têm submetido leitores por todo o mundo à doçura e delicadeza da escrita desta escritora. Bestsellers, os seus livros são ataques aos nossos sentidos e recriam uma mistura entre passado e presente que nos prende às pequenas tradições esquecidas. O Jardim Encantado é um dos livros de mais renome da autora que, conjugando magia, especiarias e quezílias familiares, acaba por se enrolar em nós como uma hera que veio para ficar.
Este livro é um exemplo de como uma má opinião de terceiros pode impedir um leitor de ler a obra, dando uma ideia errada que acaba por germinar numa aversão. Parece uma palavra demasiado forte mas foi a razão porque nunca tinha lido nada desta escritora. Pura e simplesmente, mantive-me longe porque deram-me uma ideia tão má do livro que eu nunca pensei em pegar-lhe até ler óptimas opiniões dele no mundo cibernético. Se o livro era tão mau porque é que toda a gente parecia adorá-lo? Esta questão assolou-me de tal maneira que pedi à tal pessoa para mo emprestar e tirar as minhas dúvidas.
Será que podem imaginar o meu espanto quando o comecei a ler? Acho que sim. O livro foi tão diferente daquilo que me tinham dito que até fiquei na dúvida se estava a ler o mesmo livro. Surpreendida até mais não, a verdade é que eu adorei o livro! É um livro tão fácil de se gostar, que prende tão facilmente o leitor que eu não consigo imaginar como é que se pode não gostar do livro.
O Jardim Encantado é exactamente isso: encantado. Um livro maravilhoso que proporciona sensações profundas e agridoces, agarra um leitor de uma forma tão subtil que quando dão por ela estão completamente enredados na história, a viver cada momento.
Com um enredo simples, S.A.A. cria algo com que nos identificámos de uma forma natural e que proporciona uma leitura agradável e prazenteira. O cruzamento entre os vários enredos, entre o presente e o passado, são prendas para a delícia dos leitores. Cada pequeno detalhe vem enaltecido com uma história própria que lhe dá vida, tornando este livro o conjunto de deliciosos e encantadores retalhos que encaixam na perfeição com a história das duas irmãs protagonistas que se encontram no centro da trama. Através de magia e tradições locais, do senso comum e das peculiaridades de uma pequena vila, a autora cria algo profundamente terno caracterizado de uma maneira brilhante.
É espantoso como a vida de Sidney e Claire se encaixam, mesmo sendo tão diferentes e nos conseguem transmitir uma coesão forte entre ambas. Cada detalhe foi pensado meticulosamente, tudo tem uma razão de ser, deslumbrando-nos como de uma relação fria e inexistente, S. A. A consegue construir uma relação cheia de tesouros que nos comove de uma forma doce e memorável.
Juntando a isso o grupo maravilhoso de personagens com que a escritora nos brinda, torna-se impossível não nos sentirmos deslumbrados com cada particularidade que elas nos apresentam. Cada uma delas é perfeita para o seu papel e adequam-se de forma perfeita umas às outras. Cada história é um mimo para qualquer leitor que se maravilha com este tipo de temáticas. Demonstrando que tem um talento nato para dar forma a um enredo apaixonante e encantador, a escritora prima por uma escrita envolvente e charmosa que torna os seus livros em algo de único.
Um dos pormenores que adorei foi a atenção dada às especiarias e ao seu uso e efeitos. Para alguém que está a começar a sentir o chamado da cozinha é algo que nos incentiva a aprender e descobrir ainda mais. Aliás, todo o jardim e principalmente a macieira são elementos que contribuem ainda mais para o encanto deste livro.
Recomendo-o e estou completamente arrependida de não o ter lido mais cedo porque estive a perder algo fantástico. Fiquei fã e estou desejosa de ler os restantes livros da escritora.

6*

segunda-feira, 26 de março de 2012

Opinião - Vidro Demónio

Título Original: Demonglass (#2 Hex Hall)
Autor: Rachel Hawkins
Editora: Gailivro
Número de Páginas: 288

Sinopse
 Sophie Mercer pensava que era uma bruxa.

Foi por essa razão que foi enviada para Hex Hall, um reformatório para delinquentes Prodigium (bruxas, mutantes e fadas). Mas isso foi antes de ela descobrir o segredo da família, e que a sua paixão escaldante, Archer Cross, é um agente de O Olho, um grupo determinado em eliminar todos os Prodigium da face da Terra.

Afinal Sophie é um demónio, um de dois que existem no mundo - sendo o outro seu pai. O pior é que os seus poderes ameaçam as vidas de todos aqueles que ela ama. É precisamente por isso que Sophie decide ir para Londres para a Remoção, um procedimento perigoso que irá destruir os seus poderes.

Mas ao chegar, Sophie faz uma descoberta terrível. Os seus novos amigos também são demónios, o que significa que alguém os anda a criar com planos para usar os seus poderes para o Mal. Entretanto O Olho está à caça de Sophie, e está a usar Archie para isso. E no meio de tudo isto Sophie ainda tem de lidar com os sentimentos que não deveria ter por Archie.


Opinião 
 Sophie Mercer não é uma protagonista como as outras. Esta é a primeira coisa que pensámos quando entrámos em contacto com Hex Hall pela primeira vez. Num reformatório para adolescentes pouco comuns, Sophie vai descobrir que tudo em que acreditava não é tão claro como pensava. Depois do choque do resto do seu mundo desabar sem mais nem menos, a bruxa que afinal é um demónio, vai ter de lidar com os segredos daqueles que estão intrinsecamente ligados a si e com um inimigo que afinal não é uma lenda para assustar criancinhas.
Depois de Hex Hall, tudo muda. Hawkins aproveita este Vidro Demónio para deslindar o que se passa fora do reformatório e para aprofundar o que são os Prodigium e qual a ligação de Sophie e do pai com o conselho que rege todas as criaturas fantásticas. A realidade é que não se sente falta do espaço de Hecate Hall neste livro. A alteração de cenário contribui para abrirmos novos horizontes na leitura das aventuras de Sophie e traz mistérios e novos conceitos que permitem uma leitura mais refrescante sem nos sentirmos presos ao livro anteriro e, por outro lado, impede-nos de ver as falhas que se iria encontrar se a autora tivesse mantido a mesma linha do livro anterior.
Este continua a não ser um livro perfeito e mantém as fraquezas que já havia apontado ao volume anterior mas este é bem mais interessante, apesar de continuar a faltar uma explicação que nos situe melhor na história e que poderia causar um apego maior à obra. O “corte” suave com a situação deixada anteriormente e a forma como se começa a abordar o mundo em redor destas criaturas fantásticas faz com que leiamos mais entusiasticamente este livro.
Contudo, existe uma discrepância entre história e informação. A autora continua sem nos conseguir transmitir qual será afinal o rumo da história. Com a introdução de várias coisas novas, Hawkins desnorteia-se um bocado e deixa os seus leitores com a sensação de vazio no fim. Passa-se muita coisa dispensável e o importante acaba por passar ao lado devido à sua pouca exploração. Uma leitura portanto que entretém mas que não deixa saudades nem boas memórias, exceptuando Sophie.
É engraçado porque eu continuo a sentir que Sophie é uma personagem boa de mais para a história que a autora lhe criou. Esta é uma protagonista que por mais abalada sabe que o que quer muitas vezes tem de ficar em segundo plano e que apesar da confusão estar instalada consegue não se tornar deplorável e manter uma posição decisiva. De resto, sinto que houve um esforço forte na sua caracterização mas não com as restantes personagens. Archer, por exemplo, aparece muito pouco, o que é uma pena, pois este é uma personagem bem mais interessante e misteriosa do que as restantes que aparecem regularmente. Não consigo sentir ligação com qualquer outra personagem e algumas permanecem uma incógnita para mim.
O livro termina de uma forma emocionante que equilibra o resto do livro e que dá curiosidade para ler o próximo mas acaba por destoar de uma forma estranha e não achei que encaixasse ou não me consegui identificar com o caminho que a série está a seguir. Gostava de ver o tema dos demónios mais explorado mas parece que ainda vai demorar.
No fim, acaba por ser mais uma leitura que não aquece nem arrefece e que ficou longe, muito longe, do que podia ser. Não fiquei com pressa de ler o próximo e agora tenho a certeza que este não é o meu tipo de livro.

 4*

domingo, 25 de março de 2012

Opinião - Rosa Irlandesa

Título Original: Irish Rose (#2 Corações Irlandeses)
Autor: Nora Roberts
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 320

Sinopse 
 Poderia esta encantadora rosa irlandesa conquistar o coração do seu insensível marido?

A bela e audaz Erin McKinnon aceitou a proposta de casamento de Burke Logan e a sua fria promessa de segurança e riqueza. Burke Logan era um jogador, e a sorte tornara-o dono da Three Aces, uma das melhores coudelarias de Maryland. Ele viajou até à Irlanda para comprar cavalos, mas uma troca de olhares com Erin McKinnon's foi o pronuncio de que regressaria à América com muito mais do que cavalos. Erin McKinnon tinha os seus sonhos e as suas ambições, mas não tinha qualquer intenção de deixar a pequena cidade de Skibbereen. Ela sabia que Burke tinha todos os trunfos e que ir com ele para a América era uma proposta que ela não podia recusar. Burke Logan era um jogador, e desde o momento que os seus olhares se cruzaram, Erin soube que, mesmo que perdesse, acabaria por ganhar.


Opinião 
 Cenário de alguns dos livros mais maravilhosos de Nora Roberts, a Irlanda, já cenário de magia, ganhou outro relevo com a autora, e tornou-se terra de romance, encanto e finais felizes. As suas tradições e gentes são nos apresentados das mais variadas formas ao longo dos seus romances mas a sensação que nos transmitem é sempre a mesma: um regresso a casa. Podemos ter feitiços de mil anos, romances trágicos, fugas ao destino, o que quer que seja, a Irlanda é sempre o cenário perfeito.
Como fã que algum tempo se afastou de “casa”, confesso que se tiver um livro que seja da Nora e tiver Irlanda envolvida, para mim é “ouro sobre azul”. Como tal não é difícil perceber que esta era uma leitura que me iria garantir um sorriso no fim e um ar satisfeito. Esta escritora tem este efeito em mim, por mais tempo que passe e mesmo que já não a leia tão regularmente, é impossível esquecer muitas das suas histórias e personagens que me levaram a desbravar o caminho dos romances.
Este é um livro que tinha algumas das coisas que eu mais gosto nesta escritora mas acabou por não ser bem o que estava a espera. É certo que é um romance mais curto, logo com menos desenvolvimento, mas a realidade é que Roberts tem capacidade para muito mais do que isto e o livro acabou por ficar aquém das minhas expectativas, o que para mim foi uma pena porque gostei da história e do rumo que teve e senti que, realmente, podia ter sido muito melhor.
O casal protagonista encantou-me logo no início. Não me perguntem porque mas tive a sensação que eles não eram um casal “habitual” nos livros de Nora, que havia algo de diferente neles e bastante potencial para ser utilizado. Não são um dos melhores casais mas a forma rápida como a relação deles foi desenvolvida deixou escapar, possivelmente, uma coisa muito maior e que podia ter tido outro rumo completamente diferente e alterado a minha opinião sobre eles.
Também o rumo da história podia ter sido melhor aproveitado, acho que com duas personalidades tão fortes e orgulhosas a história deles podia ter crescido mais e desenvolvido de várias formas mas lá está, é um livro curto e a história perdeu por causa disso.
Uma das coisas que gostei foi do “mundo” que a autora escolheu. É diferente, inesperado e trouxe algo de novo para aquilo que estou habituada nos livros dela. O livro acabou por me fazer pensar que Nora está sempre a tentar ultrapassar-se a si própria e que isso é muito bom para nós leitoras e não sentimos tanto o desgaste que seria possível com este tipo de escrita.
Preferia que tivesse ocorrido mais acção na Irlanda porque para uma trilogia irlandesa, pelo menos este livro teve muito pouco de irlandês e foi um dos pontos menos favoráveis ao livro. De resto, em termos de enredo, para não me estar a repetir, acabou por ficar a par com tudo o resto. Soube a pouco.
Foi bom regressar a um livro de Nora Roberts mas não consegui aclamar o “bichinho” e vou necessitar de algo maior para o fazer. Serviu para matar as saudades por um bocadinho mas não vai ser um daqueles livros que me fica na memória.

4*

sexta-feira, 23 de março de 2012

Opinião - Deusa do Mar

Título Original: Goddess of the Sea (#1 Goddess Summoing)
Autor: P. C. Cast
Editora: Edições Asa
Número de Páginas: 384

Sinopse
 Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida.
No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar.
Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real.
Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso.


Opinião

P. C. Cast tornou-se conhecida do público pela sua saga juvenil de vampiros, A Casa da Noite, que escreve em conjunto com a sua filha, Kristin. Depois de ter conseguido chegar ao sucesso de Crepúsculo, a autora decidiu aventurar-se por algo mais feminino e mais adulto e criou Chamamento da Deusa, cujo primeiro volume é este Deusa do Mar. Também bestsellers, esta saga chegou a leitoras onde a outra não conseguiu chegar e transparece o carinho que a própria P. C. confessa ter por estes livros.
Tenho de confessar que apesar de ter adorado o conceito desta saga e o tema deste livro em particular e, já agora, a capa que está lindíssima, quando vi quem era a escritora desmoralizei de imediato, por isso, não pensei mais no livro, tirando para o dar de prenda de anos à minha tia mais nova que tem vindo a insistir para eu o ler e lá decidi fazer a vontade à criatura. E, vou ter de admitir que não é tão mau como eu julgava. Continuo a pensar que se fosse outra pessoa a escrevê-lo que estaria muito melhor mas tenho de dar a mão à palmatória e dizer que no geral foi uma leitura agradável.
A história não é brilhante nem nada que se pareça mas a ideia está engraçada e o facto de não ir com expectativas nenhumas fez com que eu gostasse mais do livro do que se calhar seria suposto. Mesmo assim, a verdade é que continuo a achar que Cast tem boas ideias mas não sabe aproveitá-las ou desenvolvê-las. Neste livro não soube aproveitar quer os cenários marítimos, quer a mitologia relacionada com o mar. Aliás, para um livro com sereias, soube a pouco. Preferia que ela tivesse aproveitado a vastidão de coisas relacionadas com o tema em vez do caminho que ela escolheu e que na minha perspectiva, tirou a piada ao livro. Eu queria sereias e mar, um romance digno de Pequena Sereia, não mosteiros e questões religiosas, por favor.
Mais uma vez, Cast quer exceder-se e a coisa não funcionou. O que é irritante, porque a pouca parte relacionada com o mar está fantástica. A sério! Até eu fiquei parva porque está giro e deu-me vontade de ler mais até chegarmos outra vez a terra, aí lá se foi a vontade. Tirando Geia, as personagens mais interessantes eram as marinhas e a escritora não soube explorar a sua ideia inicial.
Quanto aos diálogos existe uma ligeira melhoria para aquilo que eu já tinha lido dela e mesmo em questão de personagens, estão melhor concebidas e construídas, o que faz com que exista uma identificação maior com eles da nossa parte. Infelizmente, mesmo aqui tem a tendência de não sei quantos pretendentes para a protagonista. Ela não se pode cingir ao mau da fita e ao querido de serviço de vez em quando? É que isto enerva qualquer um.
Sinto que fiquei mais de pé atrás com o livro pelas pequenas evidências pelas quais Cast é conhecida, só que isso não é algo que eu possa alterar, logo a minha opinião do livro também não pode ser melhor. Este é um daqueles casos que se o tivesse lido à uns aninhos teria gostado mais.
Sendo realista achei este livro melhor em termos gerais e como a pessoa que o tem vai comprar a restante saga eu vou ler pelo menos o próximo a ver se a coisa melhora senão, tenho bom remédio, não leio mais. O problema é que dizem que o melhor está muito melhor e eu gosto ainda mais do próximo tema, o que eu ainda não sei se é bom. Esperemos para ver.

4*

quinta-feira, 22 de março de 2012

TAG - 11 Perguntas

1 - Se tivesses de te definir em 5 palavras quais seriam?
 Preguiçosa, teimosa, fiel, caseira, sonhadora

2 - És feliz na profissão que exerces?
De estudante?? Claro que sim!!

3 - Qual é a profissão com que mais te identificas?
Historiadora e bibliotecária

4 - Se fosses uma personagem de BD qual serias?
A Margarida!

5 - Qual o livro que mais te marcou até hoje?
Tantos... tenho mesmo de escolher?? Hummmm.... Expiação 

6 - Qual o último livro adquirido (comprado, trocado ou oferecido)?
Crónicas de Paixões e Caprichos da Julia Quinn *.*


7 - Qual a última música ouvida?
Blush (Only You) dos Plumb


8 - Qual a música que mais te toca?
 One dos Metallica. Já ouviram esta música ao vivo?!*.*


9 - Com que animal te identificas?
Felinos, apesar de ser alérgica


10 - O que estás a fazer neste preciso momento?
A responder a tag e à espera que o Bubble Witch Saga abra

11 - Sem olhares para o relógio que horas são?
14.15. Acerteiiiiii!!




Regras:
1. Criar um post e responder às questões de quem te deu a TAG no post;
2. Criar 11 novas perguntinhas diferentes para passar adiante;
3. Escolher 11 bloggers para dar a TAG e colocar o link dela no post;
4. Ir para a página das bloggers selecionadas e dizer-lhes que foram tagueadas;
5. Não se pode taguear a blogger que nos indicou a TAG;
6. Avisar a blogger que nos passou a TAG quando fizermos o post sobre a mesma.
 
Vou fazer batota! Quem quiser responder que responda a estas, pode ser?=P
 
E obrigada à Rita do A Magia dos Livros!