domingo, 3 de fevereiro de 2013

Opinião - O Guerreiro Highlander

Título Original: Highland Warrior (#1 Campbell Trilogy)
Autor: Monica McCarty
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 321

Sinopse
 Caitrina não tenciona trocar o pai e os irmãos por um marido, ainda por cima um dos odiados Campbell, mas a força rude e sensual de Jamie, e um beijo escaldante, ameaçam estilhaçar- -lhe a resistência. Quando o seu mundo idílico se desfaz, a única esperança de salvar o seu clã reside nos braços de Jamie Campbell, o inimigo que ela responsabiliza pela sua ruína. Conseguirão as tréguas precárias, nascidas na escuridão aveludada das suas noites de paixão, forjar um amor tão forte quanto a espada que governa as Terras Altas?


Opinião

Monica sempre gostou de ler e mesmo com o sol e calor da Califórnia a espreitar pela janela, ela passava mais tempo dentro de casa agarrada a um livro do que lá fora e isso, longe de preocupar os pais, fez com que ambos acabassem por lhe incutir ainda mais amor aos livros. Se a mãe lhe dava os romances de Barbara Cartland, o pai dava-lhe Platão, Tólstoi e Confúcio, e assim criaram uma escritora. Mas foi na Faculdade de Direito que Monica descobriu outro amor, para além do marido, o amor à Escócia e esse amor fez com que finalmente acabasse por começar a escrever as suas próprias histórias. Advogada, mãe e autora de catorze livros, nove deles bestsellers, Monica faz exactamente o que gosta, todos os dias. O Guerreiro Highlander é o primeiro volume da sua segunda trilogia e foi publicado em 2009. Venceu o Romantic Times Review's Choice Award para melhor Romance Histórico na Escócia e um Hughie.

Eles são inimigos mortais. Ela é uma princesinha escondida numa torre e protegida das realidades do mundo. Ele é a mão direita de um homem odiado e a sua presença faz com que todos temam pela vida. No fundo, eles são muito mais do se vê à superfície e aquele que devia ser um ódio até a morte torna-se algo ainda mais forte e perigoso. Um beijo vai mudar-lhes a vida, a morte vai uni-los da pior maneira mas se rapidamente descobrem que foram feitos um para outro, ambos têm de aprender que amor é fé, que a justiça não é clara e as lealdades, primeiro, têm de ser para eles próprios e que o orgulho e as meias verdades são maus conselheiros.

Numa era em que a Escócia se vê unida à sua pior inimiga, Inglaterra, os clãs das Terras Altas entram em conflito e as antigas rivalidades servem agora para pôr em causa um rei e um sistema que poucos vêm com bons olhos, continuando a paz almejada tão longe da Escócia como no passado. Apesar de pouco aprofundar a época histórica em que o livro se passa, de misturar factos e nomes de uma forma confusa de onde pouco se poder retirar pois ninguém se lembra de basear o protagonista em não sei quantas figuras históricas e de pouco se poder visualizar das descrições que são tão gerais que podiam falar de qualquer época ou cultura, a verdade é que Monica acaba por atingir o seu objectivo, o de escrever um romance envolvente e que lê num ápice, com uma história de amor até credível e uns protagonistas que acabam por fugir um pouco aos cânones gerais.

Jamie acaba por não ser um brutamontes extremamente machista mas um rapaz inteligente, com algum senso e que rapidamente percebe que além de amar a moça, precisa de ir com calma com ela e que provavelmente ela nunca vai amá-lo e que vai levar muitos pontapés de cada vez que achar que foi desta que ela percebeu que realmente o ama. Entre o querido e o protector, entre perigoso e apaixonado, Jamie é um protagonista à altura que merecia algo um bocadinho melhor que Caitrina. Sim, ela cresce ao longo do livro, sim ela passa de menina mimada à uma mulherzinha responsável mas não se torna mais inteligente por isso e de cada vez que o Jamie tinha de lhe explicar alguma coisa e ela só passado não sei quanto tempo percebia que ele tinha razão, só me apetecia bater-lhe. A culpa é obviamente da autora e da mania de que se uma mulher se apaixona tem de virar um receptáculo do que foi e beijar o chão que ele pisa ou neste caso nunca ver o que está mesmo à sua frente. É irritante e aborrecido e tira a piada da leitura. Tirando isso, a autora até consegue agitar as coisas e a relação dos protagonistas tem tantos entraves e momentos altos pelo meio que a narrativa acaba por ganhar qualidade e o interesse do leitor nunca esmorece.

Nem muito mau, nem muito bom, O Guerreiro Highlander podia ser muito melhor se mais explorado e sem alguns clichés mas não deixa de ser uma boa leitura de entretenimento que infelizmente nem me aqueceu, nem arrefeceu.

4*

3 comentários:

  1. Bem, fiquei um pouco dividida com esta opinião. Por um lado fiquei curiosa para ler essa trilogia, mas realmente essa protagonista não convence muito!
    Beijinho

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    1. Eu própria fiquei dividida Neptuno, e daí a opinião estar longe das do costume... O livro lê-se bem mas falta-lhe alguma coisa =/
      beijinhos

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  2. Deixei uma coisinha para ti no meu blogue :)
    Beijinhos!

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