sábado, 6 de abril de 2013

Opinião - Mila 2.0

Título Original: Mila 2.0
Autor: Debra Driza
Editora: Katherine Tegen Books
Número de Páginas: 480

Sinopse
 Mila was living with her mother in a small Minnesota town when she discovered she was also living a lie.

She was never meant to learn the truth about her identity. She was never supposed to remember the past—that she was built in a computer science lab and programmed to do things real people would never do.

Now she has no choice but to run—from the dangerous operatives who want her terminated because she knows too much, and from a mysterious group that wants to capture her alive and unlock her advanced technology.

Evading her enemies won't help Mila escape the cruel reality of what she is and cope with everything she has had to leave behind. However, what she's becoming is beyond anyone's imagination, including her own, and that just might save her life.

A compulsively readable sci-fi thriller, Mila 2.0 is Debra Driza's bold debut and the first book in an action-filled, Bourne Identity–style trilogy.

Opinião
Debra Driza é mãe de duas crianças e casada com um marido desorganizado o que combina na perfeição com a sua mania das malas extremamente desarrumadas. Adora cães, tem três em casa, e tem um site onde fala sobre as suas leituras e onde tem postado novidades sobre a sua estreia na escrita. Fisioterapeuta, Debra estreia-se agora na escrita com uma série juvenil que apesar de só ter sido publicada dia 28 de Março já está a conquistar leitores e promete conquistar os fãs de ficção científica, acção e androides.
Mila 2.0 ainda é demasiado recente para se falar em números mas no Goodreads já se tornou um fenómeno por entre os utilizadores deste site. A noveleta que antecede o livro está disponível gratuitamente há mais de um mês para aguçar a curiosidade dos fãs juntamente com os primeiros capítulos deste livro. Primeiro de uma trilogia que vai lembrar o filme de Matt Damon, Bourne Indentify e vai regalar os olhos dos fãs de Eu Sou o Número Quatro. Disponível nos quatro formatos mais conhecidos, Mila 2.0 ainda não foi traduzido para nenhum país mas já se pode quase antever um fenómeno internacional.
Depois do pesadelo que viveu a poucas semanas, Mila perde a memória e tem apenas pequenas imagens de um passado feliz que lhe dizem que algo se passa com a mãe e que uma certa recordação não faz qualquer sentido. Uma adolescente normal como qualquer outra, Mila muda-se para uma nova escola, tem de se adaptar às relações de uma cidade pequena e à chegada de um rapaz que a pode salvar da tristeza que a envolve quando um segredo muito bem escondido vem a tona e muda toda a sua vida numa volta estonteante pois Mila, em vez de ser feita de carne e osso, é um androide altamente evoluído, um projecto militar perfeito roubado de um centro de investigação secreto e de que toda a gente anda a procura. Numa corrida para a salvar da terminação e a vida da mulher que a criou, Mila vai ter de perceber se é uma máquina de destruição ou uma miúda com sentimentos.
Debra estreia-se num livro juvenil pouco habitual para o que estou acostumada a ler, um livro que transformado em filme será certamente um sucesso garantido. Cheio de tecnologia e acção este primeiro volume de uma nova série vai certamente embasbacar e viciar muitos dos que procuram um livro diferente, um livro que se destaca pela história que conta, pelo desenvolvimento alucinante onde cada página é para ser devorada e cada momento recheado de revelações, situações extremas e a divisão de uma miúda entre ser o que foi programada para ser ou o que realmente sente que é. Numa escrita fluída, divertida, intensa e original, Debra promete um início de carreira que não irá certamente ficar por aqui e uma leitura que se quer devorar, em que é impossível parar até chegar ao fim. Lido a um ritmo alucinante e noite dentro, Mila 2.0 pode ser mesmo a revelação deste ano, um livro que diverte, choca e põe o nosso cérebro a trabalhar a mil à hora.
Com um início como qualquer outro, não parece que este livro seja muito diferente do que estamos habituados neste género até que um acontecimento muda toda a perspectiva da história e nos coloca numa perseguição que pode acabar muito mal. A partir daqui não há um momento parado, um momento em que deixemos a emoção e a adrenalina abandonar-nos porque daqui até ao fim tudo pode acontecer. Onde a tecnologia e ciência são senhores, encontrámos organizações secretas, generais malignos, cientistas tímidos e um projecto que tem mais vida do que seria aconselhável e é aqui que se coloca a questão: Será um androide assim tão diferente de um ser humano? Mila é apenas uma miúda, ou melhor, um androide, mas sente como qualquer ser humano e ela própria se sente mais humana que uma máquina e ela tem de provar que sentir é uma mais-valia, que apesar do mecanismo que tem no lugar do coração, ele bate como outro qualquer e o que o facto de ser uma máquina não a impede de pensar, tomar decisões por ela própria e de sentir tanto carinho como ódio.
Para isso, Mila terá de passar por situações extremas, desde perseguições a testes até a morte, até ultrapassar o choque de saber o que é e o conjugar com aquilo que pensava ser até aí. Todos os pormenores da criação de androides, a constituição do corpo de Mila é um regalo para quem acha que a ciência pode tudo pois em cada situação descobrimos um novo elemento de Mila, passámos com ela pelo choque de que apesar de parecer tão normal, é um computador extremamente avançado, o auge da tecnologia militar e de espionagem. Ter de enfrentar com a protagonista a sensação de ser um objecto quando ela não se sente assim é uma experiência que marca e nos faz pensar principalmente porque Mila é uma daquelas miúdas pouco típicas e que se destaca pela ingenuidade, inteligência e força de cáracter. Ao longo da narrativa ela prova que não é só um objecto como é capaz de perdoar, de se colocar em perigo e dos gestos mais veneráveis do ser humano.
A começar pelas personagens tão diferentes, a acabar neste enredo tão cheio de acção, este livro não fala sobre triângulos amorosos, fala sim, sobre a existência, sobre a importância de nos sentirmos integrados. Como livro introdutório, Mila 2.0 é perfeito. Atiça a curiosidade, tem um fim em aberto em que tudo pode acontecer no próximo, explica o suficiente para nos situarmos mas ainda tem muitos segredos para serem descobertos. Uma estreia abismal, esta leitura vai viciar todos os que lhe tocarem.

6*

2 comentários:

  1. Epá, interessante. Já tinha lido a sinopse num sítio qualquer mas não me tinha chamado a atenção. Agora estou muito curiosa :)
    Beijinho

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    Respostas
    1. A sinopse não tem nada a ver com o que vais ler...aliás todas as ideias que possas ter deste livro não vão ter nada a ver com o que é porque é MUITO melhor xD

      beijinhoooo

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