domingo, 28 de julho de 2013

Opinião - Halo

Título Original: Halo (#1 Halo)
Autor: Alexandra Adornetto
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 392
 
Sinopse
 Três anjos – Gabriel, o guerreiro; Ivy, a curandeira; e Bethany, a mais jovem e humana de todos – são enviados para levar o Bem a um mundo que sucumbe ao poder das trevas.
Esforçam-se por esconder o brilho luminoso que os envolve, os poderes sobre-humanos que detêm e, representando o maior dos perigos, as asas, ao mesmo tempo que evitam qualquer tipo de relação com os humanos.
As Bethany conhece Xavier Woods e ambos se revelam incapazes de resistir à atração que sentem um pelo outro. Gabriel e Ivy tentam tudo para impedir aquela relação, mas o sentimento que une Xavier e Bethany é demasiado forte.
A missão dos anjos é urgente e as forças das trevas são ameaçadoras. Irá o amor lançar Bethany na perdição ou salvá-la?
 
Opinião
  Começou a escrever aos treze anos e aos quinze publicou o seu primeiro livro. Filha de professores de Inglês, criada numa casa cujo nome é Byron, Alexandra é uma jovem australiana que se mudou para os Estados Unidos da América para estudar. Quer ser escritora e actriz, é fã de música country, adora teologia e cantar.

  Aos dezoito anos publicou aquele que é o seu trabalho mais conhecido, o primeiro livro de uma trilogia angélica, Halo. Para além desta trilogia, também escreveu a trilogia The Strangest Adventures. Publicado em 2010, Halo está traduzido para dezoito línguas e faz parte dos livros que seguiram a onda pós- Crepúsculo.

  Três anjos descem à Terra com uma missão e para a cumprirem devem imiscuir-se entre os mortais mas quando um deles começa a sentir uma curiosidade avassaladora pelas sensações humanas, quando um deles descobre o sentimento que caracteriza a Humanidade, tudo é colocado em risco e as Trevas que ameaçam o mundo perdem importância perante a perspectiva de regresso e de perda do amor. 

  Alexandra apresenta-nos uma história que, na verdade, pouca história tem. Ao longo de quase quatrocentas páginas seria de esperar que algo acontecesse só que Halo é uma história feita de nadas e clichés, uma narrativa que não passa do básico. Com uma escrita até bem elaborada e que no início até mostra alguma construção e pensamento mental, a autora acaba por se perder a dada altura e tornar este livro não mais que uma história aborrecida que não passa de um relato de uma relação chata entre duas pessoas irritantes e todos aqueles clichés de adolescentes americanos como o histerismo em volta do baile de finalistas. Pouco mais há, aliás a dizer sobre este livro, tirando que foi uma total perda de tempo lê-lo.

  Quando a história é introduzida há a sensação que a coisa até foi bem pensada pois os anjo não percebem muito da rotina humana, sentem-se estranhos nos seus corpos e precisam de se habituar a coisas que para nós são tão normais que nem damos por elas mas não deixa de haver na leitura o seu quê de chata, de expectativa por mais mas o mais não aparece em altura nenhuma. Supostamente estes anjos são enviados numa missão, uma missão que nunca sabemos qual é, que nunca nos é explicada e pela qual eles não fazem nada de nada visto que dois passam a vida numa escola a fingir que são humanos e a outra fica em casa a fazer acções comunitárias. Depois nenhuma desgraça acontece por parte dos supostos agentes das trevas até que quase no fim a autora lá se lembrou do caos e do vilão e do drama, horror e tragédia mas a coisa de facto não correu bem porque parece que o problema do agente das trevas era gostar da anjinha chatinha que lhe deu para trás e acaba tudo por se tornar muito ridículo. No fundo este livro é sobre uma relação melosa, opressiva e irritante que ocupa toda a santa página deste livro. Ah e sobre a estupidez de alguns adolescentes que não pensam em mais nada senão em superficialidades, álcool e festas.

  Quanto aos anjos, nunca vi nada mais inútil. Eles não servem para nada, não têm qualquer tipo de interesse, são aborrecidos até a morte. Ivy é um adereço só e apenas porque curandeira ela não é de certeza, Gabriel é o chato armado em pai chato e Bethany é a coisa mais insonsa depois daquela Bella. Tirando as asas, eles seriam apenas três seres humanos sem qualquer tipo de graça. Depois o mundo angélico resume-se a um grupo assustador que nada faz não se percebe bem porquê e a um demónio que mais parece um puto com problemas psicológicos. 

  E depois temos a relação amorosa que é na verdade a única coisa que existe neste livro, uma relação que une as duas personagens mais chatas, insonsas e boazinhas que eu já vi e que só me deu vontade de vomitar e ranger os dentes. Xavier e Bethany são o cúmulo do aborrecimento, da estupidez e da seca total. Ele é obsessivo, controlador com ar de bonzinho e meloso que até enjoa, ela é chata, estúpida, burra e tão choramingas que só dava vontade de lhe dar dois estalos, para além que só se dá com as parvinhas e não faz nada para as mudar, pelo contrário, torna-se uma delas por completo. Adeus anjo responsável com uma missão, olá pita estúpida!

  O resto das personagens é igualmente chata e inútil, irritante e odiosa e em nada contribuíram para o nada que isto foi. Acho que a única coisa útil foi a autora ter utilizado o Facebook para estragar a relação dos Irritantes. Esperem, de facto isso só deu mesmo vontade de revirar os olhos.

  Ou seja, isto é um desperdício de tempo e dinheiro, esqueçam lá isso.

1*

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