sábado, 7 de setembro de 2013

Opinião - For Darkness Shows the Stars

Título Original: For Darkness Shows the Stars (#1 For Darkness Shows the Stars)
Autor: Diana Peterfreund
Editora: Balzer + Bray
Número de Páginas:  293


Sinopse
 It's been several generations since a genetic experiment gone wrong caused the Reduction, decimating humanity and giving rise to a Luddite nobility who outlawed most technology.

Elliot North has always known her place in this world. Four years ago Elliot refused to run away with her childhood sweetheart, the servant Kai, choosing duty to her family's estate over love. Since then the world has changed: a new class of Post-Reductionists is jumpstarting the wheel of progress, and Elliot's estate is foundering, forcing her to rent land to the mysterious Cloud Fleet, a group of shipbuilders that includes renowned explorer Captain Malakai Wentforth--an almost unrecognizable Kai. And while Elliot wonders if this could be their second chance, Kai seems determined to show Elliot exactly what she gave up when she let him go.

But Elliot soon discovers her old friend carries a secret--one that could change their society . . . or bring it to its knees. And again, she's faced with a choice: cling to what she's been raised to believe, or cast her lot with the only boy she's ever loved, even if she's lost him forever.

Inspired by Jane Austen's Persuasion, For Darkness Shows the Stars is a breathtaking romance about opening your mind to the future and your heart to the one person you know can break it.


Opinião

  Graduou-se em Geologia e Literatura e a família dizia que ela ia acabar a escrever livros sobre rochas mas Diana nunca foi uma rapariga comum e antes de começar a escrever (não sobre rochas) foi estilista, capa de revista, crítica de comida, entre outras coisas e, depois sim, em 2006 dedicou-se à Literatura e deixou a Geologia de parte. Vive em Whashington D.C. com o marido, a filha e o cão e nos tempos livres lê e cuida dos vegetais que crescem no seu jardim.

  A autora nascida na Flórida, é mais conhecida pelo seu livro Manhãs Gloriosas baseado no filme com o mesmo nome e protagonizado por Rachel McAdams, mas antes já havia escrito a sua primeira série Secret Society Girl e já havia enveredado pelo YA fantástico com Rampant. O ano passado voltou ao YA mas desta vez distópico com For Darkness Shows the Stars um retelling de Persuasão de Jane Austen cuja continuação será publicada este ano, Across a Star-Swept Sea. Ainda não foi traduzido em qualquer língua. Participou também em várias antologias como The Girl Who Was on Fire e Shadowhunters and Downworlders.

  Recontar um clássico é uma grande responsabilidade pois o objectivo não é copiar passo a passo a história em que se inspira. É sim, manter a essência e a estrutura e dar-lhe uma nova voz, é manter similaridades e ser original, é ser capaz de comover na mesma medida, é contar-se uma história que homenageia aquela que a criou e For Darkness Shows the Stars é um daqueles casos raros em que a nova história está mais do à altura daquela que reconta. Através de uma escrita comovente, Diana Peterfreund dá-nos palavras que transbordam emoções, que fluem sem grandes arabescos, que nos arrebatam pela profunda simplicidade e delicadeza que as caracterizam e que tornam este reconto de Persuasão uma homenagem digna desta bela obra de Jane Austen.

  Mantendo a estrutura original do clássico, For Darkness Shows the Stars combina-a com um mundo distópico onde a teologia combate a genética, onde a religião e os medos da evolução controlam uma sociedade que ambicionou fazer o papel de Deus mas que acabou por reduzir gerações de seres humanos a cascas vazias, simples mão-de-obra para aqueles que não se deixaram tentaram pela ciência. Com um enredo simples mas criativo, esta história é marcada por uma onda de esperança e mudança, demonstrando que para existir equilíbrio é preciso aceitar o lado temente e crédulo do ser humano bem como o curioso e insatisfeito. Exalando sensibilidade, a narrativa fala-nos de sacrifícios pessoais pelo bem comum, de obsessão e crueldade, de sonhos de liberdade e evolução, de excessos feitos pelo que acreditámos, demonstrando que tanto ciência como religião têm os seus pontos positivos e negativos.

  Ao longo da leitura é fácil deixarmo-nos enredar pelo conceito deste livro assim como é fácil deliciarmo-nos com os momentos que gritam Persuasão, tão fácil que nem vimos as surpresas que nos esperam no decorrer da acção. Isto porque a história nos cativa desde o início. Se por um lado, temos a tradição, a agricultura, a casa senhorial, pelo outro, temos os exploradores, as invenções, temos os contrastes de dois mundos que tendem a colidir mas que ao longo do livro acabam por se encaixar e por aceitar os benefícios de cada lado. Elliot e Kai, os protagonistas, simbolizam, cada um deles, um mundo e a sua relação vai sofrendo, do passado até agora, mossas devido às diferenças que um e outro não conseguem aceitar pois apesar de terem visões parecidas a forma como foram criados, as suas ligações e o que acreditam acabam por diferir um do outro.

  Representantes maravilhosos de Anne e Wentworth, eles conquistam-nos pelas mesmas características que nos fazem adorar o casal de Persuasão, ela pelo seu comportamento adulto e racional mas que não deixa de sonhar e amar, ele por uma certa distância e frieza que se vai quebrando conforme vai percebendo os erros que cometeu. Rodeados por personagens maravilhosas, eles dão uma nova alma a um clássico intemporal e dão vida a um mundo muito especial de tal simplicidade e profundidade que é difícil não nos maravilharmos.

  For Darkness Shows the Stars é um retelling perfeito é certo mas também é uma história original e fantástica que em poucas páginas nos arrebata.

6*

2 comentários:

  1. apesar de não ser fã do género ou de retellings acho que vou ter que ler isto. Eu adoro Persuasão :D

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    1. Tens!=D É delicioso *.* Palavra de outra pessoa que também adora o Persuasão!

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