quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aquisições&Leituras *Julho*

  Há meses em que nos apetece beijar as editoras deste país. E este foi esse mês. 2014 já teve muito bons meses mas Julho quase que me matava do coração. Quando três das minhas J's preferidas são publicadas na mesma altura e, ainda por cima, dois desses livros são finais de trilogias, é óbvio que eu tinha de me descontrolar um pouco. Quer dizer, Julia, Josephine e Juliet no mesmíssimo mês?? Shadowfell e Predestinados acabarem na mesma semana?? É demasiado para uma leitora sensível como eu.

  Emoções à parte (algo complicado porque foram algumas), Julho foi um mês de mudanças na minha vida pessoal, o que causou alguma falta de tempo e atenção para com o blogue e as leituras, algo que me deixa um pouco chateada comigo mesma. Mas espero que em Agosto a rotina, agora um pouco diferente, se estabilize.

  Entretanto, o Book Depository ama-me. E eu amo-o, cada vez mais. E pronto, é uma relação feliz!


Aquisições


Para Sir Phillip, com Amor. Julia Quinn - Opinião
Pecadora, Madeline Hunter
Ofertas da parceira ASA, estes dois livrinhos vêm fazer companhia aos seus irmãos. Se o de Madeline ainda não teve oportunidade de ser lido, o de Julia mostrou que ela é uma senhora.



Deusa, Josephine Angelini - Opinião
A Voz, Juliet Marillier - Opinião
Ofertas da parceira Planeta, estes dois livrinhos foram os finais perfeitos para duas trilogias que adoro, adoro!



Unravel Me & Ignite Me, Tahereh Mafi
A minha mais recente adoração tem estas capas lindas e brutais! Estou neste momento a ler o primeiro, o segundo vai ser leitura conjunta em Agosto.



Siege and Storm, Leigh Bardugo
Embers, Sándor Márai
Eu sei que devia esperar pela 1001 Mundos... Mas não consegui! O primeiro é a continuação de Luz e Sombra, o segundo ganhei no Encruzilhadas Literárias *Obrigada Cláudia e Catarina!*



Lago Perdido, Sarah Addison Allen - Opinião
Oferta da parceira Quinta Essência, este livro fez-me regressar a uma autora de quem gosto muito e com quem aprendi a não ler os livros todos seguidos senão estou anos à espera do próximo!



Days of Blood and Starlight, Laini Taylor
Continuação do épico, magnífico e maravilhoso Daughter of Smoke and Bone, esta era uma compra obrigatória.



Rosa de Inverno, Nora Roberts
Agora só me fica a faltar um conto da caixinha da Nora!



O Melhor do Mês
Não não é batota. Eu dei a pontuação máxima a três livros este mês e estes dois TÊM de figurar porque, vamos lá ser sinceros, quem é que consegue escolher entre duas trilogias preferidas??


Opinião ~ Opinião


P.S. Também não houve pior do mês por isso, no problem!



As restantes Opiniões...

Outra saga preferida com uma das melhores protagonistas de sempre! Eu vou a ser a Caelena quando for grande, podem crer! Só não levou as cinco estrelas porque precisava de mais worldbuilding e menos príncipe Dorian...

Uma boa surpresa, que não sendo excepcional, prima pelas suas personagens controversas.



E...

Picture Puzzle #81 #82 #83 #84 #85

Momento da Semana Harry Potter #31 #32 #33 #34 #35


A Rainha Manda... Throne of Glass, Sarah J. Maas





Próximas Opiniões

Momento da Semana Harry Potter #35

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é O Momento/Passagem mais Inspirador.

  Posso dizer a saga inteira? Posso? Não? Porquê?! Está bem eu escolho um...

  Encontrar o mais inspirador dos momentos da saga é uma das tarefas mais difíceis de que há memória porque são tantos os momentos que, de alguma forma, me inspiraram. Mas, vou ser um bocadinho batoteira aqui. Sim, vou. 

  Não vou escolher um momento ou uma citação, vou escolher duas personagens extremamente corajosas, duas personagens para quem o mundo foi cruel mas, apesar disso, que sempre desejaram o melhor e acreditaram profundamente na paz e na mudança. São duas personagens que sofreram preconceitos, que tiveram esperança, que nunca practicaram outro acto senão o do bem. Duas personagens a quem J.K. me obrigou a dizer o pior dos adeus...

Dobby

"So Dobby stopped us from getting on the train and broke your arm. . . ." He shook his head. "You know what, Harry? If he doesn't stop trying to save your life he's going to kill you."


Remus Lupin

“Not at all up to your usual standard, Hermione. Only one out of three, I’m afraid. I have not been helping Sirius get into the castle and I certainly don’t want Harry dead. But I won’t deny that I am a werewolf.”

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Picture Puzzle #85


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 


Já que o segundo puzzle não foi adivinhado a semana passada, cá está ele novamente!




Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; editora Bertrand








Puzzle #2

Pistas: traduzido para português; novidade deste ano





terça-feira, 29 de julho de 2014

Tentações: Pecadora [ASA]

Já na sua livraria Leya



Título: Pecadora
Título Original: Sinful in Satin
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
Número de Páginas: 328
Preço: €16.90
ISBN: 9789892327884





*Madeline Hunter*
Publicou o seu primeiro romance em 2000. Já foi por duas vezes galardoada com o prémio RITA, da Romance Writers of America. Os seus livros figuram na lista dos mais vendidos do New York Times e USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido mais de seis milhões de exemplares. Doutorada em História de Arte, é professora académica e vive nos Estados Unidos.

Pecadora
Sinopse:
Habituada a uma existência pacata, Celia Pennifold vê a sua vida virada do avesso após a morte da mãe, Alessandra Northrope, uma cortesã afamada.Para além de uma pequena casa, a mãe deixou-lhe de herança apenas dívidas e uma reputação manchada. O destino de Celia já está traçado há muito. Ela foi educada para seguir as pisadas da mãe. Mas Celia é determinada e tem os seus próprios planos… que não incluem, evidentemente, o misterioso inquilino com que se depara ao instalar-se no seu novo lar.
Jonathan Albrighton encontra-se numa missão a mando do tio, pois há suspeitas de que Alessandra possuía informações delicadas sobre alguns dos homens mais influentes da sociedade londrina. Jonathan pensava estar perante uma tarefa simples, não contava encontrar em Celia uma adversária à sua altura…


Porquê uma tentação?
Estou a procura do livro que me vai fazer apaixonar por Madeline Hunter e espero que seja este!


Os Outros Livros da Série

 Opinião

 Opinião


Disponível aqui

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cassandra Clare a dobrar no Outono

  A Planeta Manuscrito, a editora de Cassandra Clare, anunciou hoje que no próximo Outono publicará não um, mas dois livros da autora! E isto no espaço de quinze dias. É ou não é, motivo para uma celebração gigantesca??


- Na primeira quinzena de Novembro, teremos o tão aguardado final da série Caçadores de Sombras, City of Heavenly Fire, em português, A Cidade do Fogo Celestial. Como as capas têm sido iguais às originais, esta será a face do livro:



- Já na segunda quinzena de Outubro, a Planeta publicará The Iron Trial, o primeiro livro da saga juvenil Magisterium, que Cassandra escreveu juntamente com Holly Black, a autora de As Crónicas de Spiderwick



Como fã da autora, para mim isto são notícias absolutamente bombásticas! Se não conhecem a autora, podem sempre ler as minhas opiniões aos livros publicados em Portugal de Cassandra Clare:

As Origens
Caçadores de Sombras


domingo, 27 de julho de 2014

Batman Book *TAG*

  Estava eu aqui a procura de uma TAG para hoje (já que desde quinta que não publico nada) e encontrei uma até muito gira, relacionada com um dos meus super heróis preferidos: o Batman (o outro é o Wolverine).

  Ora, eu encontrei esta TAG no blog All Pop Stuff e vou usar a tradução do seu administrador, Lucio. A TAG original é do Logan Mathis e podem vê-la aqui.


  A TAG tem duas regras para dificultar um bocadinho a coisa e são:

Nada de super heroís
Nada de Harry Potter senão tinham o trabalho feito




1. Um livro em que o personagem é órfão ou perdeu os pais.
Para esta categoria vou escolher a Mia do Se Eu Ficar, já que ela perde os pais no início do livro.

2. Um livro em que o personagem tem um medo ou algo que possa temer.
A Callie de Destinos Interrompidos tem muito a temer... Principalmente porque nem sequer sabe quem é o seu maior inimigo pois ele tem mil caras.

3. Um livro em que o personagem é um bom lutador, rico ou gênio.
Esta categoria dá para escolher três livros:

- Para boa lutadora, escolho a Caelena do Throne of Glass porque bem, ela é uma assassina. É a melhor. Ela dá uma coça a quem quer que seja. Mesmo ao Batman.

- Personagem rica, escolho a Penelope Hayes de Rebeldes, já que ela é ridiculamente rica. E má.

- Génio... O Michael Moscovitz do Diário da Princesa! Quem mais?

4. Um livro em que o personagem tenha duas identidades.
Escolho o Flint de Shadowfell já que para fazer o seu trabalho de espião ele assumiu uma outra identidade na corte do rei.

5. Um livro em que o personagem tenha conflitos com morais e valores.
O Warner de Shatter Me é uma personagem muito complexa psicologicamente e uma das coisas que evidencia isso é a forma distorcida como a sua moral e valores funcionam. Mas eu adoro-o na mesma.

6. Um livro em que o personagem não pode estar em um relacionamento ou não pode estar em um por alguma razão.
Se calhar vou fazer um bocadinho de batota aqui mas como já referi o Shatter Me, para não estar a falar nele outra vez, escolho o Will de Anjo Mecânico porque durante muito tempo ele acha que não pode nutrir sentimentos mais fortes por ninguém.

7. Um livro em que o personagem tenha uma ajudante.
Em Hexed, Indigo teria a sua vida muito dificultada se não tivesse Paige do seu lado.

8. Um livro em que o personagem não quer revelar sua verdadeira identidade.
Aqui, obviamente, escolho Darkling de Luz e Sombra. E porque qualquer razão é boa para falar nele. 


Extras

9. Um livro em que o personagem não consegue sair de uma situação complicada.
Em Raptada, Rhine vai de situação difícil em situação dfícil e, muito sinceramente, não sei como ela vai sair dela...

10. Um livro em que o personagem quer matar alguém, mas não pode.
Para esta pergunta não me consegui lembrar de nenhum livro que se enquadrasse.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Opinião - Hexed

Título Original: Hexed (#1 The Witch Hunter)
Autor: Michelle Krys
Editora: Delacorte Press
Número de Páginas: 384


Sinopse
A stolen book. A deadly plan. A destiny discovered.

If high school is all about social status, Indigo Blackwood has it made. Sure, her quirky mom owns an occult shop, and a nerd just won't stop trying to be her friend, but Indie is a popular cheerleader with a football-star boyfriend and a social circle powerful enough to ruin everyone at school. Who wouldn't want to be her?

Then a guy dies right before her eyes. And the dusty old family Bible her mom is freakishly possessive of is stolen. But when a frustratingly sexy stranger named Bishop enters Indie's world, she learns that her destiny involves a lot more than pom-poms and parties. If she doesn't get the Bible back, every witch on the planet will die. And that's seriously bad news for Indie, because according to Bishop, she's a witch too.

Suddenly forced into a centuries-old war between witches and sorcerers, Indie is about to uncover the many dark truths about her life—and a future unlike any she ever imagined on top of the cheer pyramid.



Biografia
  Michelle Krys vive na parte noroeste de Ontario, a província mais populosa do Canadá com o marido, com quem casou em África, e o filho de ambos. Trabalha em part-time como enfermeira neonatal, tem uma irmã gémea e é muitas vezes comparada a Elaine Benes da série Seinfeld.

  Adora ler (óbvio), música que consiga dançar, dias chuvosos e respiração de bebé. Conduz com as janelas abertas menos quando chove e adora comentar a vida dos famosos.

  Hexed é o seu primeiro livro e foi publicado em Junho deste ano, não estando ainda traduzido para qualquer língua.



Opinião
  A primeira vez que vi a capa deste livro quis lê-lo. Tinha a sensação que não seria nada do que estava a pensar mas que iria gostar, que tinha de gostar dele, desse por onde desse. E foi exactamente isso que aconteceu. Hexed não foi, realmente, o que esperava e, apesar de não ser uma obra-prima nem um dos melhores livros do ano, a verdade é que é daqueles livros que nos dá um prazer enorme ler, mesmo com todos os seus defeitos. Tudo, graças à sua irreverência, tudo graças ao facto de pura e simplesmente não seguir as regras. Michelle Krys abusou da sorte e o resultado foi uma história entre o moderno e o tradicional, cheia de humor negro mas, ao mesmo tempo, juvenil e refrescante.

  Quando lemos as primeiras páginas deste livro parece que estamos perante uma história banal, cliché até. Mas de repente, sem nos apercebermos, caímos numa montanha russa de fortes emoções onde o banal dá lugar à irreverência e a normalidade afinal, nunca existiu. Viciante, divertido, diferente, esta é uma história tão capaz de nos fazer rir como arrepiar, tão cheia de humor como de tensão. De acção rápida constante, é uma leitura que obriga o leitor a ler noite dentro, que o mantêm sobressaltado página a página e nos pega as maiores partidas quando menos esperámos.

  Bruxas que voam, feitiços sussurrantes, vestes negras e livros maléficos, dão a esta história o bom e velho tradicionalismo que nunca passa de moda, criando um encontro deveras delicioso entre o mundo dos nossos dias e as ideias pré-concebidas da nossa imaginação. Falta de originalidade pode-se dizer, mas a verdade é que esta simplicidade de caldeirões e vassouras acaba por nos conquistar. Mas faltou explorar essa sobrenaturalidade. Infelizmente, a falha da autora foi no mundo que criou, um mundo que acabou por não explorar e do qual o leitor só tem uma visão tão superficial que na realidade pouco sabe sobre o que realmente se passa. E, é este lapso, que torna este livro médio em vez de algo espectacular.

  Contudo, o que me fez gostar mesmo deste livro foram as personagens, completamente diferentes das habituais. Elas não são boazinhas. Têm defeitos, fazem asneiras. Querem vingança e sangue, fazem o que for preciso para isso. E eu gosto disso. Gosto que a Indigo seja parva no início para depois vê-la crescer e mostrar do que é feita. Gosto que ela pense que quer uma coisa para depois lutar ferozmente pelo que realmente quer. Gosto que ela seja uma adolescente que se está a tornar uma mulher. E venero a Michelle por ter dispensado a típica protagonista enjoada e perfeita. Só por isso, obrigada por teres escrito este livro, porque se há coisa que ele nos ensina, é que um herói está onde menos se espera.


  Longe de ser perfeito, Hexed é um livro que tem, no entanto, bastante potencial e, mesmo que o segundo ainda não seja bom, eu tenho a certeza que, um dia, Michelle Krys irá escrever algo bombástico. Mas enquanto não o faz, arrisquem e leiam este.

Momento da Semana Harry Potter #34

  Esta meme foi criada pelo blogue Uncorked Thoughts e o objectivo é partilhar personagens, feitiços, objectos e citações dos livros/filmes de Harry Potter, da própria J.K. Rowling ou algo relacionado. Em cada semana é escolhido um tópico, já tendo vários sido discutidos como podem ver aqui. O tópico desta semana é O Melhor Momento do Ron.

  Alguém me explica como se pode escolher o melhor momento de uma personagem como o Ron? É que parece-me quase impossível!

  Ron conquistou-me logo no momento em que se apresenta a Harry como:

"I'm the sixth in our family to go to Hogwarts. You could say I got a lot to live up to. Bill and Charlie have already left — Bill was Head Boy and Charlie was captain of Quidditch. Now Percy's a prefect. Fred and George mess around a lot, but they still get really good marks and everyone thinks they're really funny. Everyone expects me to do as well as the others, but if I do, it's no big deal, because they did it first."

  E a partir daí, bem, pode-se dizer que foi amor à primeira vista. E sim, eu torço pelo Ron e pela Hermione desde o primeiro livro e agradeço todos os dias pela J.K. não ter mudado de ideias antes de acabar a série porque era bem capaz de arruinar a minha infância.

  Não me lembro de um momento do Ron que não fosse o melhor. Nem um! Portanto o melhor, é mesmo quando o conheci.



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Picture Puzzle #84


Regras:
  • Escolher um livro;
  • Arranjar imagens representativas das palavras dos títulos (uma imagem por palavra, ignorando os "e, o(s), a(s), de, etc.);
  • Fazer o post e convidar o pessoal a tentar adivinhar o livro;
  • Se estiver a ser difícil podem ser fornecidas pistas mas está ao critério do administrador do blogue;
  • As imagens não têm de literalmente representar o título
Podem consultar a rubrica nos seguintes blogues: Bookeater/Booklover 


Já que o primeiro puzzle não foi adivinhado a semana passada, cá está ele novamente!

Puzzle #1

Pistas: traduzido para português; editora Livros d´Hoje




Puzzle #2

Pistas: traduzido para português; 








terça-feira, 22 de julho de 2014

Resultado Passatempo *Trilogia Predestinados*

  Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha, para vos oferecer a trilogia COMPLETA de Predestinados de Josephine Angelini, uma das minhas preferidas de sempre!

  Sem mais demoras, das 134 participações válidas,  o vencedor escolhido pelo random.org,  foi...


35. Ângela (...) Costa, Lobão


  Muitos Parabéns ao vencedor, o qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!











segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sete Anos Depois...

Faz hoje sete anos que a saga que me acompanhou da infância para a adolescência terminou. Faz hoje sete anos que o sétimo livro saía e um ciclo da minha vida terminava.
Sete anos antes eu tinha lido os primeiros quatro livros numa semana.

Hoje, só me apetece voltar catorze anos atrás e viver a magia outra vez. 


Resultado do Passatempo *A Voz*

  Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha, nada mais, nada menos, do que um exemplar do final de mais uma trilogia maravilhosa de Juliet Marillier, A Voz, para vos oferecer.

  Sem mais demoras, das 156 participações válidas,  o vencedor escolhido pelo random.org,  foi...



65. Alexandre (...) Cardoso, Porto


  Muitos Parabéns ao vencedor, o qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

domingo, 20 de julho de 2014

Opinião - Lago Perdido

Título Original: Lost Lake
Autor: Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 280


Sinopse
Uma história bela e arrebatadora sobre amores antigos e novos, e o poder das ligações que nos unem para sempre...

A primeira vez que Eby Pim viu Lago Perdido foi num postal. Apenas uma fotografia antiga e algumas palavras num pequeno quadrado de papel pesado, mas quando o viu soube que estava a olhar para o seu futuro.
Isso foi há metade de uma vida. Agora Lago Perdido está prestes a deslizar para o passado de Eby. O seu marido George faleceu há muito tempo. A maior parte da sua exigente família desapareceu. Tudo o que resta é uma velha estância de cabanas outrora encantadoras à beira do lago a sucumbirem ao calor e à humidade do Sul da Georgia, e um grupo de inadaptados fiéis atraídos para Lago Perdido ano após ano pelos seus próprios sonhos e desejos. É bastante, mas não o suficiente para impedir Eby de abrir mão de Lago Perdido e vendê-lo a um empreiteiro.
Este é por isso o seu último verão no lago… até que uma última oportunidade de reencontrar a família lhe bate à porta.



Biografia
  Nasceu e cresceu em Ashville, Carolina do Norte e nunca esqueceu as suas raízes, situando sempre os seus livros no belo e quente Sul. Sarah Addison Allen adora livros e boa comida e na faculdade estudou Literatura porque pensava que era fantástico ter um diploma só por ler ficção e seria como licenciar-se em comer chocolate. É loucamente supersticiosa e misteriosamente tem Pocahontas na sua árvore genealógica segundo o pai.

  Escreveu o seu primeiro livro aos dezasseis, obra que nunca verá a luz do dia por ser demasiado horrível e o seu primeiro livro publicado foi um romance Harlequin sobre o pseudónimo Katie Gallagher. Mas foi com Jardim Encantado que ficaria conhecida.

  Lago Perdido é o seu quinto romance e foi publicado no início deste ano, estando traduzido para búlgaro e português.


Opinião
  Há algum tempo que não lia um livro desta autora e, a verdade, é que por mais que o tempo passe, existe um encanto nas suas histórias que se mantém sempre inalterado, daí que tenha sido com muitas saudades, mais do que expectativas, que me atirei à leitura do seu mais recente romance. Lago Perdido é uma viagem entre os erros do passado e as esperanças do futuro, é um regresso à infância, aos sonhos e à felicidade, é o ponto de partida para um futuro sem medos nem arrependimentos. Mais uma vez, Sarah Addison Allen embrenha-nos numa narrativa doce e delicada, numa história preciosa sobre a família, a amizade e o amor, demonstrando-nos que o futuro não tem de ser um espelho do passado nem nos obriga a ir com a corrente. É sim a nossa oportunidade para nos superarmos.

  A forma como perdemos uma pessoa que amámos, aquela que mais amámos na vida, pode marcar-nos de forma inultrapassável, pode mudar o rumo da nossa vida para sempre, transformando-nos numa concha daquilo que poderíamos ter sido. Esta história é sobre isso, sobre as perdas pelas quais fazemos luto o resto da vida, as perdas de que nos sentimos culpados, as perdas que não estávamos preparados para ter. Mas é também sobre amizades, ligações criadas num local ou momento, pessoas que nos amparam, que nos ajudam a sobreviver, pessoas que estão lá mesmo que não demos conta disso. Ao longo destas páginas, aprendemos como devemos sempre sorrir e acreditar, como um lugar nos pode mudar ou guardar recordações felizes, como pessoas nos podem devolver a vida que julgávamos perdida.

  É numa narrativa plena de doçura, do calor sulista e do cheiro dos bolos acabados de fazer, que somos apresentados às personagens carismáticas que, com vidas tão diferentes e interessantes, cada uma com as suas qualidades, vícios e hábitos estranhos, nos vão ensinar como a vida nos dá segundas oportunidades. Desde Lisette à Selma, de Wes a Devin, todas elas têm algo a dar-nos, sejam feitiços de amor, sejam receitas antigas ou mesmo cartas perdidas. É no seio deste grupo bizarro e adorável, que o Lago Perdido brilha e nos trás as maiores promessas.

  Contudo, sinto que faltou alguma da magia habitual dos livros anteriores. Apesar de haver uma tentativa com o aligátor, a verdade é que sem ele, a história poderia ter decorrido da mesma maneira e a sua presença, por vezes, parecia um pouco inadequada e fora de contexto, algo que nunca tinha acontecido com os outros elementos mágicos de Allen. Não que tenha gostado menos do livro por causa disso mas não deixo de me sentir um pouco triste por me ter faltado algo que só esta autora consegue introduzir com bastante naturalidade nas suas histórias: um elemento estranho, mágico que comanda as vidas de todos.

  Mesmo assim, foi com alegria que me embrenhei na leitura de Lago Perdido pois, apesar de não estar à altura dos outros livros da autora, a verdade é que eu já tinha muitas saudades da escrita e do estilo único de Sarah Addison Allen.


sábado, 19 de julho de 2014

Opinião - Para Sir Phillip, com Amor

Título Original: To Sir Phillip, with Love (#5 Bridgerton)
Autor: Julia Quinn
Editora: ASA
Número de Páginas: 336


Sinopse
Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.
Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?



Biografia

  Julia Quinn publicou o primeiro livro aos 24 anos e desistiu de Medicina para continuar a escrever histórias de amor. Tudo culpa do gelado e de um romance. Dedica todos os seus livros ao marido e só escreverá romances contemporâneos se os históricos não ficarem em segundo plano. Só cometeu dois erros nos seus livros: trocou a cor dos olhos de uma personagem em três livros e descasou uma personagem já casada no final de outro. Mesmo assim, nós, os fãs, adorámo-la incondicionalmente.

  Escreve há dezanove anos, tem vinte e três livros publicados e, recentemente escreveu um comentário para a nova edição de Mansfield Park da coleção Signet Classics, para além de participar em muitas antologias com outras autoras. Tem demasiados autores preferidos mas, todas as semanas na sua página do Facebook, recomenda um romance histórico. 

  Para Sir Phillip, com Amor é o quinto livro da sua série mais amada, Bridgerton, e foi publicado em 2003, contando com dezoito traduções.



Opinião
  É com muito charme, romantismo e uma certa dose de sarcasmo, que Julia Quinn nos faz adorar cada uma das suas histórias, contos cheios de peripécias, declarações e gargalhadas que nos aquecem o coração e nos deixam a sorrir dias depois de termos lido a última página. Mas, apesar de adorar esta autora e os seus livros, confesso que esperava menos deste, que as expectativas não eram tão altas, contudo, estava completamente enganada. Para Sir Phillip, com Amor é tão requintado, doce e divertido como qualquer um dos seus irmãos, só que tem também, uma individualidade muito própria, retrato da sua protagonista, sendo um livro vívido, resmungão e enternecedor de uma maneira que é só sua. Depois de nos ter apaixonado, Quinn prova que é capaz de inovar, de surpreender e mesmo assim, manter a magia.

  Centenas de cartas, um primeiro encontro acidentado e duas personalidades distintas, fazem desta história uma caixinha de surpresas que tem de tudo e onde tudo pode acontecer, desde travessuras e beijos roubados à discussões acesas ou mesmo segredos sombrios. O que começa com algo demasiado formal e tímido ou, até mesmo, embaraçoso, transforma-se em algo suave, até mesmo escaldante e, quando essa mudança se dá, o leitor sem se aperceber, já está completamente absorvido nestas páginas, tão iguais e tão diferentes do que se esperaria. Numa narrativa em que acidentes acontecem e partidas se fazem, as gargalhadas são naturalmente repentinas e os sorrisos impossíveis de apagar, algo que é já habitual nos livros desta autora é certo, mas que neste livro parecem acontecer com ainda mais facilidade.

  A verdade é que não sabemos o que nos espera quando iniciámos esta história. Não estámos a espera do mau humor dos seus protagonistas nem da sua falta de jeito. Não estámos a espera de duas crianças terríveis mas incrivelmente solitárias. Não estámos a espera que o amor de Eloise e Phillip seja tão bonito. E, talvez, por isso, este é um livro um bocadinho diferente dos outros, um bocadinho mais especial. Estranhamente, este é também o único livro da série que aborda assuntos mais dramáticos e reais, apresentando uma vertente mais séria que não é costume encontrarmos em Quinn mas que, não torna este livro menos prazeroso que os restantes. Aliás, penso mesmo que é este choque de realidade que nos faz apreciá-lo ainda mais.

  Eloise é uma irmã Bridgerton que pode passar um pouco ao lado mas, garanto-vos, quando a conhecemos, ela torna-se de imediato uma das nossas preferidas. Faladora, teimosa, dona do seu nariz e de uma fúria lendária, a quinta criança de Violet tem um charme que é único e a torna isso mesmo, única entre as demais. Já Phillip, faz-me lembrar um pouco o Monstro da Bela e o Monstro pela sua falta de jeito para lidar com os outros, pela sua fúria imediata e pela sua resmunguice infinita. Juntos, eles são dinamite, e é impossível não torcermos por eles. Mas, a jóia da coroa, ou melhor, jóias, deste livro, são Oliver e Amanda, os filhos de Phillip. Terríveis, travessos, autênticos monstrinhos, eles são a coisa mais fofa deste mundo.

  Inesperadamente, Para Sir Phillip, com Amor tornou-se um dos meus livros preferidos desta série. Aliás, inesperadamente não. Afinal, este pode não ser perfeito como o anterior mas, é nas suas preciosas imperfeições que está a verdadeira beleza de um sentimento que nasce quando e onde menos se espera.



As minhas Opiniões da Série

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Opinião - A Voz

Título Original: The Caller (#3 Shadowfell)
Autor: Juliet Marillier
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 456


Sinopse
A surpreendente conclusão da trilogia que começou com Shadowfell, cheia de romance, intriga e magia.
Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. O destino de Alban está nas suas mãos. Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição.
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.



Biografia
  Neozelandesa de nascimento, de raíz céltica na alma e no coração, Juliet Marillier é, possivelmente, a autora de fantasia mais adorada no nosso país desde o seu primeiríssimo livro, A Filha da Floresta, o início de uma vasta carreira premiada que já conta com dezassete livros e cujo décimo oitavo, o primeiro da trilogia Blackthorn&Grim, será publicado este ano.

  Licenciada em Música e Línguas, amante do folclore, da História e da mitologia, Juliet fez trabalho governamental, tocou numa orquestra e faz parte de uma ordem druídica. É ainda mãe de quatro e avó de seis.

  A Voz é o seu último livro, o final do seu regresso em grande, Shadowfell e a sua primeira edição estrangeira é nossa, tendo sido originalmente publicado no início deste ano.



Opinião
  Despedir-nos de uma história de Marillier é como dizer adeus a amigos queridos, é como fechar um ciclo da nossa vida, é morrer de saudades de um local, de um sentimento. Capaz de nos fazer sorrir e chorar, capaz de nos enfeitiçar com a sua voz de bardo, que tece feitiços e encantamentos e nos leva para um mundo onde sombras e luz se digladiam, esta autora enreda-nos sempre em histórias pelas quais nos apaixonámos e cujos finais enternecem-nos, marcam-nos, e se tornam inesquecíveis. A Voz é mais um desses finais, um final de tormentas e sonhos, uma história encantada onde o felizes para sempre está coberto de cicatrizes mas também de esperança.

 O caminho para a paz é pedregoso, cheio de perigos, de perdas, de desespero. Por isso, é preciso procurar o conhecimento, é preciso descobrir como proteger os nossos amigos e ideais. É preciso manter-nos fiéis a nós próprios e sermos capazes de acreditar, sempre, que a esperança brilha, mesmo que fugazmente, nos lugares mais assombrados. Com o tempo contado e o risco de tudo perder, Neryn e Flint vivem a batalha das suas vidas. Entre o amor e o dever, entre a esperança e o desespero, ambos têm que manter os seus papéis numa causa maior, mesmo que isso signifique perderem-se um ao outro, mesmo que isso signifique sacrificarem-se pela felicidade de um mundo que ambos desejam construir.

  Numa narrativa cheia tanto de coragem e crença como de malvadez e ambição, muitos são os momentos em que quase nos sentimos quebrar pela dor e atrocidades de que a loucura sedenta de poder é capaz de provocar. Vemos amigos cair em nome dos sonhos, vemos magia ser usada com tirania, vemos lágrimas cair em faces contraídas num vazio de sentimentos. Mas também há momentos de luz. Gestos de amizade e confiança, palavras de esperança, olhares de compreensão, são capazes de nos fazer sorrir mesmo nos piores momentos, mesmo quando o coração se contraí de apreensão e a vitória parece muito longe de ser alcançada.

 Numa guerra do bem contra o mal, da tirania contra o livre-arbítrio, somos levados a conhecer o melhor e o pior da alma enquanto somos avassalados pela intensidade das emoções que cada momento e cada gesto nos conseguem provocar. Somos ensinados a compreender que a justiça, a crença e o amor são essenciais à vida e precisos na construção de um futuro, que são a base para a esperança e as razões porque realmente lutámos. Da primeira à última página é isso que predomina, mesmo nos piores momentos, é a capacidade que só Juliet tem de, no lugar mais escuro, fazer brilhar a vida.


  Mais uma vez, é com fervor e carinho que fecho mais um livro desta autora extraordinária. Mais uma vez, faltam-me as palavras para vos explicar a beleza e a intensidade das suas histórias. A Voz não é apenas mais um final encantado, contudo. É o final, também, de uma trilogia que, por trás de uma suposta inocência, é capaz de derrubar mentes e encantar corações.


As minhas Opiniões da Trilogia