domingo, 30 de novembro de 2014

Aquisições e Leituras *Novembro*

  Ah my sweet November... que gosto tanto de ti mas foste um mês quase perdido em leituras... Não bastava só ter lido cinco livros e ter ficado assim com o meu plano de leituras até ao final do ano completamente desgraçado e espatifado e, sabe-se lá mais o quê, como depois de Outubro ter acabado tão mal em leituras, tu decidiste continuar assim! O que vale é que foram só dois livros... Mas porquê?? E logo dois livros que não deviam ter corrido mal de jeito nenhum... Enfim, já passou, respiremos fundo e venham os próximos, até porque este mês descobri uma das maiores surpresas deste ano dentro de um livro que comprei basicamente pela capa.

  O que vale é que em mês de continuação de leituras más e cruéis, eu fiz anos e graças a todos os deusinhos recebi... Livros. E um Groot. Tenho um Groot!!! (E tinha chocolates mas esses já se foram). E depois uma das editoras parceiras decidiu publicar quase tudo de bom que tinha para publicar neste mês e lá vieram seis livros oferecidos para casa em que, três deles são finais de séries que eu adoro. Ai o meu coraçãozinho, que não aguenta. Como se não bastasse, outra editora foi uma querida e enviou-me um dos livros que mais quero ler este ano.

  Mas mesmo assim, a minha pessoa achou que devia comprar livros e o resultado é que provavelmente vão ter de me internar. Em minha defesa tenho a dizer que três dos livros abaixo foram pre-orders que fiz o mês passado e que outros dois foram comprados com um vale de €10 da FNAC. E, caramba, eles são lindos e têm ar de que vão ser leituras maravilhosas e prioritárias. Mais umas para juntar à lista.

Já no blogue, bem, poucas opiniões e MUITOS PASSATEMPOS. O que não me deixa especialmente feliz tenho a dizer mas espero equilibrar melhor a coisa para o mês que vem. O que deve ser um sonho porque estámos a falar do Natal. Bolas!

E, caramba, que este mês não me calo o.O 



Aquisições

A Princesa Branca, Philippa Gregory
Confissões de Maria Antonieta, Juliet Grey
Começa aqui as maravilhas que a parceira Planeta Manuscrito tão bondosamente me ofereceu. Preparem-se! Estes são os dois novos históricos da estante: um, é de uma autora de que não sou muito fã mas, faz parte da série que gosto da autora e, ainda por cima, é o livro que mais quero ler da dita. É bom que esteja excepcional Philippa! O outro é só, só, o final da trilogia maravilhosa que Juliet Grey escreveu sobre Maria Antonieta e vai ser a minha próxima leitura.


A Prova do Ferro, Cassandra Clare e Holly Black
A Cidade do Fogo Celestial, Cassandra Clare
Mais duas ofertas da Planeta Manuscrito muito importantes! Afinal são de uma das minhas autoras preferidas de sempre! O primeiro já li e oh, gostei tanto, tanto! Foi como voltar à infância e não, não é uma cópia de Harry Potter. O segundo, é aquele livro que quero imenso ler e, ao mesmo tempo, tenho um medo desgraçado de lhe pegar porque a Cassie vai me despedaçar o coração e não sei se estou preparada para dizer já adeus aos Caçadores de Sombras. Ainda por cima o próximo só sai daqui um ano... UM ANO!


O Filho de Neptuno, Rick Riordan
Separação, Lauren DeStefano
As últimas ofertas da pilha linda que a Planeta Manuscrito me ofereceu. O Filho de Neptuno está a fazer companhia aos seus irmãos que me começam a pressionar para ler este autor. Eu juro que tenho tentado pegar no Riordan nos últimos meses, a sério! E o Separação... bem aplica-se o mesmo que disse acima acerca do A Cidade do Fogo Celestial, tirando que eu já tenho o Perfect Ruin na estante há um ano à espera que a Planeta publicasse este...


A Rainha das Trevas, Susan Carroll
Serena, Ron Rash
Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling
O Rainha foi o primeiro livro que comprei pela Círculo de Leitores e espero que este seja um óptimo início de uma relação que espero longa e próspera (para a carteira deles e para a minha estante). O Serena é um livro que quero ler desde que ouvi falar no filme e, apesar de não gostar de capas com cartazes de filmes bem, este tem a Jennifer por isso, que se lixe! Quanto ao terceiro... a culpa é da minha mãe que decidiu, catorze anos depois, que tinha de me oferecer novamente este livro. E sim, tenho a melhor mãe do mundo não duvidem!


Winterspell, Claire Legrand - Opinião
A Thousand Pieces of You, Claudia Gray
Forbidden, Kimberley Griffiths Little
The Bane Chronicles, Cassandra Clare
Sim, eu tenho TRÊS livros novos da Cassie na estante, obrigada a todos os deuses por isso! Será que tenho de explicar porque comprei a antologia de contos do Bane? Também me parece que não. Quanto ao Forbidden... passa-se na Mesopotâmia, na antiga Mesopotâmia!!! Como poderia eu não comprar este livro? O A Thousand Pieces of You já foi uma questão de capa (que é linda de morrer) e depois de sinopse. Parece-me uma boa maneira de conhecer esta autora. Por último, o meu lindo, maravilhoso, magnífico, Winterspell que, depois de o ter lido pelo NetGalley e ter ADORADO, eu precisava de ter na estante para olhar para ele e lembrar-me da coisa brutal que ele é. 


Prized, Caragh M. O'Brien - Opinião
Promised, Caragh M. O'Brien - Opinião
Eu já li estes livros há uns meses se estão lembrados, mas na altura não os comprei porque as edições iguais ao meu Birthmarked não se arranjavam em lado nenhum. E agora vocês perguntam onde então encontrei estas? Pois bem, foi na FNAC do Chiado e não, não estou a brincar. Aproveitei o vale de €10 que tinha e assim em vez de me livrar do meu livro, acabei por ficar com a trilogia completa.


Alice in Zombieland, Gena Showalter
Lola and the Boy Next Door, Stephanie Perkins
Prodigy, Marie Lu
Ok, eu ando para ler o Alice já há muito tempo e foi desta vez que ele veio para casa porque graças à Jen do Cuidado com o Dálmata, eu descobri que ele estava a €5 e qualquer coisa no Book Depository e o resultado está a vista. Este foi também o mês em que digo "não vou esperar outra vez eternamente pelas sequelas de livros que adorei", por isso, os outros dois vão fazer companhia aos seus irmãos, Anna e o Beijo Francês e Legend. Não há mais desculpas para eu esperar.


A Todos os Rapazes que Amei, Jenny Han
Oferta da Topseller, este livro fez-me correr tudo, TUDO à procura dele até a editora ter gentilmente me oferecido um exemplar. É um dos livros deste ano porque tenho mais curiosidade, possivelmente o único contemporâneo de uma autora que não conheço, e será certamente, uma das próximas leituras.


Quanto às prendas que recebi no meu aniversário, podem vê-las aqui





O Melhor do Mês
Este mês não dei 7* a nenhum livro. Nenhum. Sendo assim não posso, contudo, deixar de referir aquele que foi para mim uma das grandes surpresas deste ano.






O Pior do Mês
Há vários meses que não tenho conseguido colocar livros nesta categoria. Este mês, até é difícil escolher qual deles deve aqui figurar! Mas, pronto, lá me decidi pelo que levou 1*.




Menção Honrosa
Pois claro que eu tinha de arranjar maneira de referir outro livro até porque o coitado foi lido em Outubro mas só fiz a opinião em Novembro, o que está mal porque ele devia ter sido referido como uma das melhores leituras do mês passado. Por isso, cá está ele.




As restantes Opiniões...

O livro porque mais ansiei desta série foi, infelizmente, a maior desilusão e, também, a prova que eu e esta autora não nos entendemos mesmo. Faltou muita coisa à um livro com um enorme potencial.

Uma leitura para fazer as horas passar a correr é o que encontrarão aqui. Gostei mais de Pecado, é certo, mas este livro não lhe fica muito atrás. Basta dizer que fiz as pazes com esta autora.

Por onde hei-de começar com este livro? Bem este foi A desilusão do mês passado. Apesar de ter ficado com vontade de ler Levithan, também me apercebi que começo a ficar enjoada da fórmula do Green... Para além de ter descoberto o único rapaz da minha lista de 5 Personagens mais Detestáveis de Sempre.

E este foi A desilusão deste mês. Não sei o que raios se passa com estes autores... A Jennifer é daquelas autoras que torna sempre o cliché e banal numa coisa espectacular só que, desta vez, não conseguiu. Pelo amor da santa, ela até criou um triângulo amoroso irritante e eu nem me costumo queixar dos triângulos amorosos!!!

O livro que me trouxe de volta a sorte. Sem ser extraordinário, este livro acaba por ser leitura obrigatória a quem gosta do género porque é tão, mas tão divertido. Para além de ser um retelling de Sherlock Holmes que não nos dá urticária.



E...

Momento da Semana Harry Potter #49 #50

A Rainha Manda... *Espera Por Mim*

From Pages to a Movie *A Revolta - parte 1*

Resultados dos Passatempos *Unravel Me*, *Orgulho e Prazer* e *A Prova do Ferro*

Passatempos Terminados - *A Princesa Branca*; *Confissões de Maria Antonieta* - Resultado em Breve!

Passatempos a decorrer *O Filho de Neptuno*, *A Cidade do Fogo Celestial*




Próxima Opinião

Operação Livros no Sapatinho: Recomendações



Ora bem, preparem-se para uma lista grande que tentou ser diversificada (mas sem muito sucesso). Espero que vos possa ser útil!



Como retelling de O Quebra Nozes este livro é perfeito para esta época do ano e por isso o livro certo a oferecer a quem lê em inglês ou quer começar. Também aconselhado a leitores de fantasia mais gótica.



Ideal para os fãs de ficção histórica que estejam a precisar de um tema novo que não sejam os Tudors.



Na época em que os circos mais lucram, que tal oferecer um circo diferente a alguém que prefere não ir aos reais? Se calhar este circo agradar-lhe-á muito mais, principalmente se gostar de magia. 



Aos mais novos, ou fãs de Harry Potter, este livro pode ser o voltar à infância ou a descoberta de um novo prazer: a leitura.



À mais romântica, porque não o romance mais romântico publicado este ano em terras lusas?



Até pode ser um leitor que não goste de históricos ou mesmo de ler. Basta ter sentido de humor e, possivelmente, adorará este livro.


Aos adolescentes, ou mesmo aos amantes de mitologia que passam a vida a queixar-se que os escritores passam a vida a estragá-la, ofereçam este livro.


Fãs de George R.R. Martin, Patrick Rothfuss ou Peter V. Brett? Ofereçam este livro e serão adorados para o resto da vida (ou assim o espero).

sábado, 29 de novembro de 2014

From Pages to a Movie *A Revolta - parte 1*

Opinião do livro ~ Trailer do filme


  Um dos filmes mais aguardados do ano e o início do fim de um dos maiores franchises do cinema dos últimos anos, A Revolta - parte 1 é a adaptação (de metade) do livro com o mesmo nome de Suzanne Collins e segue-se a Jogos da Fome e Em Chamas.

  A minha única queixa é: isto nunca, nunca devia ter sido dividido. Mesmo que tenha acabado por levar ao pormenor e elevado a qualidade do livro, este filme não devia ter sido dividido, ponto final da conversa. E já que foi, não deviámos ter de esperar um ano por um filme que está pronto. Não é, pura e simplesmente, normal.

  Mas queixas à parte, deixem-me agora dizer o quão maravilhada, apaixonada e arrepiada ainda estou uma semana depois de ter visto o filme. Eu sou daquelas poucas pessoas que adorou o livro e só posso elogiar como se conseguiu passar para a tela o quão psicologicamente fragilizadas as personagens estão, principalmente a Katniss, e como as cenas mais paradas acabaram por resultar em grandes momentos significativos. O filme aliás, elevou e, atrevo-me a dizer, compreendeu melhor sobre o que este livro realmente é do que muitas pessoas. Entre os momentos de acção, os de revolta ou os mais psicológicos, o filme acaba por nos deixar completamente presos aos ecrã, enquanto o horror nos invade e os arrepios nunca nos deixam. 

    Mais uma vez, tenho de elogiar o guarda-roupa (fato da Katniss, mais um toque especial) e os efeitos especiais que transformaram cada momento e cenário numa coisa do outro mundo. As mudanças efectuadas funcionaram muito bem. Não mexendo muito na história, acabou por se conseguir introduzir coisas que melhoraram muito este final, entre elas duas em especial: Effie e, claro, o momento poderoso e emocionante em que Katniss canta The Hangging Tree. Para além disso, ajudou muito podermos visualizar o que se passava nalguns distritos bem como ouvir Gale contar o que aconteceu na noite em que o Distrito 12 pereceu. Foram grandes momentos que deixam qualquer espectador completamente paralisado. Quanto à divisão, já esperava que fosse ali pois parecia-me óbvio mas penso que
o deviam ter terminado uns minutos mais cedo. 

  Quanto ao elenco, nunca é demais dizer o quão espectacular e brilhante a Jennifer Lawrence é. Mais uma vez, ela conseguiu ser a Katniss e, naquele que para mim era o livro/filme mais difícil de representar pelo estado em que a personagem se encontra, ela acaba por brilhar ainda mais. Tive pena de não ver o Josh mais vezes, mas das poucas vezes que apareceu foi o Peeta em absoluto (parabéns pela caracterização já agora). Quanto ao Liam, querido eu até gosto de ti e da tua performance mas caramba a tua personagem continua a irritar-me solenemente de tão estúpido que é. Queria mais de Haymitch, muito mais. Ele fez-me falta mas, em contrapartida, a minha Effie estava esplendorosa como sempre! E claro que eu tinha razão quanto à Natalie Dormer e, mais uma vez, ela arrasou mesmo nas poucas falas que tem. O Sam Claflin, conseguiu, tal como a Jennifer, transmitir o estado perdido do Finnick, e a Julianne Moore foi uma presidente Coin convicente. E o desgraçado do Philip Seymour Hoffman... Ninguém, ninguém seria Plutarch como foste.

  A Revolta - parte 1 é assim, o início de um final muito, muito prometedor e, mais uma prova, em que existem grandes filmes e grandes adaptações que não precisam de nomeações para Óscares e tretas assim para o demonstrar.

Resultado Passatempo *Confissões de Maria Antonieta*

  Com o apoio da parceira Planeta Manuscrito, tinha um exemplar do último volume da trilogia de Juliet Grey, Confissões de Maria Antonieta, para oferecer.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 100 participações válidas, o número escolhido foi...


50. Jorge (...) Martins, Castelo de Paiva


 Muitos Parabéns ao vencedor, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Passatempo *A Cidade do Fogo Celestial*

  Com o apoio da Planeta Manuscrito, não poderia deixar passar o lançamento do final de uma das minhas séries preferidas sem vos dar a oportunidade de puderem receber em casa um exemplar de A Cidade do Fogo Celestial, de Cassandra Clare.

 Para se habilitarem a ganhar este exemplar, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

  As respostas podem ser encontradas aqui.




Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 12 de Dezembro de 2014.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



Tentações: O Cavalheiro Inglês [Marcador]

Em Dezembro na sua livraria mais próxima, o segundo romance da autora de Alma Rebelde



Título: O Cavalheiro Inglês
Autora: Carla M. Soares
Editora: Marcador



*Carla M. Soares*
  Nasceu em 1971, em Moçâmedes, no Namibe. De lá, trouxe escassas memórias e a viagem no corpo. 

  Formou-se em Línguas e Literatura em Lisboa, tornou-se professora, mestrou em Literatura Gótica e Film Studies e estudou História da Arte num doutoramento incompleto. 

  Filha, mãe, mulher, amiga, leitora e escritora compulsiva, viaja pelas letras desde sempre.



Sinopse:
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que permanecem em Portugal não são amados.
O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa descrição recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família orgulhosamente portuguesa.



Tentação Porque...
Adoro a escrita da Carla, adorei o Alma Rebelde e estou desejosa de meter as mãos em cima deste menino!



Outros Livros da Autora



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opinião - A Long Long Sleep

Título Original: A Long Long Sleep (#1 UniCorp)
Autor: Anna Sheehan
Editora: Candlewick Press
Número de Páginas: 342


Sinopse
It should have been a short suspended-animation sleep. But this time Rose wakes up to find her past is long gone-- and her future full of peril.

Rosalinda Fitzroy has been asleep for sixty-two years when she is woken by a kiss. Locked away in the chemically induced slumber of a stasis tube in a forgotten subbasement, sixteen-year-old Rose slept straight through the Dark Times that killed millions and utterly changed the world she knew. Now, her parents and her first love are long gone, and Rose-- hailed upon her awakening as the long-lost heir to an interplanetary empire-- is thrust alone into a future in which she is viewed as either a freak or a threat. Desperate to put the past behind her and adapt to her new world, Rose finds herself drawn to the boy who kissed her awake, hoping that he can help her to start fresh. But when a deadly danger jeopardizes her fragile new existence, Rose must face the ghosts of her past with open eyes-- or be left without any future at all.


Biografia
  Anna Sheehan foi concebida no norte do Alaska, filha de uma veterinária boémia. Passou por vários anos infernais na escolha mas já conseguiu perdoar todos os seus professores e as pobres crianças que nunca aprenderam a lidar consigo.

  Em vez de uma vida social, dedicou-se antes aos livros, tendo-se tornado uma devota leitora de Diana Wynne Jones e de Douglas Adams. Estudou teatro e Shakespeare com os Young Shakespeare Players de Madison, Wisconsin, algo que criou um grande impacto na sua vida. Depois descobriu a encenação histórica. Vive num pequeno rancho no estado de Oregon com a mãe, a filha e os dois cães.

  A Long Long Sleep foi o primeiro livro da autora. Publicado em 2011, está traduzido para cinco línguas e ganhou o Golden Duck Award for Hal Clement Award for Young Adult de 2012. A continuação, No Life But this, será publicada em Dezembro deste ano mas não pela Candlewick. Será a Gollancz, a editora britânica a fazê-lo.


Opinião
  Por vezes comprámos livros por impulso. Não é que estejámos desejosos de o ler, não é que tenhámos lido todas as críticas ao livro e a sinopse até à exautão. É porque ele tem uma capa deslumbrante, porque pertence a géneros que lemos, porque até encaixa nuns desafios que queremos fazer... Basicamente, comprámos o livro porque sim. Eu comprei A Long Long Sleep porque sim. Foi uma compra impulsiva e seria uma leitura quase sem importância da qual não tinha expectativas se, se ele não se tivesse revelado uma das grandes surpresas deste ano. Anna Sheehan fia devagar e pacientemente os fios desta trama página a página para, inesperadamente, quase no fim, nos deslumbrar com uma complexa trama psicológica. Lírica por vezes, enganadoramente fútil, profundamente triste e desesperante, A Long Long Sleep não é um conto de fadas. É sim, uma história que desfaz os seus leitores, que os fará pensar e, sem dúvida, os marcará profundamente.

  O encanto deste livro não está no mundo em que a história se passa. É, aliás, a única coisa quase em estado bruto aqui e, consequentemente, a única falha de Anna. Mas, se o mundo é simples e, apesar de futurista e pós-apocáliptico, até tosco, no final vai ser a coisa que menos importará. Porque esta história não é sobre uma sociedade, é sobre valores morais. É sobre família, amor e amizade. É sobre uma rapariga que abriu os olhos mas permaneceu adormecida para a vida. É sobre uma princesa que acordou com um beijo mas só despertou quando a ilusão do seu mundo desabou perante a crueldade da verdade que julgava perfeita. Numa narrativa que começa como a sua protagonista, dormente, apática, de luto, há pequenas pistas em palavras subtilmente escondidas, anos propositadamente esquecidos, caras envelhecidas. Pistas que escondem segredos de desapego, de intolerância e abandono por baixo de uma superfície polida e perfeita.

  Ao longo de uma trama marcada pela tristeza, apercebemo-nos de uma dormência que impera em gestos torpos, palavras delicadas sempre ditas em voz baixa, em apegos sedentos de amor. Atitudes que levarão à curiosidade e, então, à exposição de uma realidade que se adequa tão bem aos dias de hoje. E é essa realidade que nos chocará, pois fala-nos de falsa protecção, amor ilusório, dedicação mentirosa. Mostra-nos em palavras e atitudes, o cinismo e o egoísmo, que levam à um abuso para lá de imaginável. Pinta-nos um quadro aterrorizador de até onde pode ir a negligência, o quanto se pode roubar a uma criança inocente sem que ela se aperceba. E o que acontece quando ela finalmente se apercebe que a sua inocência ficou há muito, muito tempo para trás, é um vil acordar que desencadeará uma série de revelações inesperadas e a descoberta que o seu mundo, o seu tempo, correu, correu, correu , enquanto ela estagnou. E que a morte, por vezes, é mais doce e menos cruel que a vida.

  Enquanto o enredo subtilmente muda e se transforma num rodopio de emoções intoleráveis, Rose muda com ele. De princesinha de vidro, sem emoções e sem personalidade, Rose, passo a passo, à custa da destruição das ilusões que lhe restaram, cresce e revolta-se, sente e grita. É com o desabamento das ruínas do seu mundo que ela se fortalece, demonstrando que a sua fragilidade foi imposta e não escolhida, mostrando que a rosa de plástico afinal tem espinhos e sabe como usá-los. É nela, principalmente,que nos apercebemos do talento extraordinário da autora para criar personagens psicologicamente espantosas, ou melhor, humanamente reais. E, é também, na forma como Rose se liga às personagens à sua volta, como as suas emoções mudam de personagem para personagem, de acontecimento para acontecimento, que nos apercebemos como Anna Sheehan entende as múltiplas facetas dos sentimentos, mesmo quando estes são transmitidos por uma personagem como Otto que não pode usar a voz para se fazer ouvir.

  Inconvencional, original, extraordinário. A Long Long Sleep é daqueles livros que nos surpreendem exactamente porque não lhe esperámos encontrar tal efervescência de carácter. Ainda bem que, por vezes, nos deixámos levar pelos impulsos.

Divulgação: Sombras [CoolBooks]

À venda dia 28 de Novembro na CoolBooks



Título: Sombras
Autora: Patrícia Morais
Editora: Porto Editora
Formato: Ebook



*Patrícia Morais*
  É uma estudante de tradução na London Metropolitan University. Mesmo enquanto mudava constantemente a sua mente acerca do que seria a sua futura profissão – alternando entre professora, nadadora salva-vidas e até mesmo veterinária –, algo que sempre teve a certeza foi que um dia viria a crescer para ser escritora.

  E porque acredita que ainda não passa demasiado tempo à frente de um computador a escrever, ainda regista no seu blog as suas experiências de escrita e traduz os conselhos de outros autores de língua inglesa.



Sinopse
Lilly Ashton não podia imaginar vida mais perfeita que a sua, até à terrível noite em que tudo mudou.

A única maneira que encontra para sobreviver à tragédia é fazer o que sempre desejou: ser impulsiva.

Afasta-se de tudo e todos quando se muda para Jillian e decide estudar Folclore e Mitologia, mas depressa se encontra numa corrida para salvar a própria vida, ao descobrir que os monstros que se escondem debaixo da cama existem mesmo.

Para garantir a sua sobrevivência, junta-se a Diabolus Venator, a organização de caçadores de demónios daquela pequena cidade, onde conhece Liam, o misterioso jovem que a enfurece e surpreende todos os dias. Mas nem todos os que lutam com ela têm o mesmo objetivo, e o perigo que enfrenta pode ser maior junto dos que a rodeiam do que na batalha contra os demónios. Num mundo onde as lendas são reais, em quem poderá Lilly confiar?



Podem encontrar a autora na sua página do Facebook e na sua conta do Goodreads

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Opinião - Jackaby

Título Original: Jackaby (#1 Jackaby)
Autor: William Ritter
Editora: Algonquin Young Readers
Número de Páginas: 304


Sinopse
“Miss Rook, I am not an occultist,” Jackaby said. “I have a gift that allows me to see truth where others see the illusion--and there are many illusions. All the world’s a stage, as they say, and I seem to have the only seat in the house with a view behind the curtain.”

Newly arrived in New Fiddleham, New England, 1892, and in need of a job, Abigail Rook meets R. F. Jackaby, an investigator of the unexplained with a keen eye for the extraordinary--including the ability to see supernatural beings. Abigail has a gift for noticing ordinary but important details, which makes her perfect for the position of Jackaby’s assistant. On her first day, Abigail finds herself in the midst of a thrilling case: A serial killer is on the loose. The police are convinced it’s an ordinary villain, but Jackaby is certain it’s a nonhuman creature, whose existence the police--with the exception of a handsome young detective named Charlie Cane--deny.

Doctor Who meets Sherlock in William Ritter’s debut novel, which features a detective of the paranormal as seen through the eyes of his adventurous and intelligent assistant in a tale brimming with cheeky humor and a dose of the macabre.


Biografia
  É irrelevante o local onde William Ritter nasceu e a sua casa tanto se pode situar numas misteriosas catacumbas de Malta como numa sossegada cidade do Oregon. Os seus pais ensinaram-no a valorizar a inteligência, a criatividade e a individualidade e, quando liam em voz alta, faziam sempre as vozes.

  Quando na faculdade, William estudou as disciplinas que lhe prometeram as melhores histórias em vez das mais prácticas, graduando-se em Inglês e Educação com certificados em escrita criativa e folclore. Actualmente dá aulas de artes da linguagem numa escola secundária, o que inclui ler e escrever, mitologia e heróis.

  Jackaby é o seu primeiro livro e nasceu a meio da noite enquanto William tentava adormecer o filho. Foi publicado este ano.


Opinião
  Depois de uma série de desafortunadas leituras, estava a precisar de algo que, se não fosse genial, pelo menos me animasse. E Jackaby foi a resposta às minhas preces. Apesar de ser fã de Sherlock Holmes, retellings e fantasia/paranormal, confesso que não tinha expectativas para este livro e, se a oportunidade não tivesse surgido, possivelmente o pobrezinho teria ficado na eterna lista de livros que gostava de ler, apesar de me ter sido recomendado. Ainda bem que não foi esse o caso. William Ritter sabe o que está a fazer mas, principalmente, sabe o que realmente um livro significa: pura diversão. Aventura e mistério não faltam nesta história na qual o autor, com uma escrita acessível e caracterizada por um humor muito especial, nos dá a conhecer, não mais um Sherlock Holmes, mas sim, R.F. Jackaby, que, já agora, decidiu mandar o Dr. Watson dar uma curva, deixando ficar Miss Abigail Rook, ou Miss Pragmatismo como gosto de lhe chamar.

  Falta alguma complexidade a este mundo mas, sinceramente, quando ele nos é dado a conhecer através de olhos inocentes, ou descrentes como preferirem, como os de Abigail Rook com tal entusiasmo e facilidade, mais vale aproveitar a viagem. E foi exactamente o que fiz. Como primeiro volume de uma série, Jackaby faz um óptimo trabalho a introduzir-nos neste mundo enquanto, ao mesmo tempo, aguça a nossa curiosidade acerca das criaturas que o povoam, bem como das personagens. E, oh, como ele nos delicia! Página a página, seja através de uma piada mais negra ou de uma pista menos óbvia, este livro entretém-nos com tanta facilidade, talvez porque, esta é uma narrativa que mistura ciência e sobrenatural, racionalidade e mística de uma forma absolutamente convincente. 

  Mistério e segredos são os ingredientes desta trama mas, se juntarmos a isso, fantasmas, trolls e banshees, temos uma história muito pouco convencional, e à qual não falta diversão e surpresas. E é por isso que, se rapidamente descobrimos o assassino, a verdade é que não deixámos que isso nos faça tropeçar na leitura, antes a devorámos mais depressa só para saber como Jackaby lá chegará. Depois, claro, temos o conjunto de personagens mais bizarro alguma vez visto, do qual faz parte a pragmática Abigail Rook, moça para lá do seu tempo que decide que não esta para fazer o que os outros acham correcto mas sim, o que ela quer fazer. E Jackaby, o misterioso e estranho detective que, para irritação de alguns, acerta mais do que devia.

  Sem ser extraordinário, Jackaby é contudo um livro delicioso que promete continuar a surpreender-nos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Opinião - Stone Cold Touch

Título Original: Stone Cold Touch (#2 The Dark Elements)
Autor: Jennifer L. Armentrout
Editora: Harlequin Teen
Número de Páginas: 446


Sinopse
Every touch has its price

Layla Shaw is trying to pick up the pieces of her shattered life—no easy task for a seventeen-year-old who’s pretty sure things can’t get worse. Her impossibly gorgeous best friend, Zayne, is forever off-limits thanks to the mysterious powers of her soul-stealing kiss. The Warden clan that has always protected her is suddenly keeping dangerous secrets. And she can barely think about Roth, the wickedly hot demon prince who understood her in ways no one else could.

But sometimes rock bottom is only the beginning. Because suddenly Layla’s powers begin to evolve, and she’s offered a tantalizing taste of what has always been forbidden. Then, when she least expects it, Roth returns, bringing news that could change her world forever. She’s finally getting what she always wanted, but with hell literally breaking loose and the body count adding up, the price may be higher than Layla is willing to pay…


Biografia
  Jennifer começou a sonhar em se tornar escritora nas aulas de álgebra, nas quais ela passava o tempo a escrever contos, o que explica as suas más notas nessa disciplina. Mulher de muitas faces, não há género em que não escreva, ou quase. Paranormal, ficção científica, fantasia ou romances contemporâneos. Young Adult, ou Nem Adult e livros para adultos com o seu pseudónimo J. Lynn. Seja, o que for, Jennifer escreve-o e com sucesso. Os seus livros são publicados por quatro editoras, apesar de continuar a auto-publicar-se como será o caso do seu próximo livro, Wicked a sair em Dezembro. Tem quinze livros publicados como Jennifer L. Armentrout e oito como J. Lynn, duas séries de sucesso, uma que será adaptada para filme e outra para TV, e participou em várias antologias para além de algumas short stories das suas séries.

  Dark Elements é a sua nova série paranormal e Stone Cold Touch o seu segundo volume. Foi publicado no fim do mês passado.


Opinião
  Foi com White Hot Kiss, o primeiro volume desta série, que me estreei com Jennifer L. Armentrout. E que estreia foi! Tudo o que me tinham dito sobre esta autora confirmou-se num livro cheio de adrenalina e reviravoltas que me fez desesperar pela sua continuação nos meses que se seguiram. E, quando finalmente meti as mãos em cima de Stone Cold Touch estava preparadíssima para uma leitura que eu sabia ir devorar e adorar. Ou era o que pensava. Infelizmente, apesar de Jennifer manter o seu humor tão especial, isso não chegou para que esta sequela convencesse. Houve muito pouco daquilo a que esta autora nos habituou. Foi antes uma leitura banal, igual a tantas outras e eu tenho culpado para isso. Acho que a autora ao permitir-se deixar a escolha do par de Layla nas mãos dos leitores perdeu o rumo algo que, do pouco que li dela, não me parece ser normal.

  A narrativa, em vez de nos maravilhar com a acção constante, as reviravoltas explosivas, o romance cheio de tensão e romantismo, acabou por ser, até às últimas cem páginas ou menos, não só aborrecida como um ataque aos meus nervos. Sim, eu perdi literalmente a cabeça com este livro. E porquê? Porque a história se centra, basicamente toda, no triângulo amoroso. Página a página, vemos a Layla saltitar entre o Zayne e o Roth, ao ponto de já não sabermos se ela gosta sequer realmente de algum dos dois, enquanto eles lhe perdoam basicamente tudo e a tentam proteger, às vezes das formas mais erradas. Como se isso não bastasse, vemos toda a gente esquecer o perigo iminente que está a porta e a culparem a pessoa menos provável apenas por suspeitas infundadas. E o que acontece? O culpado está debaixo do nariz de todos. 

  Ou seja, esta narrativa é marcada por uma sucessão de atitudes parvas facilmente evitáveis. Está recheada de momentos que, ou nos bulem com os nervos, ou nos deixam apáticos. Sim tem acção, mas é provocada por uma série de asneiras. Tem romance, mas é demasiado confuso para a minha cabeça. E a grande reviravolta da história é a que se dá no fim, fim que é a única coisa que salva este livro mas mal e porcamente. Resumindo, temos uma história confusa, em que o mistério a ser resolvido é esquecido até às páginas finais e, onde muita coisa acaba por não fazer sentido, para além de se concentrar nas indecisões amorosas da protagonista em vez de na resolução dos perigos que estão a assolar este mundo.

  As personagens, as quais parecem ter recebido um atestado de estupidez, porque ninguém, ninguém neste livro foi capaz de ver o que se passava mesmo em frente aos seus olhos, foram as causadoras desta desgraça. Por exemplo a Layla, que de ingénua e demasiado boazinha, neste livro passa a lamurienta e burra, conseguiu irritar-me solenemente sempre que chorava, sempre que se metia em sarilhos, sempre que não enfrentava quem devia, sempre que se culpava sem razão ou se lamuriava em vez de resolver a coisa. O que foi basicamente o livro inteiro. E depois o Roth decidiu ter uma série de atitudes idiotas e bipolares que o fizeram parecer um perseguidor maluquinho. E o Zayne, que espantosamente foi o que menos me irritou, decidiu perdoar tudo e mais alguma coisa à Layla tendo quase sempre uma atitude passiva. 

  Stone Cold Touch deu cabo de mim, dos meus nervos, do meu coração, de tudo. Porque desta vez, Jennifer L. Armentrout decidiu torturar-me da pior maneira possível: criando um livro que não me satisfez. E só porque sei o quanto esta autora é fantástica, vou tentar varrer esta leitura para debaixo da cama. Mas que não se repita.

domingo, 23 de novembro de 2014

Opinião - À Beira do Lago Encantado

Título Original: A Princess in Distress
Autor: Barbara Cartland
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 172


Sinopse
Marienbad, 1905. A Europa está a preparar-se para a guerra e os países aliam-se uns com os outros e contra outros.

Mariska fica surpreendida e chocada quando o Alto Comando alemão espera que ela faça o papel de espia - e com medo da fúria do marido, caso recuse.
Em Marienbad para informar o rei Eduardo VII dos últimos acontecimentos no palco europeu, Lorde Arkley conhece a bela e infeliz Mariska. Ela é casada com o sádico príncipe Friederich de Wilzenstein, um homem condenado a uma cadeira de rodas pelos efeitos da bomba de um anarquista.
Arkley e Mariska são atraídos para uma assustadora teia de intrigas e espionagem numa história dramática com um final surpreendente.


Biografia
  Mary Barbara Hamilton Cartland nasceu em Birmigham, Inglaterra, em 1901, e foi considerada pela Vogue como “a verdadeira Rainha do Romance”. Com mais de 760 livros publicados, alguns deles adaptados a filmes, a autora começou como colunista de mexericos no Daily Express, publicando em 1923 o seu primeiro livro, Jigsaw. Encontra-se no livro de recordes do Guinness por os seus livros terem vendido mais de 1000 milhões de cópias por todo o mundo. Também escreveu biografias, autobiografias, livros de saúde e cozinha e até músicas de amor. Era presença assídua em eventos onde sempre envergou a sua cor preferida, cor-de-rosa e falava de amor, saúde e problemas sociais.

  Foi condecorada como Dame Commander da Ordem do Império Britânico pela rainha Elizabeth II em 1991 pela sua contribuição para a cultura britânica. Casou duas vezes, tendo o primeiro casamento acabado num escandaloso divórcio, o que não a coibiu anos mais tarde, de condenar a enteada da filha, a princesa Diana, pelo fim do casamento dela com o príncipe Charles. Os últimos anos da sua vida foram marcados pela sua forte posição conservadora. Faleceu em 2000, estando enterrada em Hatfield, debaixo de uma árvore plantada por Elizabeth I. Deixou ainda, cerca de 160 manuscritos que serão postumamente publicados.

  À Beira do Lago Encantado foi publicado em 1978 e é das suas obras menos conhecidas. Está é a primeira vez que é traduzido para outra língua.


Opinião
  Barbara Cartland é a musa entre as musas. Poucas autoras da actualidade não a apontam como uma das suas inspirações. É das romancistas mais publicadas do mundo. Razões mais do que suficientes para que eu, uma fã incontestável de romances históricos, devorasse as curtas páginas de À Beira do Lago Encantado. Assim que iniciamos esta leitura é quase perceptível o porquê do sucesso desta autora. A sua escrita evoca outros tempos, outros costumes. Envolve-nos em doçura, cavalheirismo e contos de fadas. Fala-nos de amores à primeira vista, honra e veneração. É uma mulher de outra época a encantar-nos com um mundo com que já só sonhámos. Este livro tinha então, todos os ingredientes para nos maravilhar, contudo, não chegámos sequer a apreender a história quanto mais a imensidão do talento desta autora.

  À primeira vista, temos uma narrativa cheia de promessas. Romance, espionagem, drama, todos os motivos para uma história galante e romântica de sonho. Somos deslumbrados com os pequenos pormenores históricos com que a autora nos presenteia. Somos levados a acreditar que seremos deliciados com uma história de amor digna de príncipes e princesas. Mas o que realmente encontrei desiludiu-me. Apesar do detalhe da época, das personalidades que encontrámos nesta história, incluindo uma portuguesa, o resto da narrativa é, a falta de um termo melhor, vazia. 

  Nas curtas páginas deste livro nada é desenvolvido. A questão da espionagem é referida mas nunca aprofundada, sendo apenas dado ao leitor uma pequena noção do que se passa, de quem não gosta de quem e porquê. O romance nunca acontece. O casal encontra-se três ou quatro vezes, nunca tem um momento considerado íntimo ou que de facto os tenha aproximado. Basicamente, ele acha-a linda, ela acha-o galante e depois de dois encontros ele declara-se. As personagens em si são estereótipos do que um cavalheiro, uma dama, um rei e um vilão deviam ser. Não há nada que os evidencie, nada de pessoal que os caracterize. E o final acaba por ser uma rápida resolução para o felizes para sempre. Ou seja, foi uma leitura rápida, insípida e facilmente esquecível em que o leitor nunca é permitido a conhecer de facto o que se desenvolveu à sua frente.

  À Beira do Lago Encantado não foi, para mim, a melhor maneira de conhecer Barbara Cartland, para muita pena minha que tinha uma enorme curiosidade pelos livros desta autora.

sábado, 22 de novembro de 2014

Operação Livros no Sapatinho: Livros que penso Oferecer...


  Geralmente cá em casa quem recebe os livros sou eu. Afinal, a leitora inveterada da família é a minha pessoa. Por isso, raramente dou livros aos mais velhos, o que não quer dizer que os mais novos se safem...


  • À minha tia mais nova gostava de oferecer o A Seleção da Kiera Cass, porque apesar do livro não me chamar a atenção, parece-me ser a cara dela. E é melhor aproveitar quando ela demonstra interesse por um livro;

  • Ao meu primo provavelmente irei oferecer-lhe mais um volume ou dois de Death Note, um mangá de Tsugumi Obha;

  • A princesa da casa que só tem seis anos irá levar provavelmente um livro da Disney ou algo parecido, porque como ela diz, a biblioteca dela tem de ser actualizada.

E penso que será isto... Vamos ver se mais alguém terá sorte de ter um livro no sapatinho.