quarta-feira, 25 de março de 2015

Resultado Passatempo *Cress*

  Com o apoio da  Planeta Manuscrito, tinha para vos oferecer um exemplar do último volume de As Crónicas Lunares, Cress.

  Ora, com a ajuda do random.org, das 144 participações válidas, o número escolhido foi...


25. Margarida (...) Serrano, Rio de Mouro


 Muitos Parabéns à vencedora, a qual já contactei por email, que irá receber em casa este livrinho!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Passatempo *Segredos de Uma Condessa Respeitável*

 Com o apoio da Planeta Manuscrito, trago-vos a oportunidade de ganharem um exemplar de Segredos de Uma Condessa Respeitável, o primeiro livro de Lecia Cornwall publicado em Portugal.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 6 de Abril de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Passatempo Dia do Pai

 Com o apoio da Planeta Manuscrito, comemorámos o Dia do Pai oferecendo um exemplar do mais recente livro de Asa Larsson, Sacrifício a Moloc.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas em qualquer motor de busca.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 2 de Abril de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.


Tentações: Segredos de Uma Condessa Respeitável [Planeta Manuscrito]

Acaba de chegar uma nova voz no romance histórico feminino, dona de uma escrita inteligente, sensual e cativante.



Título: Segredos de Uma Condessa Respeitável
Título Original: Secrets of a Proper Countess (#1 Secrets)
Autor: Lecia Cornwall
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 384
Preço: €18.85



*Lecia Cornwall*
Lecia Cornwall vive e escreve em Calgary no Canadá, tem cinco gatos, dois adolescentes, um laboratório de chocolate, e um marido muito paciente.



Segredos de Uma Condessa Respeitável
Sinopse: Lady Isobel Maitland não se pode dar ao luxo de ser apanhada fazendo qualquer coisa, mesmo remotamente, escandalosa, ou corre o risco de perder tudo o que tem de mais querido.

Mas uma noite, num jardim escuro num baile de máscaras, Isobel cede à tentação e permite que um namorisco inocente com o marquês de Blackwood se transforme em paixão.

Para o marquês o jogo da sedução e intriga não lhe é estranho, e esta reputação serve para encobrir uma missão mortal.

Quando a mulher-mistério foge antes que lhe diga o nome, ele sabe que tem de a encontrar. Mas todas as pistas o conduzem para a afectada e deselegante Isobel Maitland.

Parece que a senhora tem segredos muito próprios, segredos que Blackwood adorava desvendar.




Uma Tentação Porque...
Eu não resisto a romances históricos. É a mais pura das verdades! 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Opinião - Ignite

Título Original: Ignite (#2 Defy)
Autor: Sara B. Larson
Editora: Scholastic Press
Número de Páginas: 304


Sinopse
Murder, kidnapping, and forbidden romance abound in this thrilling sequel to Sara B. Larson's acclaimed YA debut, DEFY.

Alexa continues to harbor a secret love for the newly crowned King Damian, yet she remains by his side as his guard and ever committed to helping him rebuild Antion and reclaim the hope of Antion's people. However, when a new threat to Damian and his kingdom emerges, and blame is cast on the once friendly nation of Blevon, Alexa knows things are not what they seem. Once again the fate of her country hangs in the balance. Will Alexa be able to protect her king and uncover the true enemy -- before it's too late?


Biografia
  Sara B. Larson adora três coisas: escrever, ler e… sobremesas. O seu primeiro livro era sobre uma mulher que tinha um bebé prematuro, acompanhado de uma imagem “à escala” do dito. Isto foi no seu segundo ano de escolaridade mas hoje escreve sobre magia e romance para adolescentes durante as horas de sesta e nocturnas, as horas que os seus três filhos lhe permitem. Publicou o seu primeiro livro, Defy, o ano passado.

  Ignite é a sequela de Defy e foi publicado nos últimos dias do ano passado. Ainda não está traduzido para qualquer língua.


Opinião
  Eu não estava a pensar ler este livro. Pelo menos não agora. Mas, apesar das falhas de Defy, apercebi-me que estava curiosa e até que, não só tinha algumas saudades das personagens como recordava alguns dos momentos desse livro com um certo entusiasmo. Afinal Defy até era promissor e algo me dizia que a sequela seria melhor. E, Ignite é de facto superior ao livro que o antecedeu, para minha surpresa e alegria. Sara B. Larson cresceu como autora e isso nota-se, não só na sua escrita, que já era envolvente e agora detém uma certa segurança e maturidade, como também na narrativa, que já não apresenta as falhas que havia apontado ao primeiro livro. Finalmente há garra na história de Alexa. Acabaram-se as confusões, as crises existenciais e o triângulo amoroso. Mas a acção, as intrigas e a magia voltaram em força numa história de perder o fôlego.

  Mistério e segredos, conspirações e sacrifícios, são alguns dos ingredientes que contribuem para a aura carregada de tensões e emoções que se vivem nas páginas desta história. Nada é o que parece, nada é simples e tudo está errado num mundo em que se previa, finalmente, a paz. Inimigos inesperados com planos secretos e maquiavélicos, uma magia até agora desconhecida capaz de manipular a mais pura das vontades, irão fazer tremer os alicerces de um reinado que se previa luminoso. Esta é uma narrativa diferente da que encontramos anteriormente. Mais empolgante e destemida, com mais reviravoltas e surpresas e ainda mais acção. Muitos são os momentos em que os protagonistas se encontram numa corda bamba entre o dever e o amor, deixando-nos na expectativa se as suas escolhas serão as mais acertadas e quais serão as consequências dos seus actos aparentemente inocentes.

  Explorando as intrigas e desavenças políticas entre os três reinos que constituem este mundo, a autora dá-nos um olhar mais aprofundado sobre as raízes de algumas personagens, para além de nos preparar para as razões que, novamente, irão virar este mundo do avesso. Há muita coisa ainda por descobrir mas, desta vez, acaba por resultar como chamariz para o próximo livro em vez de saber a pouco como no livro anterior. Quanto ao romance, agora que o suposto triângulo está definitivamente resolvido, foi muito mais fácil aproveitar os momentos entre o casal. A relação dos dois não é o centro da história, mas ajuda-nos a compreender que muitas vezes o que queremos não é o melhor e, também, que sacrifícios têm de ser feitos em prol do bem de todos, por mais que vá criar cicatrizes numa relação que já de si não é fácil. Mesmo assim, gostei de ver este romance a tornar-se mais confiante e maduro, apesar de todos os obstáculos e dramas que tem de ultrapassar.

  Mas, o melhor deste livro são as personagens. Gostei muito da Alexa em Defy mas aqui ela ultrapassou as expectativas, mostrando que não só mantém o seu espírito lutador e corajoso, como a sua dedicação e lealdade não só a guarda e a Damian, como ao seu país e ideais. Por mais que sofra, ela nunca desiste nem deixa de colocar de lado o que quer para o bem de todos. E apesar das inseguranças que os acontecimentos recentes lhe provocaram, sinto que ela cresceu e aprendeu com eles, guardando cada experiência como uma lição para a vida. Já o Damian também ficou com sequelas do que aconteceu no final do livro anterior, mas ao contrário da Alexa, parece não estar a saber lidar muito bem com as coisas. Mas esforça-se e tenta impor-se por mais estranho que lhe pareça. 

  Uma boa surpresa com que não estava a contar, Ignite é uma sequela fantástica e promissora. Fico muito contente por ter seguido o meu instinto e ter continuado a ler a série. Só espero que o final seja tão empolgante quanto estou a contar.


A minha Opinião do primeiro livro da série

terça-feira, 17 de março de 2015

Tentações: Só Se Ama Uma Vez [ASA]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Só Se Ama Uma Vez
Título Original: Love Only Once (#1 Malory)
Autor: Johanna Lindsey
Editora: ASA
Número de Páginas: 320
Preço: €16.90
ISBN: 9789892330334



*Johanna Lindsey*
  Já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares das suas obras, traduzidas em doze línguas. Tendo escrito mais de quarenta romances (todos eles um sucesso de vendas), é uma das escritoras românticas mais conhecidas no mundo inteiro. Os seus romances históricos abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano, mas a série que mais sucesso lhe granjeou foi a saga da família Malory, do período da Regência. Lindsey vive atualmente no Maine. 



Só Se Ama Uma Vez
Sinopse:  Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar... nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça. O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles. 
Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez...




Uma Tentação Porque...
Bem, é romance histórico e só por isso já é obrigatório mas digámos que ele me traz muitas boas recordações e que estou desejosa de o reler.



Disponível aqui

Tentações: Incontrolável [Quinta Essência]

A partir de hoje na sua livraria Leya



Título: Incontrolável 
Título Original: The Stranger I Married
Autor: Sylvia Day
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 328
Preço: €16.60
ISBN: 9789897261725



*Sylvia Day*
Escreveu mais de 20 romances premiados traduzidos em mais de 40 países. Com dezenas de milhões de cópias de livros impressos, é bestseller em 23 países. Os seus livros estiveram entre os dez livros mais vendidos em 2012 e 2013, tornando-a uma das autoras mais lidas no mundo. Foi nomeada para o Prémio Goodreads Choice Award para Melhor Autora e o seu trabalho foi homenageado pela Amazon como Melhor do Ano na categoria Romance. A sua série Crossfire foi opcionada para televisão pela Lionsgate.



Incontrolável
Sinopse: O amor surge onde menos se espera.
São o casal mais escandaloso de Londres. Isabel, Lady Pelham, e Gerard Faulkner, marquês de Grayson, são iguais em tudo: nos seus apetites sexuais, nos seus amantes constantes, na sua inteligência, nas reputações provocadoras e na recusa absoluta de arruinar o seu casamento de conveniência apaixonando-se um pelo outro. Isabel sabe que um rapaz tão encantador jamais lhe interessará e que nunca conseguirá influenciar o coração de libertino dele. É uma farsa muito agradável… até que uma surpreendente reviravolta tira Gerard do seu lado.
Agora, quatro anos mais tarde, Gerard regressou a casa para junto de Isabel. Porém, o homem despreocupado e travesso que partiu foi substituído por um homem taciturno, poderoso e irresistível que está decidido a empregar a sedução para conseguir o seu afeto. Desapareceu o companheiro despreocupado que partilhava a sua amizade e nada mais, e no seu lugar está a própria tentação... um marido que deseja o corpo e a alma de Isabel, e que não se deterá diante nada para conquistar o seu amor. Não, este não é o homem com que se casou. Mas é o homem que pode por fim roubar-lhe o coração...




Uma Tentação Porque...
Li os dois livros anteriores publicados pela Quinta Essência e fiquei algo espantada pela qualidade deles. Não estava mesmo nada a espera de gostar mas agora mal posso esperar para ler este.



Outros Livros da Autora





Disponível aqui

domingo, 15 de março de 2015

A Rainha Manda... *Scarlet*


  Este mês a p7 do Bookeater/Booklover escolheu para mim uma leitura muito, muito especial. Afinal, estámos a falar de um livro do qual a ouço falar desde que a "obriguei" a comprá-lo e pelo qual ela tem fangirlado que nem uma doida. Falo de Scarlet de A.C. Gaughen. Obrigada por, depois de ter sido tão mázinha, me teres "mandado" ler uma coisa tão absolutamente fantástica.

Tal como havia explicado neste primeiro post, depois de lidos os livros, cada uma de nós faz algumas perguntas à outra, agregadas a temas,  sobre o livro que escolhemos para ela. Aqui encontrarão as perguntas que a p7 me fez, e aqui, podem encontrar as que lhe fiz sobre a sua leitura, It Happened One Autumn, de Lisa Kleypas.




p7: Scarlet, a pequena grande protagonista deste livro, é uma jovem extraordinária e uma pequena caixinha de surpresas. Apaixonou-te o seu percurso?
  Sim!!! Nem sei por onde começar quanto à Scarlet porque é uma personagem tão complexa, tão maravilhosa. Por um lado, é brusca, independente, lutadora e, apesar do seu ar de má e de tudo aquilo que já sofreu, acredita piamente que ela e o bando são capazes de fazer a diferença, nunca desistindo mesmo quando as coisas ficam ruins. E por outro lado, ainda há tanta tristeza e desilusão nela, o que faz com que seja muito fechada e misteriosa, como também frágil. E há tantas nuances na personalidade dela, nos seus rituais e ideais, que demonstram tão bem como ela tem um pé em cada "mundo". 

  Caixinha de surpresas é mesmo a melhor definição para ela porque, quando pensava que já a tinha percebido, descobria uma coisa nova sobre ela e lá me apaixonava outra vez. Aliás, é fácil adorar a Scarlet, mesmo nos seus maus momentos, mesmo que ela ache que está do lado errado da lei e que não merece admiração de ninguém, porque a verdade é que ela é tão honrada. Afinal, ela enfrenta os seus piores medos e sacrifica tudo pelos outros até quando não a valorizam. Não tem uma ponta de egoísmo nela, é tão corajosa, e sim eu sei que ela tem defeitos e que esconde e cala muita coisa, mas eu adoro-a profundamente.

p7: Robin, Much e John, os rapazes do bando. Queres falar um bocadinho sobre eles?
  Ai que bando que estes três me saíram, só me dão dores de cabeça mas eu gosto tanto deles. Quer dizer, neste momento não gosto muito do John, por isso comecemos por ele. Neste livro o Little John é uma espécie de galã imbátivel, super convencido que até tem graça tirando quando mete os olhinhos na minha menina e decide não perceber um não. Gajo, não é não, sim? E bem ele tem aquele momento horrível e invejoso no fim e apesar de ele ser um amigo leal e protector, estou zangada com ele. Assim, muito.

  Já o meu Robin dá-me cabo da paciência por ser tão honrado, por achar que tem de sacrificar tudo pelos outros (isto faz-me lembrar alguém, já agora), o que o leva a ter um péssimo timing quando diz uma coisa super fofa e isso deu-me cabo dos nervos. Mas a verdade é que, aquilo que me faz reclamar com ele, é exactamente o que me leva a gostar dele. O Robin é um líder excepcional, um bandido com um código de honra muito restrito, um príncipe do povo capaz de tudo para os proteger. É misterioso, teimoso e parece que consegue ler a nossa alma... O que é tão irritante quanto querido. Acho que percebo porque a Scarlet está caidinha por ele.

  O Much é o mais introspectivo dos três e espero ver mais dele nos próximos livros e descobrir mais sobre o seu passado. Mas do pouco que vi, é o mais sensato e inteligente do bando, apesar de não ter noção que não precisámos sempre de uma arma na mão para lutarmos, coisa aliás que ele faz exemplarmente.

p7: Tanto o Gisbourne como o Xerife de Nottingham fazem o papel de vilão na história. Que achaste deles, e tens preferência por algum dos dois?
  Bem, se me estás a perguntar qual deles odeio mais, obviamente é o Gisbourne. O tipo dá-me arrepios. Ele é tão assustador, tão maléfico e cruel que aposto que ele nunca teve um acto de bondade na vida. É preciso ser-se mesmo frio para fazer o que ele faz e, ainda por cima, ele nem louco é. Isso é o mais assustador nele para mim, é que ele é completamente racional quando faz as maldades que faz, ele sabe o que está a fazer. É simplesmente arrepiante.

  Quanto ao Xerife, bem nós não vemos muito dele ao longo do livro mas o final basta para me mostrar que ele não tem mesmo escrúpulos nenhuns. Isso e fazer as pessoas passarem fome só porque lhe apetece. Só que ao contrário do Gisbourne, o Xerife é mais impetuoso, perde a cabeça por quase nada e é tão divertido ver o bando a fazer com que ele se passe.



p7: O desenvolvimento da história está intercalado com algumas revelações sobre o passado da nossa heroína. Que achaste? Adivinhaste-as antes de serem expostas na página?
  Apesar de ter adivinhado cedo alguns dos segredos da Scarlet isso não tornou a história mais aborrecida ou previsível. Muito pelo contrário, só me fez ficar mais curiosa com o passado dela, porque bem é uma parte fulcral da lenda e aquela que a autora mais altera e, ao mesmo tempo, respeita. É difícil explicar sem spoilar, mas a A.C.  faz um excelente trabalho em tornar algo previsível num elemento completamente novo sem inventar demais.

p7: A história também passa pelo desenvolvimento da relação da Scarlet e do Robin. Gostaste de os acompanhar?
  Apesar de ter sido oh tão lenta e tortuosa e de eles serem uns teimosos demasiado honrados que acham que não se merecem um ao outro... Sim, sim e sim. À primeira vista, eles podem parecer duas pessoas completamente diferentes mas, a verdade, é que eles têm tanto, mas tanto em comum. E neste caso, não, os opostos não se atraem, porque a Scarlet e o Robin são duas almas demasiado gémeas. Demasiado teimosos, demasiado honrados, demasiado pessimistas, demasiado lutadores... Bem, eles são literalmente o espelho um do outro e, estranhamente, acho que é isso que torna a relação deles tão especial. Eles conhecem-se tão bem, compreendem os estados de espírito, os segredos e medos um do outro, exactamente como conhecem a própria mente ou melhor ainda. 

  Mas andam o raio do livro todo a evitarem-se quando só querem cair nos braços um do outro e só me apetecia dar-lhes safanões porque o amor por vezes torna-os tontinhos, desgraçados deles, e desgraçada de mim que sofria tanto a vê-los a andarem às voltas com uma coisa que é óbvia desde o início. E porque sou masoquista acho que eles são absolutamente adoráveis... quando não me apetece ir buscar a frigideira para lhes atirar em cima. E o Robin ainda decide ter aquele péssimo, PÉSSIMO  timing quando finalmente acorda para a vida, como se eu já não sofresse que chegasse. E o pior é que o momento acabou por originar, finalmente, o entendimento dos dois e por isso eu não pude reclamar (muito).

  Isto tudo para dizer que eles são um casal quase perfeito e que o Robin fica é bem com a Scarlet e não com a sonsa da Lady Marian.

p7: E aquele final? Explosivo? De morrer e chorar por mais?
  Oh deus aquele final... A A.C. queria matar-nos com todas aquelas cenas emocionantes a acontecerem ao mesmo tempo, só pode! Por momentos parece que vai tudo correr mal e vemos alguém a sacrificar-se para salvar a única esperança que o povo tem, outra pessoa decide declarar-se na pior altura possível, outra decide dizer uma coisa mesmo má enquanto os vilões estão convencidíssimos que ganharam, e nós quase queremos fechar os olhos para não vermos tudo a descarrilar. Pensei que o meu coração ia parar por momentos, juro!

  E depois, sabe-se lá como, o jogo muda por completo e, apesar de estar tudo mal e sabermos que o próximo livro não vai ser nada fácil, os nossos heróis pelo menos salvaram o dia e só esperámos que eles estejam preparados para o que aí vem, algo que queremos saber tipo para ontem.

  Portanto sim, foi um final explosivo que me foi matando e que ainda me faz chorar por mais enquanto o Lady Thief não chega.



p7: Que pensas desta adaptação duma lenda tão conhecida?
  Eu gosto muito da lenda do Robin Hood e o livro é muito fiel a grande parte do que conhecemos e associámos sobre ela mas também, tem uma grande mudança que para mim funcionou como a cereja no topo do bolo. É que eu nunca gostei da Lady Marian, e a verdade é que esta lenda não tem propriamente uma personagem feminina com carácter e é exactamente isso que a autora nos dá, um lado feminista que, estranhamente, resulta muito bem.

  A Scarlet é a grande alteração deste retelling e é dela que advém muitas das surpresas mas essas mudanças não interferem com a linha da lenda original, o que demonstra o excelente trabalho que a autora fez em recontar algo que todos conhecemos. Apesar de sabermos muitas vezes o que vai acontecer e adivinharmos algumas coisas cedo, isto nunca é aborrecido porque há surpresas onde menos esperámos e a Scarlet é uma caixinha delas.

p7: Apesar de lendária, esta história tem uma base real, em termos de local e época. Como historiadora, achaste que a apresentação dos mesmos foi bem conseguida?
  Do que vislumbrámos ao longo da leitura e, apesar da A.C. não aprofundar extensivamente o panorama histórico, penso que ela  conseguiu apresentá-lo muito bem através de pequenos detalhes. As armas, as roupas, o ambiente, como o povo vive, a posição das mulheres e dos nobres, entre outras coisas, está muito bem apresentado e mesmo com o lado mais feminista da história, ela consegue transportar-nos para a Idade Média e mostrar-nos como pensavam, como viviam e qual era a situação exacta de Notthingham nesta altura.



p7: Sentiste que a escrita da A.C. Gaughen conseguiu cativar-te para a história?
  Eu adorei a escrita dela porque tem aquele tom de tempos passados, extremamente evocativa da época em que o livro se passa e penso que seja essa uma das razões porque foi tão fácil entrar na história e sentir-me cativada por ela. 

 Para além disso, é uma escrita queconsegue fazer-nos sentir exactamente o que as personagens estão a sentir, seja boa disposição ou tristeza, e isso também ajuda a transportar-nos para a história.

p7: A autora toma uma opção singular para o diálogo da Scarlet. Tiveste dificuldade com isto? Que achaste desta escolha?
  É estranha mas aplaudo-a por isso. Não tive qualquer dificuldade em acompanhar os diálogos da Scarlet e até acho que deram um tom mais real à narrativa, bem como demonstra onde a Scarlet quer estar e a sua capacidade de adaptação.



Para quem tiver curiosidade acerca deste livro, pode ler a minha opinião.


E para o próximo mês as leituras serão...


A Rainha Manda...
A p7 este mês escolheu para mim o Quando Erámos Mentirosos da E. Lockhart:

"Escolhi este livro para a Patrícia porque estou tão curiosa para ver o que ela vai achar. É único, pelo modo como desenvolve o enredo, com várias camadas, que se vão desembrulhando pouco a pouco, e gostava de saber se ela consegue prever algumas das surpresas que o livro nos reserva.

E é uma história que não deixa ninguém indiferente, tanto no conteúdo como na forma – a escrita da autora –, por isso quero saber a opinião da Patrícia sobre ela, já que ando há quase um ano a falar-lhe dela.

Além disso, é uma história que é melhor experimentada sem se saber muito sobre ela, por isso até estou a fazer um favor à Patrícia ao escolhê-lo, para evitar que se arrisque a apanhar um spoiler se continuar sem o ler. Diverte-te, eheheh."


Eu escolhi para a p7 A Árvore do Verão de Guy Gavriel Kay e a explicação está no blogue dela.


domingo, 8 de março de 2015

Opinião - Rubi

Título Original: Rubinrot (#1 Edelstein Trilogie)
Autor: Kerstin Gier
Editora: Contraponto
Número de Páginas: 271


Sinopse
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família. Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...


Biografia
  Nasceu em 1966 e é uma autora alemã que começou a publicar livros para adultos em 1996 com sucesso. Mas foi em 2009 quando se estreou no YA com Rubi, que saltou para o reconhecimento mundial. Vai publicar este ano o início de uma nova série, Dream a Little Dream.

  Rubi está traduzido para vinte e quatro línguas.


Opinião
  De vez em quando pegámos num livro e, mesmo antes de o lermos, já temos uma ideia do que nos espera. Achámos que, só pela e capa e pela sinopse, já sabemos exactamente o que vamos encontrar. Só que, por vezes, é nesses embrulhos aparentemente transparentes que se encontram as surpresas mais inesperadas. Rubi é um desses casos. Esperava uma leitura leve e fofinha, e ele é o de facto, mas também é muito mais do que isso. Sociedades secretas, viagens no tempo e segredos de família, são alguns dos ingredientes de um livro que apesar de saber a pouco, deixa o leitor totalmente vidrado nas suas páginas. É com uma capacidade extraordinária que Kerstin Gier tanto nos dá humor como drama, enquanto nos enreda numa trama que, apesar de fluída, é muito mais profunda do que aparenta à primeira vista. 

  Esta história começa tardiamente a revelar-se, mostrando pouco dos segredos e mistérios que a tecem. E estranhamente, é por isso mesmo que é tão viciante. A nossa curiosidade, que cresce de página para página, é alimentada por pistas e mais pistas que encontrámos ora em momentos de silêncios cheios de palavras, olhares entendedores e verdades muito mal contadas, ou mesmo num fantasma, num objecto ou papel amarelecido. Rivalidades entre famílias, amores proibidos, mortes estranhas ou inimigos escondidos, enchem esta narrativa de perigos, como senão faltassem encontros secretíssimos que já são perigosos o suficiente. Mas não só de mistérios perfeitamente tecidos e com o péssimo hábito de não se revelarem nem um bocadinho, é feita esta história. Também não faltam momentos de pura diversão, causados muitas vezes em lugares inesperados. Mas apesar de esta ser uma história leve, conseguimos perceber, mesmo que elas estejam muito escondidas, que há sombras nela, sombras essas que nos fazem antecipar um próximo volume mais perigoso que este. 

  Uma das razões para o sucesso deste livro é as suas personagens, sem dúvida. Entre a melhor amiga de Gwendolyn, a sua família meio louca e os que compõem a sociedade secreta, estamos perante um rol de personagens genialmente concebidas. Caricatas e excêntricas, todas elas contribuem um pouco para a aura humorística e misteriosa desta história. Gwendolyn é uma protagonista com uma voz que nos cativa de imediato. Apesar de por vezes infantil e ingénua para a idade, ela também tem os seus momentos de coragem e inteligência que nos provam que só precisava de sair da redoma em que a enfiaram sem terem noção, para provar que é muito mais do que aparenta. A única personagem de que não gostei tanto foi de Gideon porque ele é um emproado. Espero bem que isso mude. 

  Rubi é um livro demasiado introdutório é verdade, mas também se revelou uma boa surpresa. Pelo menos, deixou-me curiosa o suficiente para em breve partir para a leitura do segundo. Afinal, preciso de saber que raio de segredos e conspirações andam para aqui.

sábado, 7 de março de 2015

Opinião - A Educação de Felicity

Título Original: Refining Felicity (#1 Academia de Etiqueta)
Autor: Marion Chesney
Editora: ASA
Número de Páginas: 240


Sinopse
Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais "difíceis", apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…


Biografia
  Nasceu em 1936 em Glasgow e o seu primeiro emprego foi como vendedora de livros responsável pelo departamento de ficção. Trabalhou em vários jornais e revistas, quer como crítica de cinema, quer como editora de moda ou repórter de crime. Depois de casar mudou-se para os Estados Unidos da América, onde começou a escrever romances históricos para passar mais tempo em casa com o filho.

  Sobre os seus vários pseudónimos, entre eles Marion Chesney, escreveu mais de cem romances históricos até que em 1985 começou a escrever policiais como M.C. Beaton. Acabou por regressar à Grã-Bretanha.

  A Educação de Felicity foi publicado em 1988 e é com que ele que a autora inicia a série Academia de Etiqueta. Esta é a primeira vez que o livro é traduzido.


Opinião
  Numa veia mais tradicional, A Educação de Felicity não é um romance histórico como os que estamos habituados. Inocência e doçura marcam este primeiro volume de Academia de Etiqueta bem como um certo moralismo e conformismo, adequados às convenções da época em que a narrativa se passa, mas que poderá causar estranheza à leitora actual. Existem contudo pequenos primores neste livro que o tornam uma leitura prazenteira a meus olhos, primores esses que não sendo a primeira coisa que procurámos numa leitura deste género, acabam por ter algum encanto. O trunfo de Marion Chesney é, sem qualquer dúvida, a sua escrita afincadamente marcada pelo humor e exagero, capaz de transformar a situação mais banal e desesperada num acontecimento bizarro e extravagante, arrancado-nos gargalhadas do início ao fim. Uma clara homenagem ao ideal do romantismo, esta história pode não ser exactamente o que pensámos mas guarda em si uma excentricidade e rebeldia inesperadas que, estranhamente, fazem um par à altura da etiqueta e moral.

  O romance neste livro não é, lamento informar-vos, nada que vos fará sonhar acordados. Infelizmente, o pecado desta história é aquele que um romance nunca deve ter, um amor nada convincente. Não há momento algum em que acreditemos ou nos sintamos sequer atraídos para o amor de Felicity e Ravenwood, pois até metade da história têm uma aversão completa um pelo outro e, de um momento para o outro estão inacreditavelmente apaixonados. Sem química, faísca ou o que seja. Mas sinceramente, quase que isso é indiferente porque as estrelas deste palco são as irmãs Tribble. Numa sequência imparável de peripécias, planos, asneiras e discussões, as duas solteironas proporcionam-nos momentos de tal hilaridade e extravagância que vão querer devorar as páginas deste livro num instante só para saber o que elas irão preparar a seguir. São Effie e Amy que realmente ganham o nosso carinho numa série de momentos em que tanto nos enlouquecem e divertem como enternecem. São estas duas senhoras que realmente nos fazem acreditar que o amor é possível e é por elas que quase fulminámos o casalinho para ficar junto, mesmo que não acreditemos neles como casal. 

  Felicity não é fácil de gostar. Nem quando é uma menina mimada armada em terrorista nem quando muda radicalmente para uma sedutora inocente e apaixonada. Algo que me entristece porque há algo nela que apela à nossa compreensão mas perde-se algures nas suas maldades e na mudança brusca de carácter causada pelo amor. Já Ravenwood, aborrece-me de morte que ele tenha um coração algures mas que quando se trata da Felicity o senhor pareça-me uma máquina de futilidades. Vale-nos as terríveis e amorosas irmãs Tribble, que com as suas personalidades opostas mas igualmente berrantes, fazem um par invencível. Effie que ainda se acha uma sedutora e segue a etiqueta à risca e Amy, bruta e directa demais para as convenções, parecem umas educadoras improváveis mas acabam por nos provar que na delicadeza de Effie se esconde uma mão de ferro e na indiscrição de Amy muita ternura. 

  A Educação de Felicity é uma leitura que recomendo apesar das suas falhas pois não quero negar a nenhum de vós a oportunidade de conhecerem as irmãs Tribble. Garanto-vos que só por isso, já vale a pena lerem este livro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Opinião - Percy Jackson e o Mar dos Monstros

Título Original: The Sea of Monsters (#2 Percy Jackson)
Autor: Rick Riordan
Editora: Casa das Letras
Número de Páginas: 249


Sinopse
O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam... digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados. Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.


Biografia
  Nascido numa família de artistas e professores, Rick Riordan queria ser guitarrista mas acabou por mudar de ideias e formar-se em Inglês e História, tornando-se professor, também. Na juventude metia-se em sarilhos, como criar um jornal a gozar com a escola, o que lhe valeu a equipa de futebol lançar-lhe ovos ao carro. O primeiro livro que leu foi O Senhor dos Anéis, que deve ter lido umas dez vezes. Gosta de mitologia, grega e nórdica, desde que estava na escola básica e tentou publicar o seu primeiro livro aos 13 anos. Não conseguiu. Mas em 1997 publicou o seu primeiro livro, o início da sua série de mistério Tres Navarre. O seu primeiro trabalho foi como director de música num campo de férias, o que o viria a inspirar mais tarde para a sua famosa série, Percy Jackson. Gosta de ler, nadar, tocar guitarra e viajar com a família e desistiu de ensinar mitologia para escrever sobre ela.

O Mar dos Monstros é o segundo livro da série Percy Jackson e foi publicado em 2006. Está traduzido para vinte e sete línguas.


Opinião
  Depois de me ter atrevido a entrar nas aventuras de Percy Jackson e ter descoberto o que andava a perder, Mar dos Monstros era uma leitura obrigatória e, dificilmente, resistível. Excusado será dizer que Rick Riordan não desilude e, mais uma vez, comprova a razão do seu sucesso com um livro que, apesar de não ter um enredo tão interessante quanto o primeiro, mantém as doses de adrenalina e acção que tornam esta série tão viciante quanto o raio de uma tablete de chocolate. Com humor e originalidade, o autor volta a dar-nos uma visão refrescante e moderna dos mitos, neste caso das desventuras de Ulisses, mantendo a essência da lenda enquanto os novos heróis desbravam caminhos só percorridos por pessoal muito corajoso. Ou muito doido. Algo que definitivamente Percy e os seus amigos partilham com os heróis antigos. Desta vez, em pleno mar aberto, os filhos dos deuses têm uma missão quase impossível pela frente e, apesar dos perigos, é garantido que diversão e impertinência não faltarão.

  Confesso, não sou uma fã de Ulisses, daí que quando me apercebi do rumo deste livro tenha ficado um pouco de pé atrás. Claro que eu me tinha esquecido da dose exagerada de espertice de Percy e Annabeth, porque com estes dois, ciclopes, Circe, as sereias e outras coisas, são muito mais entusiasmantes do que foram com o tipo que teve a ideia do maldito cavalo. Mas não menos assustadoras, verdade seja dita. Apesar de deste vez o autor ter-se cingido mais aos acontecimentos mitológicos e, daí que o enredo deste livro não tenha sido tão bom quanto o do seu antecessor, a verdade é que existem vários factores novos e pequenas alterações que ajudaram a manter a originalidade que tanto me havia cativado. Não sei como, mas novamente temos uma narrativa empolgante e viciante, cheia de reviravoltas, algumas não tão surpreendentes quanto outras, onde não faltam lutas, planos malucos mas geniais, piadas sarcásticas e alguma ternura algo inesperada. E depois como senão bastasse toda a correria em alto mar com o tempo muito apertadinho, ainda temos aquele final que promete, oh se promete, um próximo volume algo problemático. Ou muito giro. Não sei, só sei que preciso de o ler.

  O nosso Percy continua na mesma. Sarcástico, impertinente, adorável, essas coisas. Mas desta vez senti mais a sua necessidade de atenção e de agradar ao pai, o que me fez ter vontade de bater no Posídon porque o filho dele foi um herói em todo este livro, demonstrando que apesar de ser um miúdo já tem quase tudo o que um herói precisa de ter e o tipo nem uma carta decente lhe escreve. Como senão bastasse o mistério todo à volta de uma certa profecia que ainda vai dar asneira. A Annabeth continua a menina esperta e corajosa que adorei mas também nela senti alguma fraqueza, afinal por mais fortes que sejamos, um dia temos de aceitar que nem sempre podemos ter tudo o que queremos. Em princípio. Em compensação de termos um Groover muito ausente, mas cujas aparições foram sempre de meter dó e morrer a rir, conhecemos o Tyson, que é muito adorável. Espero que volte a aparecer nalgum dos próximos volumes.

  Mar dos Monstros pode não ter o factor surpresa do livro anterior, mas não é por isso que nos diverte menos. Com uma boa dose de humor e aventura, deixa o leitor empolgado para o que aí vem, isso é garantido.


As minhas Opiniões da Série

quinta-feira, 5 de março de 2015

Passatempo *Cress*

  Com o apoio da Planeta Manuscrito, trago-vos a oportunidade de ganharem um exemplar de Cress, o mais recente livro de As Crónicas Lunares publicado em terras lusas, e muito aguardado por mim.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 19 de Março de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



Tentações: Uma Nova Esperança [Topseller]

Já na sua livraria



Título: Uma Nova Esperança
Título Original: Losing Hope (#2 Hopeless)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Número de Páginas: 304
Preço: €17.69



*Colleen Hoover*
  A autora norte-americana, que antes de se tornar escritora a tempo inteiro vivia numa rulote, ganhava 9 dólares por hora e publicava e-books por carolice, comoveu muitas leitoras com os dez livros que escreveu, incluindo Um Caso Perdido (Hopeless), publicado em Portugal, em 2014, pela Topseller.

  Colleen cresceu numa quinta, no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Proteção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Vive com o marido e os três filhos à beira de um lago no Texas.



Uma Nova Esperança
Sinopse:  Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores.

Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela?

Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?







Uma Tentação Porque...
Gostei muito do primeiro livro e, apesar de não ser fã de ler a mesma história recontada a outra vez, neste caso tenho alguma curiosidade.