sexta-feira, 31 de julho de 2015

Aquisições&Leituras *Maio, Junho, Julho*

  Depois de tanta promessa e de tantos meses desaparecida heis que estou de volta e cheia de energia!! E de livros novos também *.*

  Foram meses complicados estes. Não li, não conseguia escrever, não liguei o pc durante dias ou semanas já nem sei... E à dada altura não era falta de vontade de voltar, era não saber como! Perdi o ritmo, achava que tinha perdido o jeito e sentia-me tão mas tão desorientada... E então puff! Numa manhã fiz passatempos, divulgações e a opinião que mais me custou escrever até hoje foi feita em meia-hora. Por favor, uma colher de chá para eu cortar os pulsos porque isto não é normal. Tanta deprimência para depois voltar como se nada tivesse acontecido. Ninguém merece...

Enfim, o que lá vai lá vai. O que interessa é que: ESTOU DE VOLTA!!!!



Aquisições

Maio
 Rainhas Malditas, Cristina Morato
A Marca de Atena, Rick Riordan
Oferta da parceira Planeta Manuscrito, estes dois meninos são muito diferentes um do outro mas igualmente desejados. O Rick Riordan é já um autor obrigatório e não vejo a hora de chegar a esta série. Já o Rainhas Malditas toca-me directamente ao coração pois são muitas as minhas personagens históricas favoritas que figuram neste livro. 

 An Ember in the Ashes, Sabaa Tahir
A Court of Thorns and Roses, Sarah J. Maas
The Girl at Midnight, Melissa Grey
Meses, meses, tantos meses passei eu a sonhar com o momento em que estes três desgraçados iam chegar cá a casa e podem crer que, pelo menos pelas capas, bem valeu a pena! Tanto a Sabaa como a Melissa são autoras estreantes e são, sem dúvida, as que mais quero ler este ano. A Melissa porque comparam o seu livrinho a não outro senão o magnífico Daughter of Smoke and Bone e isso para mim já me bastava mas a sinopse, ainda por cima, faz-me salivar. No caso da Sabaa, fantasia inspirada na Roma Antiga? Estou completamente nessa! E depois a Sarah que vocês sabem que eu adoro até ao infinito, com nada mais, nada menos, do que um retelling de A Bela e o Monstro. Resumindo: Maas+ABeoM = Orgasmo Literário.

 O Ano em que Nos Amámos Perigosamente, Julia London
E heis que aparece no nosso país uma autora que ando para ler à séculos. Fiquei muito feliz e espero lê-lo em breve! Foi oferta da parceira Quinta Essência.

 End of Days, Susan Ee
Um dos finais mais esperados por mim este ano, este livro vai provavelmente matar-me de ataque cardíaco. É que vocês não sabem, mas a Susan é demoníaca. Muito.


Junho
Um Acordo Muito Sedutor, Maggie Robinson
O Lago dos Sonhos, Juliet Marillier
Mais uma vez pude contar com a generosidade da Planeta Manuscrito, que me enviou estes dois livrinhos. O da Maggie convenceu-me por se passar na mesma época de Downton Abbey e eu ainda não ter lido romances suficientes nessa época. O outro... É DA JULIET!!!! OH MEU DEUS ESTE LIVRO CHEGOU FINALMENTE A PORTUGAL!!! *fim da histeria* 

 Amor Cruel, Colleen Hoover
Confissões de Catarina de Médicis, C.W. Gortner
A Topseller é assim muito querida e ofereceu-me estas duas novidades de dois autores que, apesar de distintos, fazem parte da minha lista de eleição. Estou desejosa de ler este livro da Colleen porque toda a gente farta-se de falar nele e parece-me que é viciante como tudo. E por favor, alguém me pode dar um aleluia por eu finalmente ter um livro sobre a Catarina de Médicis?? Sim, eu sei que a minha pancada por rainhas "más" pode ser considerada estranha. Mas não é. De todo.

 Hidden Huntress, Danielle L. Jensen
Royal Wedding, Meg Cabot
Depois de ter adorado o Stolen Songbird o ano passado, claro que eu precisava da sequela para... bem para o dia em que acabei o primeiro, verdade seja dita. Tenho a certeza que a Danielle se ultrapassou neste livro, porque tenho uma fé gigantesca nela e acho que ela é das coisas mais maravilhosas que existem neste momento na fantasia YA. E uns bons aninhos depois, regresso a série que marcou a minha infância/adolescência juntamente com Harry Potter: O Diário da Princesa. Aqui entre nós, tenho umas saudades doidas da Mia e, ao mesmo tempo, é assustador pensar que ela cresceu, que nós crescemos e que já se passaram tantos anos desde que eu me ria sozinha às gargalhadas com as neurosices dela. Tive muitas saudades tuas Mia, sua desgraçada!


Julho

Algo Maravilhoso, Judith McNaught
Aquele Beijo, Julia Quinn
Ligeiramente Tentador, Mary Balogh
As ofertas da ASA e únicas aquisições deste mês são aquilo a que eu chamo o trio-rosa-preferido-da-tipa-que-nem-gosta-de-rosa. Porque meus amores deixem-me que vos explique: É A JULIA E A JUDITH!!!!!!!!!!!!!! Que são só, só duas das minhas autoras preferidas neste género. Claro que também gosto da Balogh... Só não é com a mesma obsessão.



Swag

 A Danielle L. Jensen é uma querida de todo o tamanho e, mais uma vez, andou a enviar material autografado para os fãs. Já vos disse que adoro o raio da capa do Hidden Huntress?!



Os Melhores do Tempo da Hibernação

Em Março:

Tal como disse nas longíquas Aquisições&Leituras *Março*:

"Vai ser a próxima opinião a ser publicada aqui no blogue e, sem qualquer dúvida, não só uma das melhores sequelas de sempre, como um dos melhores livros de sempre! Laini Taylor é uma autora extraordinária e única que ultrapassa qualquer barreira de género ou faixa etária."

Ora bem, finalmente há opinião!



Em Abril:

Foram poucos mas bons os livros que li no início deste longíquo mês. Cress, o estonteante terceiro e penúltimo livro de uma saga que adoro cada vez mais; Só Se Ama Uma Vez, o início de uma saga familiar tão adorável quanto os Bridgerton mas muito mais escandalosos; e Quando Éramos Mentirosos, um dos livros mais surpreendentes e de cortar a respiração que alguma vez li.

                                             Opinião          Opinião          Opinião



E os Piores...

Não houve!



As Outras Opiniões

Incontrolável, Sylvia Day
- O meu livro preferido até agora deste autora, Incontrolável surpreendeu-me pelas diferenças que apresenta de outros livros do género bem como pelo casal protagonista e a história que retrata.

Uma Nova Esperança, Colleen Hoover
- Não que não tenha gostado, afinal este livro é Um Caso Perdido, que adorei, mas contado de outra perspectiva. Só que o livro acaba por ser uma repetição do primeiro e não me agradou muito a perspectiva da personagem que o relata. Aliás, eu gostava dessa personagem e agora nem por isso.



E...

Próxima Opinião


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião - Quando Éramos Mentirosos

Título Original: We were Liars
Autor: E. Lockhart
Editora: ASA
Número de Páginas: 312


Sinopse
E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA.
A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção.
É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer.
Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si.


Biografia
Emily Jenkins, conhecida entre nós como E. Lockhart, frequentou escolas de teatro durante o verão quando estava na escola secundária, mas foi aos livros ilustrados e, mais tarde, à literatura inglesa, que acabou por se dedicar, nos seus estudos quando adulta.

Apesar de assinar livros ilustrados para crianças com o seu nome verdadeiro, foi com o seu pseudónimo e os livros YA que acabou por ficar conhecida, sendo o seu livro mais conhecido Quando Erámos Mentirosos

Publicado em 2014, esteve nomeado e foi vencedor de vários prémios literários como o Goodreads Choice Awards para YA Fiction. Está traduzido para dezasseis línguas.


Opinião
Primeira Mentira: Este livro não vos surpreenderá em nada.

Segunda Mentira: Este livro será clemente com os vossos sentimentos.

Terceira Mentira: Este livro será facilmente esquecido.

  E. Lockhart pede que vos minta. Pois bem, guardarei os seus segredos a sete chaves mas as únicas mentiras que vos contarei já foram ditas. Deixem-me contar-vos a verdade, não a completa e única verdade, mas a verdade da forma que serei permitida libertar. Quando Éramos Mentirosos é uma obra gloriosa, uma história que espelha na perfeição a mente, a alma e o coração humano. É uma tragédia, em tantos sentidos e de tantas formas, mas uma que mantém a beleza de uma inocência idealista e sonhadora. É, talvez por isso, que este livro nos abala, porque recria para nós uma geração cheia de promessas e valores, uma geração desafiadora e rebelde, uma geração tão brilhante e efémera como uma estrela cadente, cuja história é contada pela voz inesquecível de Lockhart. Lírica e bela, manipuladora e cruel, assim é a escrita desta autora. Meio louca, meio sã, meio pessimista, meio sonhadora. Exactamente como esta história. Perfeita para as mentiras e segredos.

  As páginas deste livro são uma ilusão, onde cada passo e truque foi planeado e belamente executado, de forma a iludir o leitor numa complexa e subtil trama de tantas, tantas mentiras. Cada palavra é destinada a enganar-nos, cada sorriso serve para nos dar uma sensação de falso conforto. E não é que não saibamos que algo sombrio nos foge. Sabemos. Aliás, sentimos. Debaixo do deslumbramento, está um mal-estar que não desgruda e aumenta a cada capítulo. Algo está profundamente errado mas estamos tão perdidos, tão cegos que nada vemos até o golpe ser dado e sangrarmos, sangrarmos sem parar. Nem a mais produtiva, racional das imaginações pode prever as verdades desta história. Nada nos pode preparar para aquilo que nos irá invadir: incredibilidade, fúria, desespero... E o vazio, o horrível e escuro vazio de um destino perdido nas lembranças de um sol eterno.

  É que é tão doce esta marcha fúnebre. No meio da insanidade, há momentos tão puros e felizes que esquecemos o instinto. Permitimo-nos viver a juventude e sonhar o futuro. Deixamo-nos ser iludidos, queremos sê-lo. Esquecemos os avisos e as sombras, fingimos que não vimos os truques da magia macabra que se apodera de nós. E vivemos a perfeição, mesmo antes do mundo desabar em mil pedaços irrecuperáveis.

  É difícil deixar-vos assim, mas não posso nem irei adiantar-me mais sobre esta leitura. Quero que ela seja para vocês a mesma caixinha de surpresas que foi para mim. Quero que sejam arrebatados como eu ainda estou. Leia-no e mintam. Mintam sempre mas não esqueçam a verdade.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Tentações: Ligeiramente Tentador [ASA]

Já na sua livraria Leya



Título: Ligeiramente Tentador
Título Original: Slightly Tempted (#4 Saga Bedwyn)
Autor: Mary Balogh
Editora: ASA
Número de Páginas: 336
Preço: €16.90
ISBN:9789892331744



*Mary Balogh*
Autora premiada e presença constante nas listas de bestsellers do New York Times, cresceu em Gales, terra de mar e montanhas, músicas e lendas. Ela levou consigo a música e uma imaginação vívida quando se mudou para o Canadá. Aí iniciou uma auspiciosa carreira como autora de livros com finais felizes e que celebram o poder do amor. Os seus romances históricos venderam já mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.



Ligeiramente Tentador
Sinopse: Vingança. É essa a palavra que paira na mente de Gervase Ashford, conde de Rosthorn, ao conhecer a bela Lady Morgan Bedwyn. Em circunstâncias normais, o jovem aristocrata não lhe teria dispensado mais do que um breve olhar de apreciação. Mas esta é uma situação em tudo excecional pois Morgan é irmã do seu pior inimigo. Na cabeça de Gervase começa a delinear-se um plano ligeiramente tentador...Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo. 
Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.




Uma Tentação Porque...
Apesar de me faltar ler o livro anterior a este, a verdade é que os dois primeiros chegaram para que Balogh passasse a ser sinónimo de umas horas bem passadas.



Os Outros Livros da Série





Disponível aqui

terça-feira, 28 de julho de 2015

Opinião - Só Se Ama Uma Vez

Título Original: Love Only Once (#1 Malory)
Autor: Johanna Lindsey
Editora: ASA
Número de Páginas: 320


Sinopse

Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.

O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles.

Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…


Biografia
Johanna Helen Howard nasceu na Alemanha em 1952, onde o pai, soldado do Exército Americano, estava colocado. Após a sua morte, mudou-se para o Havai com a mãe.

Ainda andava na escola quando casou em 1970, tornando-se dona de casa e mãe de três rapazes. Mudou-se mais uma vez, para o Maine, depois da morte do marido, para ficar perto da família.

Publicou o seu primeiro livro em 1977 e a partir daí nunca mais parou, sendo hoje uma das autoras românticas mais conhecidas mundialmente. Tem mais de quarenta romances publicados, romances esses que abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano.

A sua série mais famosa é a da família Malory, a qual é agora publicada pela primeira vez em Portugal. Só Se Ama Uma Vez é o primeiro volume, originalmente publicado em 1985, e está traduzido em mais de dez línguas.


Opinião
  Muitas são as histórias que a família Malory tem para nos contar. Histórias cheias de peripécias, escândalos e aventuras, repletas de romance ardente e discussões que o são ainda mais. Para azar dos pobres coitados e coitadas que terão esta família no seu futuro, os Malory são ainda detentores de personalidades tempestivas, narizes metediços, donos de toda a razão e punhos mais rápidos que as suas desculpas. Mas, não só de defeitos é feita a família mais famosa de toda a Londres. Sim, eles são conhecidos pela sua libertinagem e rebeldia, por serem manipuladores e terem o gatilho curto. Mas também são conhecidos pela sua beleza e charme, pela sua lealdade à família e porque, quando se apaixonam e assentam, é para sempre. Só Se Ama Uma Vez é a primeira das muitas histórias desta família que Johanna Lindsey tem para nos contar. E que história esta! É com charme , malícia e um toque de humor distorcido e desarmante que esta autora nos apresenta os fogosos Malory, a nossa nova família preferida dos romances históricos.

  A apresentação desta família não podia ter sido mais grandiosa. De desastre em desastre, de escândalo em escândalo, de discussão em discussão, o leitor é completamente envolvido nas peripécias de uma família que só é feliz assim. Desde raptos à bailes, filhos ilegítimos e donzelas desonradas, piratas e ajustes de contas, casamentos impostos e maridos em fuga, nada falta numa narrativa feita para nos deixar a chorar de tanto rir. E podem crer que o vão fazer quando não estiverem a corar com as cenas ardentes com que Johanna nos apanha de surpresa lá pelo meio. Uma mistura explosiva de diversão e paixão, esta história conquista-nos pela sua simplicidade, bem como pelos afectos que a tornam, lá bem no fundo, uma história açucarada. Mas nada de exageros fiquem descansados. Afinal, esta é uma epopeia familiar regida pelas paixões e os temperamentos, pelos desejos e a inconfessável e nunca admitida rendição.

  O que torna este livro tão especial são de facto as suas personagens, principalmente o iráscivel e adorável casal que protagonizam esta história. Regina e Nicholas são teimosos, fervem em pouca água e são incapazes de implorar ou admitir a sua culpa. Estão também , completamente loucos um pelo outro. Isso leva a que passem o livro às avessas enquanto só pensam em estar nos braços um do outro, algo com que o leitor se diverte imenso. É num desfilar de mal-entendidos, provocações, ciúmes e amuos, que vemos este casal andar em volta um do outro, como numa complicada dança que só se aprende com muito treino e afinco. É isso que lhes falta. Treino no amor e numa vida conjunta, e é por isso que vão bater tantas vezes com a cabeça na parede enquanto nós assistimos felizes da vida. E, sejamos sinceros, se é delicioso ver os tios de Regina meterem-se onde não são chamados, protagonizando cenas hilariantes e absolutamente adoráveis, a verdade é que isso só dificulta a vida ao desgraçado do Nicholas, que não fazia a mínima onde se estava a meter e que agradecia um bocadinho menos de intromissão. Teria sido tudo tão mais fácil... e aborrecido.

  Só Se Ama Uma Vez apresenta os Malory, uma família danada que irá seduzir os leitores sem que eles tenham a mínima hipótese. O que eles não sabem, e é melhor não lhes confessarem, é que não há fã de romance histórico que resista a uma família que só respeita as normas da sociedade quando lhes apetece. Que é quase nunca. Indicado para os fãs da família Bridgerton da nossa adorada Quinn, este livro irá deliciar-vos, podem apostar nisso.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Passatempo *Confissões de Catarina de Médicis*

Com o apoio da Topseller, trago-vos um passatempo muito especial em que podem ganhar um exemplar de um livro muito ansiado por mim... Confissões de Catarina de Médicis, de C.W. Gortner.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 10 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



domingo, 26 de julho de 2015

Opinião - Cress

Título Original: Cress (#3 Crónicas Lunares)
Autor: Marissa Meyer
Editora: Planeta Manuscrito
Número de Páginas: 504


Sinopse
Este não é o conto de fadas de que se lembra. Mas é o que não se vai esquecer.

Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra.

A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.


Biografia
 Marissa Meyer é fã de coisas bizarras, tem estranhas manias e é escritora de distopias baseadas em contos de fadas clássicos que adora desde pequena e que pensa adorar talvez para sempre. Prova disso é que a sua próxima aventura na escrita será um retelling de Alice no País das Maravilhas, com nada mais, nada menos, do que a Rainha de Copas como protagonista.

Dona de dois gatos com nomes muito longos e fora do comum, é fã de Navegantes da Lua e já escreveu mais de quarenta fanfictions sobre elas, organiza a biblioteca por cores e talvez não seja uma cyborg. Talvez. Vive com o marido em Tacoma, Washington, e tem uma predilecção por viagens, provas de vinho e caças por antiguidades.


  Cress é o terceiro e penúltimo volume da sua série Crónicas Lunares e foi publicado em 2014, estando traduzido para dez línguas. Winter, o tão ansiado final, será publicado em Novembro deste ano.


Opinião
  Marissa Meyer fez-nos uma promessa nas páginas de Cinder, a promessa de que nos iria fazer adorar esta saga com o mesmo arrebatamento e fascínio com que o nosso eu pequenino outrora amara os contos de fadas. E cumpriu-o. Em cada livro aumentou a fasquia. Em cada história tornou-nos mais exigentes para depois ultrapassar todos os limites da nossa imaginação. Com cada heroína, demonstrou-nos que não são os vestidos e a beleza que importam mas sim os corações nem sempre fáceis. Surpreendeu-nos, fez-nos adorá-la mas, mais do que isso, fez-nos recordar não só o charme e encantamento das histórias da nossa infância como as lições que delas apreendemos. Um misto de ingenuidade e coragem, de ousadia e aprendizagem, de doçura e desapontamento, as Crónicas Lunares tornaram-se numa complexa trama, onde a tecnologia e os contos de fadas se entranham de forma perfeita. Cress é a prova disso, conseguindo de uma forma brilhante ultrapassar os seus antecessores em todos os aspectos, revelando-se o mais imprevisível e apaixonante livro de toda a saga.

  Este é o momento em que sustemos a respiração enquanto dentro do nosso peito o coração bate desenfreado. Aquele momento de expectativa e angústia antes de sabermos se os sonhos se tornarão realidade ou se as trevas persistirão. Numa trama explosiva e desenfreada, somos postos à prova constantemente. Somos conquistados e arrebatados bem como quase perdemos o controlo das nossas emoções. Muitas são as provações que os nossos heróis enfrentam mas nem assim as suas convicções são abaladas. Feita de encontros e desencontros, de perdas amargas bem como de vitórias agridoces, esta narrativa está pontuada de grandes momentos, quer horrorosamente dolorosos, quer inesperadamente divertidos. Do deserto inóspito ao espaço sem fim, de uma vila abandonada mas cheia de esperança à um palácio grandioso mas derrotado, somos arrastados ao longo de uma corrida contra o tempo cheia de percalços e surpresas cuja meta vai irremediavelmente alterar o futuro para sempre. 

  Quando tudo parecia cristalino como água heis que novas revelações são feitas, revelações essas que apenas tornam a história ainda mais intrínseca e obscura do que seria de prever, demonstrado quão genialmente Meyer a teceu. Aliás, o seu génio e crescimento como autora, comprova-se não só por isso, como também pelo aparecimento de novas personagens cheias de mistérios e lacunas, personagens essas que terão um papel fulcral no próximo volume e que, atrevo-me a dizer, trarão ainda mais complexidade a esta saga, prometendo assim um volume final carregado de suspense. A verdade é que todas as personagens e acontecimentos estão, de uma forma ou outra, interligados. E não falo do presente, mas sim de um passado ainda envolto em pesadas camadas de segredos e que, aos poucos e poucos, se começa a revelar cada vez mais surpreendente, fazendo-nos ansiar pelo momento em que finalmente poderemos apreciar toda a sua extensão.

  Tal como nos livros anteriores, também em Cress podemos encontrar os elementos do conto que o inspirou subtil e deliciosamente inseridos ao longo de toda a narrativa. Todos os grandes momentos de Rapunzel estão, não só presentes, como foram embutidos na história de uma forma inteligente e significativa, quer para o par de protagonistas, quer para todo o enredo. Aliás, acho que Marissa está se a tornar cada vez melhor a fazê-lo e, só de imaginar como o fará em Winter, até já começo a sentir os arrepios a subir por mim acima.

  Cress, a nova aquisição deste cada vez mais distinto e unido grupo de foras-da-lei, é possivelmente a personagem mais adorável à face da Terra e Luna, e de toda a galáxia. Hacker, solitária, sonhadora e honrada, esta moça traz um bocadinho de doçura ao trio de heróinas, encaixando na perfeição com as personalidades de Cinder e Scarlet bem como com o irreverente e convencido bandido que lhe calhou na rifa. Aliás, esta se a tornar difícil escolher um casal preferido nesta saga, sou sincera. Noto é cada vez mais como este grupo se está a tornar coeso e, também, o quanto cada um deles tem crescido conforme a sua vida tem sido mais dificultada e isso agrada-me pois consigo antever quem eles poderão tornar-se e o quanto eles serão capazes de fazer pela Humanidade.

  Com uma das mais promissoras e brilhantes sagas distópicas juvenis a chegar ao seu derradeiro e promissor final, sinto-me naquele momento em que dava tudo para ter o último volume nas mãos mas também para que ele nunca chegue. Estar a um passo do fim de uma das minhas sagas preferidas é o êxtase e o desespero e Cress conseguiu apenas intensificar estes sentimentos porque este penúltimo volume não é a mesma promessa que Marissa Meyer nos fez em Cinder. Desta vez ela prometeu-nos a Lua e é bom que a cumpra.


As minhas Opiniões da Série

sábado, 25 de julho de 2015

Passatempo *Enlaçados*

Graças a Topseller, tenho para vos oferecer o mais recente romance de Emma Chase publicado em Portugal, Enlaçados.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 8 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Opinião - Incontrolável

Título Original: The Stranger I Married (#2 Historical)
Autor: Sylvia Day
Editora: Quinta Essência
Número de Páginas: 328


Sinopse
O amor surge onde menos se espera

São o casal mais escandaloso de Londres. Isabel, Lady Pelham, e Gerard Faulkner, marquês de Grayson, são iguais em tudo: nos seus apetites sexuais, nos seus amantes constantes, na sua inteligência, nas reputações provocadoras e na recusa absoluta de arruinar o seu casamento de conveniência apaixonando-se um pelo outro. Isabel sabe que um rapaz tão encantador jamais lhe interessará e que nunca conseguirá influenciar o coração de libertino dele. É uma farsa muito agradável… até que uma surpreendente reviravolta tira Gerard do seu lado.
Agora, quatro anos mais tarde, Gerard regressou a casa para junto de Isabel. Porém, o homem despreocupado e travesso que partiu foi substituído por um homem taciturno, poderoso e irresistível que está decidido a empregar a sedução para conseguir o seu afeto. Desapareceu o companheiro despreocupado que partilhava a sua amizade e nada mais, e no seu lugar está a própria tentação… um marido que deseja o corpo e a alma de Isabel, e que não se deterá diante nada para conquistar o seu amor. Não, este não é o homem com que se casou. Mas é o homem que pode por fim roubar-lhe o coração… 


Biografia
Autora de mais de vinte romances premiados e traduzidos em mais de quarenta línguas, Sylvia Day é uma das romancistas de maior sucesso da actualidade, sendo também uma das mais lidas globalmente. Presidente actual da Romance Writers of America, Sylvia começou a escrever em 2001 mas foi com a sua série Crossfire, onze anos depois, que o seu nome ficou na boca do mundo. Considerada a rival mais directa de E. L. James, Sylvia já recebeu inúmeros prémios e, para além dos livros que já publicou, participou também em várias antologias e escreveu outros tantos contos. Participa em diversas conferências de leituras bem como em workshops e, para além de escrever como Sylvia Day, tem dois pseudónimos, escrevendo romance erótico em vários géneros. Crossfire tem os seus direitos para cinema vendidos à Lionsgate.

Publicado em 2007, Incontrolável foi o segundo dos quatro romances históricos que a autora escreveu antes de Crossfire, e está traduzido para nove línguas.


Opinião
  Depois de um início desconfiado e reticente com Sylvia Day, heis que hoje posso dizer, não sem algum espanto, que gosto. Sim, gosto dos seus livros, pelos menos dos seus romances históricos que é o que tenho lido. A verdade é que Sylvia sabe o que anda a fazer e negá-lo seria uma estupidez. Dona de uma escrita crua mas sensual, é com maturidade e experiência que esta autora cria as suas histórias, dando-nos um eco de realismo que a mulher do século XXI não só reconhece como agradece. E uma das provas disso é este Incontrolável, cuja história foge de preconceitos e normas, cujo casal se diferencia de tantos outros. E este posso dizer que, não só gosto, como é o meu preferido da autora. Sylvia excede-se com uma história que não é nada do que estamos a espera. Esta não é típica história de amor. Nem pensar. É uma história de amizade e luxúria, liberdade e extravagância que, nas suas linhas curvas e sedutoras, acabará por falar do amor como resultado de uma relação de compreensão entre duas almas feitas de fogo mas pouco dadas a afectos, duas pessoas que, no fundo, partilham uma igualdade raramente encontrada.

  Isabel e Gareth são tudo menos comuns e a sua história, feita de malícia e libertinagem, rapidamente nos envolve, não só pela química quase crua que os une como também pela amizade e respeito que nutrem um pelo outro. Sentimentos esses que no início lhes permite viver um casamento de liberdade e aceitação, mesmo com a diferença de idades e títulos à qual o mundo inteiro liga, menos eles. Mas um dia tudo muda e o que autora nos apresenta nesta narrativa é um jogo de luxúria e paixão, cujo prémio é, nada mais, nada menos do que a rendição. A premissa só por si, bastava para me deixar curiosa mas é a forma como Sylvia a desenvolve que realmente me agradou. Isabel e Gareth têm um acordo e uma relação sólida e estável capaz de o manter, mas mais do que isso, é a forma como se aceitam e respeitam, independentemente do resto do mundo, que me deixou intrigada com este casal. 

  O desenvolvimento da sua relação é escaldante de facto e a perseguição subtil e sedutora que Gareth faz a Isabel é capaz de deixar qualquer coração acelerado, mas é os pequenos gestos e hábitos entre eles mesmo quando as coisas estão a descambar que nos fazem acreditar que duas almas errantes como estas podem realmente ser felizes juntas. Não, a relação deles não começa nem é igual às outras, mas eles provam que ser livre para amar ou desejar, não condiciona que um dia não queiram ser amarrados à outra pessoa. Pelo contrário, o que eles acabam por provar com a sua história é que só vale a pena fazê-lo por alguém que não só se apaixone mas também compreenda e aceite a independência e personalidade da outra parte. Apesar da anterior relação existente entre eles, acabamos por assistir a uma conquista feita de pequenas aprendizagens, uma tentativa de ambas as partes para conhecerem por inteiro a outra pessoa, demonstrando que no amor é preciso esforço e dedicação mesmo quando a paixão arde de forma escaldante. Sim, porque estes dois são capazes de fazer corar até as pedras da calçada. A química entre estas duas personagens é qualquer coisa de assolador mas foi o resto que realmente me deixou enamorada deles. 

  Confesso que admiro Isabel. Admiro a sua independência, a sua força e coragem, a sua forma de ver a vida. É uma personagem forte e destemida que não liga patavina aos outros em seu redor e que vive como bem entende. É uma mulher com plena consciência do que é capaz e de quem é, e por isso é tão fácil gostar dela. Quanto ao Gareth, ele começa por ser um menino rebelde e libertino com um coração do tamanho do mundo mas depois de um certo acontecimento ele cresce e é tão espantoso ver como ele aprendeu com a vida, como agora dá valor a coisas realmente importantes. Ele muda, aceita outras prioridades, compreende que precisa de outras coisas na sua vida e faz por as ter, ele vai à luta como um verdadeiro gentleman, aceita a derrota quando tem de ser mas nunca desiste, e isso é de louvar. 

  Sim, Incontrolável é o meu livro preferido de Sylvia Day e aconselho-o às fãs do género, da autora, de casais extraordinários, de histórias escaldantes e amores fora do comum. Leiam-no, preferencialmente em casa, mas leiam-no porque esta senhora fez magia neste livro.


As Minhas Opiniões de Outros Livros Históricos da Autora

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Passatempo *Um Acordo Muito Sedutor*

  Com o apoio da Planeta, tenho para vos oferecer um exemplar do livro de uma nova autora que junta duas coisas que adoro: romance histórico e Downton Abbey. Falo de Um Acordo Muito Sedutor de Maggie Robinson.

 Para se habilitarem a ganhar o livro, têm de ser obrigatoriamente seguidores do blogue, seja qual for o meio, responderem acertadamente às questões colocadas abaixo e devem ter em atenção as regras de participação. O sorteio será feito aleatoriamente pelo random.org. 

    As respostas podem ser encontradas aqui.


Regras de Participação:

1. Passatempo válido até 23h59 do dia 6 de Agosto de 2015.

2. Só é possível uma participação por pessoa e email.

3. Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

4. O vencedor será sorteado aleatoriamente através do random.org e será posteriormente contactado por e-mail e o resultado será anunciado aqui no blogue.

5. Todas as participações com questões erradas e/ou que não obedeçam às regras serão automaticamente anuladas.

6. A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Opinião - Uma Nova Esperança

Título Original: Losing Hope (#2 Hopeless)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Número de Páginas: 304


Sinopse
Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores. Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela? Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?


Biografia
  Colleen cresceu numa quinta no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Protecção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Começou a escrever em 2012 e já publicou sete livros.

Uma Nova Esperança foi publicado em 2013, esteve nomeado na categoria de melhor romance do Goodreads Choice Awards e está traduzido para onze línguas.


Opinião
  Um Caso Perdido é uma história que, na sua simplicidade e crueza, assombra-nos e desfaz-nos. É uma história que nos fala sobre pecados inconcebíveis e, ao mesmo tempo, dos sonhos inocentes. É sobre desistir e sobre nunca perder a esperança. É sobre o amor, quer o tipo errado, quer o tipo certo. E, obviamente, Uma Nova Esperança também o é mas, em vez da tempestade assoladora que foi o livro anterior, este livro acaba por ser um reflexo algo desfocado dessa tempestade, razão pela qual não percebo a necessidade de escrever a mesma história sobre outra perspectiva. Não que Colleen não mantenha a intensidade e crueza com que conta histórias, não que Sky e Holder não continuem a viciar-nos e a derreter-nos, não que não nos arrepiemos com os piores momentos. Não é nada disso. Isso está lá tudinho, mas parece um eco distante derivado de eu já saber a história. Porque a verdade é essa, eu já sei como começa, decorre e acaba e, sinceramente, acho que a Colleen não soube dar a volta a esse pequeno factor e acabou por se atrapalhar ali nalguns momentos.

  Esta leitura acabou assim por ser um pau de dois bicos. De um lado, temos a mesma história e um narrador mais fraco, porque sim, o Holder não faz jus à Sky. Aliás, já nem gosto tanto dele como gostava porque este livro acabou por mostrar uma faceta sua que não acho nada atraente: o facto de ser tão mas tão dependente/cego em relação à Sky. A verdade é que conseguimos perceber melhor algumas das suas atitudes mais estranhas mas também acabei por achar que ele se consume demais, que se culpa facilmente de situações que não pude controlar e se auto-deprecia muito facilmente. Isso é realista, não estou a dizer que não, mas ao pé da força consumidora da Sky e do que a Less aguentou toda a vida, ou mesmo as respectivas mães, isso acabou por fazer dele uma personagem algo frágil, porque a sensação que dá é que de todos eles, o Holder, que sofreu com as consequências e não os actos em si, acabou por se deixar levar muito mais facilmente pelas coisas más. Mais uma vez, isso é humano, óbvio que sim, afinal nem todos somos fortes, mas custa-me ter visto a Sky aguentar-se tanto em Um Caso Perdido para depois ver o Holder a quebrar insistentemente ao longo deste livro. Para além disso, bem ele tem ali umas atitudes parvas que acabam por levar a coisas bastante complicadas que não teriam acontecido se ele tivesse tido coragem suficiente para contar e/ou perguntar. Ou seja, este livro apresenta-nos um lado mais frágil dele e, ao mesmo tempo, retirou-me um pouco do fascínio que tinha por esta personagem.

  Por outro lado, temos duas personagens, uma presente e outra não, que acabaram por criar os momentos que marcam realmente este livro. A Less, mesmo não estando presente nas suas vidas, mas apenas através de memórias e palavras, consegue monitorizar a atenção e tenho muita mas muita pena de não a ter conhecido. É através dela que descobrimos as surpresas ainda reservadas para nós nesta história e ela que acaba por nos provocar as maiores emoções. É preciso ter muita coragem para viver a vida que ela viveu, para ter os segredos que ela teve e o fim que ela determinou. Essa coragem é inspiradora e dá-me vontade de construir uma estátua em sua honra. Afinal, a Less lutou com todas as forças que teve e aguentou mais do que se poderia pensar ser possível. Mais, em vez de rancor contra os outros, decidiu salvar a vida daquela que podia ter culpado por todos os seus males. A outra personagem é o Daniel, o melhor amigo do Holder. Ele é simplesmente diferente de tudo o que podemos imaginar e é curioso como consegue ser tão inocente, leal e sonhador. O Daniel acaba por proporcionar os momentos mais divertidos do livro e, acreditem, ler o Finding Cinderella só me fez adorá-lo ainda mais.

  Quanto à narrativa e à tal atrapalhação da Colleen... Penso que a autora fez ali umas más escolhas. Havia momentos que não precisavam de ser transcritos tintim por tintim, outros deviam ter aparecido neste e a mudança de momentos de Um Caso Perdido para os de Uma Nova Esperança podiam ter sido feitos de uma forma mais coerente. Mesmo assim, é óbvio que gostei de ler este livro e reviver a sua história, porque a Colleen é uma autora fantástica que só precisava de umas pequenas ajudas para ser quase perfeita. E foi bom rever a Sky, a Six e o Brecken, porque são personagens muito distintas e carismáticas.

  Uma Nova Esperança tem as suas falhas é certo mas também é verdade que logo à partida já estava a perder em relação ao livro anterior. Mesmo assim, não me sinto arrependida por o ter lido pois pude conhecer melhor as personagens desta história e ainda estavam reservadas algumas surpresas pelas quais suspirei em Um Caso Perdido. Por isso, penso que não seja uma leitura dispensável a quem gostou desta história, pelo contrário.


A minha Opinião do outro Livro da Série

Tentações: Algo Maravilhoso [ASA]

Já disponível nas livrarias



Título: Algo Maravilhoso
Título Original: Something Wonderful (#2 Sequels)
Autor: Judith McNaught
Editora: ASA
Número de Páginas: 496
Preço: €17.70
ISBN: 9789892331256



*Judith McNaught*
 Nasceu nos Estados Unidos. Antes de se dedicar inteiramente à escrita, teve uma carreira profissional muito diversificada, tendo sido a primeira mulher a trabalhar como produtora executiva na rádio da CBS. Atualmente, a sua obra é publicada um pouco por todo o mundo e já vendeu mais de 30 milhões de exemplares. Vive em Houston, Estados Unidos.



Algo Maravilhoso
Sinopse: Alexandra Lawrence tinha a seu favor o facto de ser bem-nascida e… nada mais. Com o seu aspeto e modos arrapazados - sabia disparar uma arma, pescar, e montar a cavalo tão bem como qualquer homem - não era propriamente a noiva perfeita.Para piorar as coisas, vivia na penúria, o tio era um bêbado e a mãe uma senhora de temperamento irascível. Não, ninguém diria que seria ela a casar com o abastado, mulherengo e arrogante Jordan Townsende, duque de Hawthorne.
Mas a verdade é que, devido a um infeliz mal-entendido, assim foi.
Alexandra é agora duquesa, mas a sua vida é tudo menos calma. Quatro dias após o casamento, o marido desaparece sem deixar rasto. É sozinha que tem de enfrentar a sociedade londrina, que despreza o facto de um dos "seus" aristocratas ter casado com uma campónia ingénua. Quando Jordan finalmente reaparece, Alexandra já perdeu a inocência dos seus dezassete anos, mas aos poucos vai descobrir que, por detrás da fachada gélida do marido, está um homem ternurento, amável e sensual. Tragicamente, Jordan coleccionou demasiados inimigos e é agora um alvo a abater. Caberá a Alexandra salvar a vida do homem que ama. Uma missão impossível não fosse a sua teimosia em acreditar que o futuro lhes reserva… algo maravilhoso.




Uma Tentação Porque...
Amei obcecadamente o livro anterior da autora. É tão mas tão bom!!! Este só pode ser igualmente fantástico.



O Primeiro Livro da Série




Disponível aqui